Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
O último território da liberdade talvez não seja o mundo, mas aquilo que ainda conseguimos pensar sem autorização.
O conhecimento é poder porque aquilo que compreendemos deixa de ser apenas acontecimento e passa a integrar nossa capacidade consciente de transformar a realidade.
O indivíduo tende a acolher com facilidade aquilo que confirma suas convicções e a resistir justamente à evidência que poderia obrigá-lo a reconstruí-las.
Conhecer não é apenas acumular respostas; é despertar a consciência para aquilo que ela ainda não havia compreendido.
Amar é desejar o bem, mas desejar também que aquilo que reconhecemos como bom permaneça digno de ser amado.
As emoções não são inimigas da razão; elas também contêm avaliações sobre aquilo que consideramos importante e podem influenciar a compreensão jurídica da pessoa.
O discurso determina parcialmente aquilo que uma sociedade consegue pensar, dizer e transformar em norma.
A verdade socialmente aceita possui uma história e pode influenciar aquilo que o Direito reconhece como legítimo.
Entre aquilo que o Estado sabe e aquilo que a sociedade tem direito de saber existe uma zona de tensão essencial ao Estado Democrático de Direito.
Talvez a questão mais importante sobre aquilo que não identificamos no céu não seja o que está lá, mas quem possui o direito de decidir o que podemos saber sobre isso.
Ser racional significa também poder responder por aquilo que se afirma, princípio particularmente relevante para o discurso jurídico.
O direito natural procura aquilo que antecede a vontade do legislador: princípios que a razão reconhece como inerentes à própria condição humana.
Diante da escuridão, uma pequena luz não resolve o universo, mas altera imediatamente aquilo que os olhos conseguem enxergar.
Aquilo que parece imediatamente verdadeiro pode ser apenas uma ideia cujas mediações ainda permanecem invisíveis.
