Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

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A solidão liberta-nos da sujeição das companhias.

Ninguém é tão prudente em despender o seu dinheiro, como aquele que melhor conhece as dificuldades de o ganhar honradamente.

Entre todas as diferentes expressões que podem reproduzir um único dos nossos pensamentos só há uma que seja a boa. Nem sempre a encontramos ao falar ou escrever; entretanto, o fato é que ela existe, que tudo o que não é ela é fraco e não satisfaz a um homem de espírito que deseja fazer-se entender.

Quase ninguém se apercebe, por si próprio, do mérito de outra pessoa.

Não há poder. Há um abuso do poder, nada mais.

O nosso espírito é essencialmente livre, mas o nosso corpo torna-o frequentes vezes escravo.

A longo prazo uma profissão é como o matrimônio; apenas se sentem os inconvenientes.

Afinal de contas, atribui-se preço bem alto às suas conjecturas quando se cozinha um homem vivo por causa delas.

Ordem social é limitação de liberdade; desordem, liberdade ilimitada.

Aprovamos algumas vezes em público por medo, interesse ou civilidade, o que internamente reprovamos por dever, consciência ou razão.

O ateísmo é tão raro quanto é vulgar o politeísmo e a idolatria.

É necessário subir muito alto para bem descortinar as ilusões e angústias da ambição, poder e soberania.

A religião amansa os bravos e alenta os fracos.

Se eu conhecesse alguma coisa que fosse útil à minha pátria, mas prejudicial à Europa, ou que fosse útil à Europa, mas prejudicial ao gênero humano, considerá-la-ia um crime.

As opiniões de um século causam riso ou lástima em outros séculos.

O homem de juízo aproveita, o tolo desaproveita a experiência própria.

É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro.

Há mentiras que são enobrecidas e autorizadas pela civilidade.

A vaidade de muita ciência é prova de pouco saber.

Na verdade, o cuidado e a despesa dos nossos pais visam apenas enriquecer as nossas cabeças com ciência; quanto ao juízo e à virtude, as novidades são poucas.