Solitário
Frio. Dedos gelados, pés endurecidos, abraço solitário. Frio. Barulho de chuva, cheiro de cidade molhada , sentimento de vazio. Frio. Árvores debatendo-se junto ao vento, carros e água correndo, em movimento , aspecto monónoto , sombrio. Frio. Céu nublado, brisa e tempo gelado, solidão, pensamentos, devaneios, mais de mil. São tantos significados dentro da palavra frio.
TOCANDO EM PALAVRAS
O toque aveludado das tuas mãos
preenche como encanto o vazio solitário
transformando letras em belos relicários
e o ruído da existência em canção
E quando a epiderme responde às palavras
erguida em sentido aos limites do corpo
o toque, o encanto, as mãos como porto
terão valido, em peso e medida, a sua lavra
Da ata manuscrita em ouro, tal qual tesouro
Nesta bendita escrita que aos sentidos grita
Que incita o ser a viver, até o conhecer, vindouro
A solidão só existe ao solitário... Estar só é diferente de sentir-se só. O solitário é o que sente. Mas como é possível sentir-se só num mundo tão vivo?
Que dia!
Que dia solitário! E é meu O dia mais solitário da minha vida Que dia solitário! Deveria ser banido É o dia que eu não consigo aguentar. É o dia que eu nunca sentirei falta Que dia solitário! E é meu O dia mais solitário da minha vida... E se você for Eu quero ir com você Pegar na sua mão e ir embora... O dia mais solitário da minha vida... O dia mais solitário da minha vida Que dia solitário! E é só meu é um dia que eu fico feliz por ter sobrevivido.
Pensamentos de um Solitário
O мυndo dele é aѕѕιм nυnca ғιca parado é qυando ele olнa pro céυ e ѕe leмвra do ѕeυ paѕѕado, ele enтão reѕpιra ғυndo ғecнa ѕeυѕ olнoѕ e novaмenтe ѕe ѕenтe aвençoado, porqυe aqυele мenιno doѕ oѕѕoѕ ғrágeιѕ нoje é υм нoмeм de verdade a eѕpera de ѕeυ мυndo vιra realιdade, Apenaѕ ele qυerιa мoѕтrar pra тodoѕ qυe тeм capacιdade ele ѕó qυerιa vencer na vιda pra aѕ peѕѕoaѕ reconнecer o ѕeυ valor.*
E pra Quem Não Entendeu eѕѕa é мaιѕ υмa нιѕтórιa Triste daqυele Simples мenιno qυe тιnнa υм ѕonнo de seu Mundo vιra realιdade. Mas hoje em seu peito sente somente dor tristeza e maldade e aquela esperança que ainda exista ele perdeu em questão de tempo
E lá estava eu
Na chuva novamente
No silencio de cada gota
Triste e solitário, como sempre
Apenas ouvindo a chuva e a solidão
Cada gota tocando meu rosto
Enquanto lembrava de seu sorriso
Um sorriso tão lindo
Mas que nunca será para mim
Eu te amava de todo o coração...
Cada segundo, cada momento...
Lá estava eu, te olhando
Com ele...
Você nunca se importou comigo
É difícil acreditar que nossa amizade simplesmente acabou de um dia ao outro
Mas não irei desistir de minha vida assim
Irei apenas lhe guardar no coração
E tentar te esquecer
Fugirei por toda eternidade
De tudo que lembre a ti
Adeus...
CANTO (soneto)
Na janela pro cerrado, solitário
O apressurado vento na fresta
Amigo de exílio, o meu cenário
Sibila, e teu sibilo me molesta
E, lá no ipê, alto, canta o canário
Ouvindo o canto de sua seresta
A saudade crê, no extraordinário
A alegria, no som, a alma atesta
Mas, poucos ouvem o meu dia
Calado e frio, numa poesia fria
Ajuntando o meu aflitivo pranto
E neste choro, um choro estridente
Que me faz chorar tão incontinente
Muitos pensaram que é meu canto
Luciano Spagnol
2016, novembro
Cerrado goiano
Nem sempre fui assim, frio ou solitário, já amei muito e sofri demais. Fiz-me auto defesa por medo de sofrer novamente, mas no fundo ainda acredito no amor, em receber cartas e ver filme, jantar e almoçar, dormir acordar e dar bom dia .
"Em uma extremidade da cidade, certa vez, uma garota pergunta a um senhor solitário em sua casinha simples:
- Por que o senhor não tem ninguém?
- Ter alguém, é certeza de ser feliz? - respondeu ele.
A menina silenciou um instante. Percebeu que o velho escrevia muitas coisas, dentre elas, muitas cartas. Folhas iniciadas e não concluídas; outras folhas imensas, quase sem fim...e reparou um detalhe:
- Por que todas as cartas estão endereçadas a você mesmo?
O velho homem olhou pro quintal e sussurrou:
- Porque o destinatário dessas cartas nunca irá rejeitar minhas palavras! Mesmo que nunca responda de volta."
(Jonny Mack, in Eternas desventuras)
RECOMEÇO
Tentei buscar no mar a resposta
Que precisava para o meu coração solitário...
Ele, através do vento disse-me que seria um pecado
Viver apenas no passado!
Com os olhos perdidos no horizonte, senti que minh'alma experimentava
Uma sensação nova que no meu peito surgia...
Não há maior alegria do que ser livre e cantar o amor apenas
Em poesias...
Então caminhei pensando, sentindo que não valia a pena
Perder-se por coisas pequenas,quando se tem nas mãos a oportunidade
De ser feliz...
Com alma serena e sentimentos sublimes, resolvi tocar o meu barco
Na esperança que ali me esperava...
Busquei forças
No fundo de minh'alma para prosseguir à minha
Caminhada...
Ser uma promessa
Uma luz naquela tarde que ali se despedia
Para dar lugar a noite em eterna magia...
Então fui em busca do que me pertencia
Lutei contra os meus pensamentos, para não perder minha paz
Nem o amor e o carisma.
E hoje renasci
Na certeza que em mim mora a mulher, que é promessa
De Deus!
.
O filósofo não morre solitário e envolto em dilacerante sofrimento porque assim o desejou. O filósofo sabe que estar a dois é a única redenção possível além de Deus. O problema é que ele precisa de uma companhia sublime.
O tempo solitário é o momento de um gênio nascer ao mundo. É onde as verdades vem a tona e a mudança passa a ser a sua biografia.
QUIMERAS DOLOROSAS (soneto)
Estou solitário no cerrado sem cores
Nas lembranças tristuras guardadas
No peito vis nostalgias desmaiadas
De sortes desfolhadas e sem flores
As tardes de mesmices requentadas
Que a solidão arrefece aos arredores
Enquanto vão esgarçando as dores
Perdidas saudades hão em toadas
Quantos gemidos, quantos valores
Por estarem dolorosas nas ciladas
Largam as quimeras nos bastidores
E nas presunções alheias, estacadas
Que fazem da condição só temores...
Me vou arrastando entre vergastadas!
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
Sou passarinho solitário
Cantando uma liberdade em tom maior
Nos galhos da vida, onde os ventos da saudade me leva...
Abraço uma sensação de presença solitário em minha cama...,
aperto meus olhos e vibro tentando perceber um carinho
insensível; repito milhões de vezes a visualização dessa
imagem procurando em minha memória a lembrança dessas
turvas expressões.
Me corrói saber que não posso ser suficiente para te alcançar,
sinto inveja dos que te têm tão pertinho e te vê em todos os
teus cotidianos. Vivo pelo desejo de te provocar
sorrisos, gargalhadas, alegria... Dividir tristezas.
Saber, viver, compartilhar teus sonhos... Delirar nossos
sonhos.
Nada de novo há em minhas palavras e me repito e repito o que
temo... E tão pobre e frágil me sinto como a ilusão de que
minha presença venha a tornar-se apenas um devaneio.
Insegurança...
Escolher... Escolhas.Intimidade... Cumplicidade
estendendo-se a todas as formas de expressão.
Te adivinhar com os olhos, te ler...
Te sentir ao ponto de te saber mesmo distante...
Quero que tua presença seja parte de mim.
Te quero em todo lugar, todo objeto de minha
vida, para mirar em qualquer direção e te reconhecer em
tudo.
~~EDEMILSON RIBAS~~
Sempre fui só. Sempre foi solitário, doloroso e triste estar só. Eu sempre fui só. Minha forma de pensar, meu jeito, eu. Não encontro outro ou outros assim. Só. Eu. Só.
