Sombra
solitude branda amarga
tuas faces são flores
no desdenho desta vida
sombra do doce mel
jogados ao vento
sentimento de fel
tão longe da abismo
mesmo profundo
do que viver?
entre esses achados
tudo passa meramente
o vazio que expresso
é um tudo em passado
distante seja qual for
a virtude é parte do amor.
por celso roberto nadilo
o medo sombra bêbada
numa vertigem larga
do qual presumo,
existir num passado distante,
deflago um gole dessa bebida ,
arremeto a um pensamento,
calado num frase,
tão distante,
sendo assim...
o fato do desespero dito,
diário é interpretado
pelo ato passado,
entre momento presente,
assim deixo no exato momento
calado no aparente futuro,
bem como foi visto,
de longe uma sombra
de deleite abandonada,
sem nada a ter
velado em teor
ardi o com temperamento,
arredio passado,
em mar morto velado,
estático pensamento neste ato,
involuntário tal como vitima do teu amor.
por celso roberto nadilo
Se da sombra do teu olhar aniquilassem os meus sentimentos profundos, minha vida não seria a mesma. pois apenas vivo para ser o grande propósito dos meus objetivos
Sendo Poetisa
Minha sombra
Se concretiza
Nas minhas verdades
De poetisa
Pois devo viver
Com tudo que tenho
Pela porta vou conhecer
No mundo me embrenho
Fica em Casa? Que casa? Isso é tudo que eu tenho, tenho sombra, tenho ajuda as vezes, tenho fantasmas que me perseguem 24 horas por dia, tenho anjos da guarda e essa solidão que é minha maior companhia. E isso muitas casas comuns tem também, então Tô em Casa! Memórias de um morador de rua.
Nocturno de Ricardo Maria Louro -
Sinto a sombra dos meus passos
percorrer-me os pensamentos ...
Noite e dia, hora a hora, em meus braços,
levo a Alma embalada em tormentos!
À noite, a morte adormece junto a mim,
vejo-a no espelho, extensa como eu ...
Suas mãos são as minhas, seu leito é o meu,
e em meu peito, JAZ uma cruz sem fim!
É triste este Nocturno!
Ele escorre-me todo o corpo!
Oiço uma voz e adormeço - absorto ...
Mas um dia hão-de dizer:
" - Ah, afinal era Poeta e nós sem perceber!"
Mas será tarde! Estarei Morto!
Se você se incomoda de onde está, mexa-se, pois nem mesmo a sombra fica parada diante do brilho do sol.
É claro o que é confuso.
O DNA implica.
A sombra de cada geração passada.
A cultura que fica.
Astúcia do lar amassada.
Eu não sem a origem da rebeldia.
O nascer em ludibriar o exato caráter.
A febre juvenil.
A desordem adulta que parece infantil.
Seu garçom me sirva uma explicação.
Porque da mente tanta confusão.
Porque nos tornamos fregueses da desordem.
Um dia ladrão.
Orgulhoso.
Dono da ambição.
Invejoso.
Adúltero.
Fugaz e danoso.
Esse diálogo íntimo aponta.
A fraqueza é uma afronta.
Quando se perde a luta.
Vã é a labuta.
Em sanar a dor.
Porque está enraizado essa lamentação.
Caráter humano.
Carnal e profano.
Porque vives.
Oh cansaço.
Regaço transparente.
Lanço ao tempo minha verdade.
Quem me dera oh piedade.
Giovane Silva Santos
Vivo da noite, pois no dia, a sombra já me atormenta.
Ela sempre estará atrás de mim, e eu vou deixar.
Nunca a deixarei, mesmo sequer lembrar mais dela e de seu nome,mas nunca esquecerei do que passei
Infelizmente eu agradeço por ter vivido esses momentos. Infelizmente eu devo agradecer por ser quem eu sou hoje. Devo a minha vida a esse momento e tornarei a minha vontade, a felicidade do outro, extrairei minha vaidade e minha ambição.
O meu único erro vai ser sempre olhar para trás, pela janela, a procurando nas ruas ou até mesmo dar a sorte de ser acordado e ver que ela ainda existe.
Na noite, a sombra deixa de existir, e poderei fazer o que faço, sem medo de reencontrá-la
Mesmo querendo-a, quando ela não fazia parte de mim.
Você faz falta tanto quanto eu sinto falta de mim na época que esboçava um sorriso de felicidade.
O erro foi meu em ter te deixado, pois você era o meu maior desejo, infelizmente o destino não saiu como planejado, e minha vida será um eterno lamento.
ENCONTRO-TE PERDIDO
Encontro-te perdido sem corpo
Pilares do olhar na memória
Que a sombra te guarda
Tear de agulhas que dilaceram
Na luz que destroem as almas
Vinho de fios leves na linha de água
Que vai correndo nos secos ossos
Tábuas secas de veneno, corpo morto
Dividido ombro que ampara no leito da sua morte
Nos farrapos que despedaça, sustento da vida
Coberto de oceanos em estranho errante
Nas curvas de campos floridos de dor
Encontro de pó em blasfemos sentimentos
Neste teu leito de morte já sem corpo
Salmos 91
1 Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso
2 pode dizer ao Senhor: Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.
3 Ele o livrará do laço do caçador e do veneno mortal.
4 Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor.
5 Você não temerá o pavor da noite, nem a flecha que voa de dia,
6 nem a peste que se move sorrateira nas trevas, nem a praga que devasta ao meio-dia.
7 Mil poderão cair ao seu lado, dez mil à sua direita, mas nada o atingirá.
8 Você simplesmente olhará, e verá o castigo dos ímpios.
9 Se você fizer do Altíssimo o seu refúgio,
10 nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à sua tenda.
11 Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos;
12 com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.
13 Você pisará o leão e a cobra; pisoteará o leão forte e a serpente.
14 "Porque ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome.
15 Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra.
16 Vida longa eu lhe darei, e lhe mostrarei a minha salvação.
BAGAGEM
És minha tormenta
passaporte para solidão
Não sei como seguir
A sombra da tua direção
És meu erro
Minha melhor estação
Afaga o meu defeito
Num riso arrependido
De incomparável medo
Não retrocedo, sigo
Canso sem parar
Num corte não desisto
Vou em frente, Sigo
É mais leve que alterne
As prioridades Que carrego
comigo na bagagem
Não temos vergonha de ver a nossa sombra. Aceitamos a sombra como parte de nós mesmos, porque senão ela não diminui.
