Soneto da Saudade
1° Soneto: A Voz Interna
Visão Embaçada
Oh não... Estou caindo.
Gritando até rasgar o peito.
A minha visão sumindo,
Revela-me que não há outro jeito.
Tudo o que tenho feito
Não terá nenhum sentido.
Sei que só tenho vivido
Acreditando ser imperfeito.
Agora não há mais
Como voltar atrás
E escolher outro caminho
O meu futuro está longe demais
O meu presente, agora, tanto faz.
Estou me afogando sozinho.
Tsharllez Foucallt.
Soneto: Estrela 1°
Fio Cintilante
O seu colo é o meu porto
Que deito e durmo quando preciso.
A minha paz encontra-se no sorriso,
Que vejo em você e até fico absorto.
O sol no declive de sua vida
Não poderá igualar-se a ti,
Na maior explosão que ele expelir
Não chegará ao seu brilho, querida.
A sua coragem, força, proeza, dedicação...,
E a sua imagem com clareza e ação
Tem o poder de me impor contra o mundo.
Mesmo juntando todo o tempo num segundo,
Até tornar-se tudo num ato fecundo
Não haverá outra tão bela em perfeição.
Tsharllez Foucallt -Pierre Ferraz.
O Soneto da Hora
A hora passa,
A vida em massa,
O tempo voa,
A alma à toa.
O relógio bate,
O peito late,
No silêncio,
Do momento.
A sombra cresce,
O dia esquece,
De quem ficou.
Na escuridão,
Só o coração,
Que não parou.
O Soneto do Fim
A luz se apaga,
A sombra vaga,
O dia finda,
A alma ainda.
O tempo corre,
A vida morre,
No chão de pedra,
Onde o mal medra.
É o fim da lida,
Noite esquecida,
Sem mais alento.
Na escuridão,
O coração,
Vira só vento.
O Soneto da Noite
A noite chega,
A luz se nega,
O medo vem,
Não há ninguém.
O vento frio,
No som do rio,
Traz o temor,
De um velho horror.
A sombra invade,
Pela cidade,
Todo o clarão.
Só a memória,
Conta a história,
Na escuridão.
Soneto abusivo
Pare de frescura e leia logo esse poema!
Mas dessa vez, ao menos vê se lê direito!
Leia... Sem essa de querer procurar defeito!
E vê se dessa vez, ao menos se atente ao tema!
Sem melindre, ninguém tá nem ai pro seu problema,
te falo verdades pro seu bem... Não por desrespeito...
Eu te amo... Entenda que esse é meu jeito!
Faço tudo por você! A verdade lhe ferir é meu dilema.
Não venha com choramingos, choramingar choramigalhas!
Apesar de você ser assim: lerdinha... Cá estou eu...
Convivendo e perdoando suas inúmeras falhas!
Nunca faz nada direito, depois reclama do que colheu...
Então faça o que eu mando, sem usar desculpas canalhas!
E quem não gostou do texto... Certamente nele se reconheceu.
Soneto para Parintins
Minha terra é bonita
Outra terra igual não há,
É o melhor lugar do mundo
Pra viver e amar.
Se eu pudesse escolher
Um lugar para morar
Tenho toda a certeza
Que eu não iria te trocar.
No interior tenho o rio e a floresta
Criações, plantações, caça e pesca,
Na cidade tenho uma casa para morar.
O que mais posso precisar?
Só me falta uma palmeira
Pra cantar o sabiá.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Soneto do Amor sem Fim
Se o vento leva as folhas pelo espaço,
O amor conserva aquilo que é real;
Transforma despedidas em abraço
E faz do breve instante algo imortal.
se o tempo corre pelas avenidas,
Marcando os passos de cada estação,
O amor recolhe as flores já colhidas
E guarda seu perfume n coração.
Não teme o inverno nem a tempestade,
Pois nasce forte da simplicidade
De quem aprendeu a amar sem possuir.
E quando a vida fechar suas cortinas,
Ficarão acesas doces lamparinas
Das lembranças que o amor fez existir.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
SONETO DAS PESSOAS
Há quem carregue o sol no próprio olhar;
Mesmo vivendo dias de tormenta;
Há quem transforme o simples caminhar
Na mais bonita forma de ser lenta.
Pessoas são jardins em movimento,
Mistério que ninguém pode medir;
Algumas passam como leve vento,
Outras permanecem sem partir.
Por trás de cada rosto há uma história,
Uma batalha oculta e silenciosa,
Uma lágrima guardada na memória.
Por isso a bondade é sempre valiosa:
Quem espalha amor constrói sua vitória
Na alma de uma vida generosa.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
SONETO DO CÉU EM TEUS OLHOS
Não te considero deusa ou fantasia,
Nem estrela distante a cintilar;
Vejo em ti a mais singela poesia
Que o destino permitiu encontrar.
Não és um sonho feito de perfeição,
Pois és humana em teu jeito de viver;
Mas teu carinho toca o coração
Como a aurora ao amanhecer.
Quando caminho ao teu lado, em paz serena,
O mundo perde o peso e o desengano;
A dor se afasta, a esperança acena.
E então compreendo, sem qualquer engano:
Não és deusa, nem rainha, nem pequena.
és só verdade que em mim se faz serena,
Presença viva que o destino ordena.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Soneto Ao Coração aos Gritos
Coração, por que te escondes tanto,
Se foste feito para amar sem medo?
Por que transformas sonho em desencanto
E guardas teu desejo em segredo?
Escuta a voz da vida em sua dança,
O vento, o mar, a estrela e o luar,
Quem ama planta flores na esperança
E aprende, mesmo em lágrimas, a amar.
não temas a paixão que te visita,
Nem a saudade que por vezes vem;
A alma apaixonada é mais bonita
Quando reparte o que possui de bem.
Coração, abre as portas da emoção,
E faz do amor a tua direção.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Soneto (parte 3)
Carta para meu lírio
Lírios azuis, flores de sonho,
Ternura que o coração sente,
Amor que não morre, não some,
Lembranças que para sempre se sentem.
No jardim da memória,
Lírios azuis florescem,
Trazendo lembranças queridas,
De momentos de amor e paz.
Seu perfume suave e doce,
Enche o ar de ternura,
Lembrando momentos felizes,
De amor e alegria pura.
Lírios azuis, símbolo de amor,
Ternura que não acaba,
Lembranças que ficam,
Mesmo quando a distância separa.
Soneto da Vida Eterna
De passo em passo vou mudando a estrada,
E a cada curva, um novo amanhecer;
A vida nunca é reta, nem traçada,
Mas um constante e belo renascer.
Há reencontros na jornada percorrida,
Há despedidas que ensinam a ficar;
E toda mudança acolhida na vida
É uma nova forma de se encontrar.
O bem não mora apenas na grandeza,
Mas no instante singelo e verdadeiro:
Como num lago em calma, ou na suave certeza.
De ter alguém por perto o tempo inteiro.
Pois quem encontra amor na simplicidade
Já toca, ainda em vida, a eternidade.
SONETO DE FLORESCRITURA
De flor em pétala florear
Pintando o mundo na cor de jardim
Semente que floresce semear
Todo amor que florir em mim
De flores a desabrochar
Florindo o pensamento
Tudo é florescimento
E beleza pra quem achar
De floração adubo do peito
Brotando botão na flora
É raiz que fulora
No coração do sujeito
Soneto do Desejo Urgente
Quero a doçura de tuas mãos de espanto
E o hálito de flor que a boca exala
Quero o silêncio que em teu corpo fala
E o teu mistério a me cobrir de encanto.
Não quero o céu, nem a virtude ou tanto…
Quero a vertigem que o prazer instala
Nessa doce agonia que a razão se cala
E o peito aberto em riso e em pranto.
Que venha o amor com sua fúria santa
Rasgar a paz que o coração inventa
E nos perder na noite que se agiganta…
Pois só a paixão, que a vida realimenta
É que nos salva e a própria morte espanta
Nesta entrega sagrada e violenta.
Antenor Quintino da silva
Soneto da Doce Renda
Quero a beleza, que me dá tristeza
Essa que passa e que não faz demora
Que tem o dom de me deixar na mesa
A sós com o vinho, vendo o frio lá fora.
Quero a mulher que seja como o fado
Mistura de agonia e de ternura
Que me devolva o coração quebrado
E me perdoe por tamanha cura.
Pois só no traço desse amor bendito
É que o poeta encontra o seu grito
E justifica a dor de estar vivendo.
Vem, minha amiga, derramar teu pranto
Que eu faço dele o meu melhor canto
Enquanto a vida vai se consumindo.
Soneto por uma Estrela
Francisco Fernandes Torres
Sentado no cais, admirando a bruma,
um vento suave a tocar meu rosto,
o brilho do Sol, em todo o esplendor,
brinda a paisagem; é o mês de agosto.
Surge você, como próprio a uma Estrela;
seu cheiro me toca, como uma pluma;
ondas nos cabelos, nuvens nos pés,
lembrando-me, incauto, quem de fato és:
és mulher, és poder, és a dona da situação;
o Universo se curva a cada passo teu;
somente tu subvertes a Lira de Orfeu.
És mãe, és filha, és amor, és perdão;
criatura divina, replicante da vida,
aos olhos do mundo serás sempre querida!
Soneto de Nenhuma Dor
Nenhuma dor dói mais que dor nenhuma,
Nenhuma palavra pode até ser um soneto,
Nenhum sorriso não quer dizer tristeza,
Nenhuma verdade torna o silêncio obsoleto.
Nenhuma dor me traz a solidão,
Nenhuma ausência me faz sentir sozinho,
Tanta paixão me deu nenhum amor,
A solitude amplia meu caminho.
Nenhum ocaso me faz pensar que é tarde,
Nenhuma verdade me faz refém do medo,
Nenhum perdão me ameniza a mágoa.
Nenhuma lembrança é a dor que ainda arde,
Nenhuma saudade tem o gosto azedo,
Nenhuma agrura me arranha a alma.
Soneto da Ilha
Dizes viver na mais profunda solidão,
Mas rejeitas o mundo por inteiro;
Vestes de ferro o frágil coração
E fazes do silêncio teu roteiro.
Crês ser uma muralha inabalável,
Mas ninguém nasce ilha sobre o mar;
Somos desejo, vínculo e afável
Necessidade de nos encontrar.
Fingimos não querer qualquer abrigo,
Que tudo vai bem, sem precisar de alguém;
Mas basta alguém chegar e ser amigo,
Que erguemos muros para ir além.
E, na fuga do medo de amar, enfim,
Somos nós mesmos quem nos leva ao fim.
SONETO #11
ROWENA
Defendo as terras saxônicas e o rei
Procuro por Rowena que desapareceu
Ivanhoé o temido que logo se ascendeu
Sendo cavaleiro, não sei se rei eu serei.
Ricardo Coração de Leão nada é teu
Nessa terra meu grande amor eu deixei
Estou em busca dela, ao meu lado terei
A companhia da fiel Rowena, algo meu.
Nessas torres e nesses muros do castelo
Procuro por ti ó meu sutil aloé do inverno
Minha ave avelã sinônimo do que é belo.
Estarás tu perto em algum lugar interno
Tenho esperanças sinceras, um novo elo
Que Rowena apaziguará o quase inferno.
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