Solitário
Amores longínquo
Estou viajando em pensamentos, imagens e dos limites impostos.
Sonho: momento sublime que transpõem barreira do impossível
Coração solitário retumba: te quero, te amo, viva ao meu lado.
Quero ter um coração alado ou as asas de Ícaro roubado.
Quero voar, viajar, buscar seu olhar seu sorriso.
Ascender aos Elísios para com os deuses falar.
Eros despertado e cupido a trabalhar.
A distância fascina te faz sofrer e querer e a saudade aumentar
Ela não preocupa, entre os sonhos e realidade, sentimento maior a cultivar.
Assim finalizo: Hei de te amar e a ti solenes estrofes dedicar.
O poder dos Incas está a chamar, do parque Manú flores a ti vou levar.
Vou subir, voar ou escalar para do topo do Huascarán, esbravejar
Aqui vou ficar, coração solitário amor, despertado é com você que quero casar.
Não Te Faltes De Mim!
Não te faltes de mim!
Porque secarias o meu mar
E o deserto seco e amargo
Invadiria o meu rosto
Espinharia meu corpo
Como um cacto solitário.
Não te faltes de mim!
Porque teu silêncio
Perturbaria o meu sol,
Queimaria meus sonhos,
Sufocar-me-ia de realidades
Estúpidas e cruéis.
Não te faltes de mim!
Porque vida sem ti não se vinga.
E quando da estrada percorrida,
Fria e abatida,
Teu vazio há de me corroer
Minha rota, minhas rosas,
Retrato de um porvir,
Numa triste desventura.
E mesmo assim,
Se assim tu me faltares,
Quando dos olhos por abrir
Não mais te encontrar,
Fecho-me para o mundo
Em cinzas gotas de dor
A me manchar as vestes da alma.
E de lá, um turvo sabor,
Em completo,
Há de me sempre tomar.
No fundo, o motivo de estarmos todos aqui é o de acompanhar e fazer companhia a nós mesmos, uns aos outros, a fim de acabarmos com a nossa solidão e com a solidão do outro. Não tenho visto outro motivo, ultimamente, que não seja esse. E é a própria vida, que é ela mesma solitária, que vem me mostrando isso.
O Mundo gira devagar,
A morte vem a passear,
Contamos mentiras um pro outro,
Vejo você brilhando como ouro,
A verdade é que eu desistir,
Faz falta você não estar aqui,
Desculpa não me despedir,
Mas já está na hora de partir.
"sou agitado, explosivo e isso eu explico, todas as vezes que caiu ou passo por quebra da minha chama interna, haverá lá dentro a força de guardar uma pequena faísca de chama, para que a explosão do meu levante se torne uma fogueira com chamas que vocês não saberiam controlar, sou meu controle, minha inspiração, solitário como os lobos mas assim como os mesmos também sei ser solidário em bando, proteção ou destruição quem escolhe receber de mim é você, decida seus próximos passos"
Certa vez, nunca ocasião surpreendente, na escuridão, a noite adquiriu uma face, movimentos e uma forma indefinida, assim, decidiu vagar no ambiente noturno, ficou vagando livremente até que em um determinado momento, encontrou um solitário que mantinha consigo uma pequena chama de esperança acesa, um de seus pontos de equilíbrio, ambos ficaram surpresos, um olhando para o outro, mas logo se acalmaram, pois perceberam uma certa familiaridade mesmo os dois em silêncio, permaneceram por alguns instantes neste diálogo de olhares, testemunhados pela lua e pelas estrelas, imersos num evento fantasioso, incomparável, melancólico, onde a realidade foi irrelevante, questionamentos dispensáveis, sem dúvida, tão significante quanto uma vívida e confortante sonoridade.
No cenário lúdico durante à noite de uma linda pintura, debaixo de um intenso céu azul, vejo um diálogo profundo, peculiar, silencioso, sem o uso de palavras entre uma essencialidade noturna e a lua como se uma refletisse a alma da outra, o brilho dos olhos e a luz do luar se correspondendo, o que me faz imaginar que deve ser a mesma experiência que um lobo solitário tem ao olhar para cima na imensidão celeste na direção da lua, talvez, a única que o entende.
Um dia serei algo
Nem que seja um derrotado
Um homem sozinho, isolado
Astuto, instável, inconsolado
Fora de si, louco, transtornado
Um verdadeiro desgraçado
Um dia serei algo
Nem que seja um defunto
Ou ainda um conjunto:
terra, lama, pó, rejunto.
As vezes eu até pergunto:
serei eu um consunto?
Um dia serei algo
Há quem diga um mineral
Absorvido por um animal
Internamente, parte visceral
Terei um destino cru e fecal
Serei um efeito colateral
Um dia serei algo
Nem que seja uma memória
Talvez eu entre para história
Triunfarei com a minha glória
Ou apenas, terei uma vida ilusória
Um fracasso, azarado, sem vitória
Um dia serei algo
Nem que seja um sonhador
Um memorável doutor,
Um senhor sem pudor
Ou apenas um desfavor
Para uma vida sem amor
Um dia serei algo
Nem que seja um destroçado
Há quem diga um milionário
Um grandioso empresário
Ou apenas um esfomeado
Em uma rua, desolado
Um dia serei algo
Nem que seja amigaço
Um super-man, homem de aço
Um beberrão, um bagaço.
Ou quem sabe Pablo Picasso
Ou apenas um palhaço
Um dia serei algo
Nem que seja um velho instável
Há quem diga um ditador inigualável
Populista, com caráter formidável
Ou apenas, um pobre velho deserdado
Sem afeto, simplesmente, abandonado.
Um dia serei algo
E assim, com caráter ferrenho
Com esforço, confiança e empenho
Digo a única certeza que tenho:
É que um dia serei algo.
Por maior que seja o numero de pessoas a nossa volta, em um momento único, percebemos que estamos sozinhos. Parece que o todo depende da gente mas que a gente não depende do todo. Viver bem é um ato solitário.
Confesso, matei o medo da morte, muitas vezes. Mas foi em legitima defesa da vida. Assim como o mato o medo de ficar sozinho todos os dias, pois amo todos como amo a mim mesmo e na plenitude do amor, não há solidão.
Sou tão pouco de mim o quanto poderia ser.Sou tão pouco em mim na falta do nós, eu e você. A solidão transborda mas fica na borda pois nunca conhecerá
o coração do grande oceano, o mar, parte do verbo amar.
É como a luz da penumbra que julga se erroneamente satisfeita
sem ao menos dar lhe a chance de conhecer o dia.
É o tênue olhar para os lugares distantes e não perceber que só caminha
se pelas águas ligeiro em pares,nem que seja por uma mão e um remo.
Enfim esparramar se aquoso e cultivar se sereno no mágico frescor
de ser, se perder e continuar ser.
Pois viver em pares é a justa posição e a transposição de fazer parte
que por demérito algum completa se e não mais se baste no equivoco
desgaste involuntário de se preservar e não mais sofrer.
Mas a solidão não fortalece em nada pelo contrário sensibiliza por muito
pouco. O ser solitário fica mais exposto aos fracos sentimentos, irreais e
não verdadeiros é uma falsa cura e o antigo e amargo remédio,
de só ser, nada cura, casta nos da gula e desapropria nos da
possibilidade de conhecermos ao menos uma vez a explosiva paixão
A receita certa para felicidade nos tempos atuais, é simples e só depende de nos mesmo. Devemos amarmos mais o pouco que temos, só ouvirmos e vermos o que nos interessa, acreditar mais em nossa intuição e se todo mundo corre para uma direção sempre ande ao seu tempo no sentido contrario.
Você deixou um vazio em minha vida. Beijou minha boca, e separou, sua toda roupa. Lavou a roupa, vistiu pra mim e foi embora. Fugiu de mim, o grande amor, que tanto implora. Tu já vieste, de outro beijo, que te engana. E este beijo, que é teu não digo, está em outra. Mas que vazio, o guarda roupa sem tuas roupas. Você deixou, talvez gostou, de outra boca.
Quando pensares, em beijar alguém, ainda te beijo. Porquê foi tu, quem provocou, o meu desejo. (Bis).
Delamandra.
