Solidão
Quero afogar meus vícios nesse mar negro, como irei se ainda tenho vontade de curtir o verão passado nessa areia cinzenta que tanto me feriu, são memorias de um antigo alguém, tão gostoso seu sabor e perigo, foi essa mesma caipirinha gelada que deixei-me levar pelo prazer até perder minha consciência, só quando meu bolso vazio acordo sozinho, nu, em um bar que fechou a porta sem dor quando precisei me levantar, tentei insistir, mas esse bar já tinha anos de experiências, recebe bem e cuida de seus estrangeiros até o dia que encontrar o freguês das quantias noturnas.
Em meio a tanta dúvida e aflição,
Sinto-me perdido em minha própria prisão,
Cercado por vidas que me geram solidão,
E uma angústia que me corrói o coração.
Procuro me encontrar em meio ao caos,
Mas cada passo é mais difícil que os outros atrás,
Minha alma grita por paz, por uma solução,
Enquanto meu coração sangra a dor da solidão.
Tudo o que eu queria era um pouco de alento,
Um conforto para esse vazio que me assola por dentro,
Mas a solidão é um manto que me sufoca,
E a tristeza é um peso que me arrasta como uma rocha.
Ainda assim, eu persisto em minha jornada,
Em busca de um caminho que me traga a felicidade almejada,
Que acalme meu coração, que cure minha alma,
E que me leve de volta à alegria, à calma.
Que um dia eu possa encontrar essa paz,
E deixar para trás toda a angústia e a dor que me traz,
Que eu possa viver em plenitude, livre da solidão,
E que a felicidade possa florescer em meu coração.
Amar tem dessas coisas... uma linha tênue entre viver em plena poesia ou perder, cruelmente, o nosso brilho.
Acelerado caminho a passos largos
Em alta velocidade seguro a sensatez
Perdi a calma em pensamentos vagos
Parou-se o tempo, rompendo a lucidez
Vivi momentos de caos, na escuridão
Nos meus lamentos me afoguei sozinho
Ganhei desprezo de quem estendi a mão
E vi cavarem covas no meu caminho
A chuva lá dentro encheu minhas cisternas
Acúmulo de águas sem nenhuma saída
Alguns dizem que as dores são eternas
E que a eternidade só dura uma vida
Mas eu só vivo uma vez a cada dia
E toda a vida, por vezes, num só momento
O mundo parece que te afoga em agonia
E a vida mostra a beleza de tal tormento
(Insônia)
Passa sol, passa chuva, passa noite, passa o dia
Faça dia ruim, faça dia bom, eu vou estar lá
Parado
Em silêncio, toda madrugada eu preciso pensar
Sozinho
Entre os luares eu ouço os sussurros a gritar
Não escuto pelos ouvidos, eu escuto pela alma
Calo-me
Não falo com a boca, eu converso pelos olhos
Eu, papel e a caneta, nós estamos a conversar
Esperamos
As ideias são como a lua, estão sobre a cabeça
As letras e palavras vem toda hora me encontrar
Escrevo
A tinta riscando a folha motiva-me a não parar
Todos os anos de insônia com olhos abertos
Não durmo
Todo o sono mal dormido, sonho vivendo
Quando a poesia perfeita vier na madrugada
Eu poderei finalmente em meu leito descansar
Serei um poeta.
Cada música me lembra de que você se foi
E sinto um nó se formar na minha garganta
Porque estou aqui sozinho
A vida nos quebra
O tempo nos monta
O amor nos dá vida
A morte nos convida pra dançar com ela
E quem dança somos nós sozinhos.
Carta aos Anjos
Não vejo mais o trem partir
Preso na vida da escuridão
Não quero mais sorrir
Só encontro solidão
Mas mesmo na escuridão
Tentava encontrar o caminho
Lutando pela minha salvação
Enfrentando o frio sozinho
A tristeza que me faz ir
É o mesmo medo me faz cair
Quero um lugar sem dor
Onde a vida já não tem valor
Minha mente, aflita
Com vida que me atormenta
Não suporto mais esse grito
Um corpo que não aguenta
A solidão me sufoca
E o desespero é meu guia
Leve-me até a corda
E a morte me arrepia
Com lágrimas nos olhos
E o coração em despedida
Dou adeus aos meus anjos
E me entrego à partida.
Sinto o peso da solidão
Que cerca como um abraço
É a dor do meu coração
Que me leva a este cansaço
A angústia em minha mente
Me faz perder nosso laço
O sofrimento é meu presente
Eu não suporto meu fracasso
A solidão me sufoca
E o desespero é meu guia
Não vejo mais a vida
E a morte me arrepia
Não há mais razão de ser
Nessa vida sem sentido
Apenas o desejo de morrer
Me traz um pouco de alívio
Com lágrimas nos olhos
E o coração em despedida
Dou adeus aos meus anjos
E me entrego à partida.
Nossas projeções, nossos medos, nossas inseguranças, afastam-nos cada vez mais do real, como se não existisse o outro... como se houvesse somente nós e a solidão.
Flávia Abib
Tenho me amado profundamente, sorrido das minhas próprias bobagens, me acolhido, aceitado a lentidão de um processo longo de cura, mas confesso que não é em tudo que isso pode ser possível. Sinto falta de um afago, de uma troca de olhares, dos beijos e das carícias que tenho evitado. Eu não consigo me permitir viver algo raso com quem quer que seja. Tenho medo das consequências e do enorme vazio que isso me causará. Quem sabe um dia eu encontre o amor que nunca tive, alguém que me respeite e não queira nunca me perder e se esforce para isso. Estou cansada de amar sozinha a vida toda, implorar para que fiquem, eu nunca mais farei isso. Quem sabe um dia eu encontre esse amor recíproco que eu sei que mereço. Eu não tenho escolha, apenas aceitar que não tenho os abraços, afagos, carícias, beijos e companhia de uma pessoa que eu ame e que me ame também.
Agora que vislumbrei o brilho dos teus olhos,
Luz que iluminou o meu dia com desvelo,
Que será então do astro chamado Sol,
Que outrora brilhava em tua mocidade tão bela?
Será que o Sol não mais brilhará com tanto esplendor,
Como nos dias em que eras tão jovem e serena?
Ou será que as estrelas reluzentes não mais iluminarão,
As minhas noites tão solitárias e plenas de pena?
Mas mesmo que o Sol perca seu brilho dourado,
E as estrelas se apaguem no céu estrelado,
Tu és a minha luz, meu Sol, minha estrela guia,
E em teus olhos eu encontro a alegria e a harmonia.
Nada há que me aqueça
Gotas de chuva vêm me molhar.
É o céu a chorar.
Pequeninas lágrimas a escorrer.
Um mundo inteiro quer ver florescer.
O céu.
Azul.
Imenso.
A me cobrir.
Um amor intenso me faz sentir.
Eu e meus pensamentos, apenas.
Na solidão das horas...
No silêncio da solidão.
O sol não aparece.
Nada há que me aquece.
O céu.
A chuva... gotinhas pelo meu corpo a escorrer.
Minha garganta queima e quer gritar.
O vento começa a uivar.
Sinto-me pouco a pouco nos meus pensamentos a me afogar.
Eu fiz uma viajem
Além da imaginação
Da loucura eu vi a margem
Na beleza a perfeição
Na ousadia achei coragem
E muita reflexão
O tempo não tem barragem
Mas tem muita solidão
O medo como forragem
Cobrindo a capa do chão
Eu volto dessa viajem
Trazendo oque achei de bom
o som mais gritante é o silêncio
falando das coisas do coração
Não há nada o que dizer
Existe apenas um vácuo escuro
Um vasto mar de desprazer
Já cansei de estar cansado
Odeio amar a solidão
Mas almejando estar calado
Falo as coisas do coração
A alegria ou a tristeza
Nulidade em seu esplendor
Apenas tolas vaidades
De um coração sem amor
Anda o cego aos tropeços
Absorto em trevas densas
Jaz o morto sem o fôlego
Corpo inerte que não pensa
No fim de tudo o coração
Já enfadou-se de estar só
Mas longe ouve-se a canção
Esperança em sol maior.
Deixamento
Por que você vem?
Vem e não fica?
Vai e não volta.
Chega e parte,
deixa muito,
leva muito,
mas eu fico e sinto pouco,
vivo pouco,
amo, ainda menos.
Por quê?
Não vá!
E deixe
o sorriso,
a alegria,
o calor,
o fogo,
a paixão,
o medo,
tudo que tens,
e que quero ter,
tudo,
você.
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