Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve

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Uma sociedade revela sua filosofia não pelo que proclama, mas por aquilo que considera injusto.

Toda norma nasce de uma escolha sobre aquilo que uma sociedade decidiu proteger.

O conhecimento não aumenta apenas aquilo que sabemos; aumenta também a dimensão daquilo que descobrimos não saber.

Os estoicos ensinaram que nem tudo está sob nosso controle; o jurista acrescentaria que aquilo que está sob nosso controle gera responsabilidade.

Nem tudo aquilo que possui valor econômico possui preço moral.

O imperativo moral pergunta aquilo que o contrato frequentemente esquece: “E se todos fizessem isso?”

A prova não existe para confirmar aquilo em que acreditamos; existe para permitir que nossa crença seja corrigida.

A censura teme aquilo que a razão consegue explicar.

A maioria governa; a Constituição limita aquilo que até a maioria pode fazer.

A liberdade de expressão protege especialmente aquilo que o poder preferiria não escutar.

A evolução jurídica não elimina o passado; seleciona aquilo que merece permanecer dele.

A eficiência econômica não é critério suficiente para definir aquilo que uma sociedade deve considerar justo.

Não existe uma passagem automática daquilo que é natural para aquilo que é juridicamente justo.

Resiliência institucional é a capacidade de mudar sem perder aquilo que torna uma instituição legítima.

A lei deve distinguir aquilo que precisa ser proibido daquilo que simplesmente precisa ser compreendido.

A justiça precisa reconhecer seus próprios limites para não prometer aquilo que não pode entregar.

Uma Constituição é também um compromisso coletivo com aquilo que uma sociedade decidiu não permitir que o poder faça.

A sociedade colhe, anos depois, aquilo que seus legisladores semearam sem perceber.

O legislador escreve no presente aquilo que muitas gerações terão de viver no futuro.

A justiça restaurativa pergunta aquilo que a vingança raramente pergunta: como reparar o mundo depois que ele foi ferido?