Soneto da Separação
Eu temo a morte mais que uma separação qualquer. Morrer é jamais te ver, e jamais poder tocar-te novamente.
Família é nosso chão, laço eternizado que distancia não faz separação. Somos unidos pelo sangue doado por Deus e bombeado pelo coração.
A separação de duas pessoas que se amam é como a separação do corpo e do Espírito, quando os orgãos do corpo se cessam, no início aparenta existir um laço que os prende e os impede de viverem longe um do outro. A diferença é que o corpo não é nada sem o Espírito, mas depois este repara que vive melhor sem estar junto ao corpo, a outra diferença é que duas pessoas que se amam são duas almas, mas depois podem até reparar que talvez tenha sido melhor assim.
Assistimos de camarote e com lenços encharcados de remorsos a separação do Joio do Trigo. Em breve choro e ranger de dentes.
Na separação, o amor se transforma em memórias que aquecem o coração, enquanto o ódio se torna o frio silêncio que preenche o vazio deixado pela partida.
Em separação de namorados cristãos existe algo errado, porém, se houver separação entre um incrédulo e uma cristã está tudo certo.
Os filhos santos não devem namorar incrédulos para que a sua família não receba a separação eterna de Deus.
Estamos vivendo com uma sociedade que dá ouvidos à depressão, à separação conjugal, às crises sociais e à morte espiritual, ignorando a alegria de viver servindo o próximo, retirando a mútua cooperação familiar, fugindo da conversa sincera do amor altruísta e recusando ouvir os santos conselhos divinos para uma vida abençoada, bem-sucedida e feliz.
A parede de separação entre judeus e gentios era a inimizade entre eles, pela qual Jesus morreu por todos para serem um só povo, uma só igreja, vivendo em paz.
Pode ser que o motivo do seu cônjuge entrar em separação não esteja no chifre de fora, mas no de dentro, dando chifradas há mutos anos na parte mais frágil do seu bife conjugal, a esposa.
Triste separação conjugal, baseada nas fraquezas emocionais, no medo de ensinar a verdade, reconhecer as falhas pessoais e coragem para disciplinar os filhos.
Um dos grandes vetores da união conjugal é o respeito recíproco; o resto é separação de objetivos, com um dos vetoriais do amor divergente da fidelidade proposta no altar do matrimônio.
Separação baseada em incompatibilidade de gênios é o mesmo que ser compatível com Satanás, o maior destruidor de alianças das almas unidas e reajuntador de pés conjugais na cova do futuro próximo.
Em tempo de adolescência se concluiu uma grande separação. Se separou, motivo havia, ainda que familiares, causa de vida que entendo melhor resolvida pela vontade de ganhar. Não muito tempo depois, embora um tempo de velhice, uma nova separação, feita também pela liberdade, mas novamente por força bruta. Hoje, gerações à frente ainda somos perfeitamente forjados com grilhões. Gritar é pouco, cada área o seu jargão, assim desejo melhor que separar, melhor que ressignificar, seja a arte de compartilhar.
Não quero usar a separação como pretexto para te julgar, mas quero usar a saudade para nunca te esquecer,quero usar a esperança para esperar por alguém que me fez sonhar,quero usar o sonho para te trazer de novo para a minha realidade.Quero usar o passado,para te trazer para o meu presente, quero usar tudo aquilo que me faz lembrar de você.Se eu usar tudo aquilo que vivi com você, estarei preservando na minha memoria a certeza de que valeu a pena te amar,ainda que as lembranças me machucam,não quero esquecer o grande amor da minha vida!
