Solidão
Palmas
Palmas que se dobram
Das lindas Palmeiras beira mar,
A ela aprendi a amar...
A Rosa dos ventos vem me tocar
Com brisa suave de um pensamento
Que hoje não lhe ouso revelar...
São ventos do leste que chegam ao oeste,
Se unem aos ventos do norte e partem
Levando o meu coração para o sul.
Palmas e palmeiras,
Ventos que sopram em todas as direções,
Agitam as ondas do mar e me põe a pensar.
O vento desta Rosa já vem me tocar
Dobra-me de novo pra nela pensar...
Edney Valentim Araújo
1994...
Sorrisos perdidos
O meu sorriso foi embora
Sem adeus de última hora
Como palavras sem sentimento
E expressões vazias de momento
Perdi um pouco dessa alegria
Que me fazia ter harmonia
Expressar com carinho e euforia
Tudo de bom que sentia
Hoje convivo com a solidão
Escrevo sem motivo ou razão
Ninguém se importa em dizer
Que ter reciprocidade basta querer
Continuo vagando sem uma direção
Como um fantasma sem coração
Atordoado pela indiferença da maioria
Que reflete em nossa minoria
Essa angústia encontrará uma saída
Ela também terá sua despedida
Pois algum dia tudo passará
E meu sorriso perdido retornará
O que é a vida, senão sucessivas repetições cotidianas.
Viver sem razão é tedioso.
Viver sem paixão é paralisante.
Viver sem amor é vegetar.
Apenas existir, não significa viver.
É apenas esperar que a noite suceda o dia e assim por diante.
Desesperança passageira ou eterna solidão.
Sozinho planejo o proximo passo mesmo que isso nao seja tao bom assim mas enfim sou assim, triste sem saber o real motivo dessa solidão e porque ela habita em meu coração.
"Vem! Se queres viver, ousa. Apressa-te!
Sem piedade, sem medo...
Ouve apenas o teu coração
não o aprisiones, solitário"
Passeia e vagueia
Os ventos que te tocam
Me trazem o teu perfume,
Feito a brisa tão suave
Que eu desejo respirar...
Perde o brilho a estrela já poente
Pra cortejar-te entre todas a passar...
Vem lua minha!!!
Apressa-te a chegar...
Majestosa lua que reina...
Minha linda e meiga menina!!!
Que de noite passeia e vagueia
No coração que só sabe te amar.
Edney Valentim Araújo
1994...
Mãe
Com dores e lágrimas
Me recebeste pra ti,
Esperaste tanto por mim
Sem saber quem eu era.
Por um tempo eu fui o teu sonho,
Por outro tempo
A angustia e aflição da espera,
Mas não me tiraste do teu coração.
De onde eu vim não me lembro,
Mas não me esqueço
Dos teus braços abertos para mim...
Um pouco te ti sempre vive em mim.
Reservaste para mim o melhor de ti,
Nunca será de mais ninguém
O lugar que me deste em teu coração...
Uma eterna criança
Da mãe que não deixa de amar...
Edney Valentim Araújo
Um dia quis que alguém me salvasse: aprendi a me salvar sozinha.
Um dia quis que alguém me ajudasse: aprendi a me ajudar sozinha.
Um dia quis que alguém me amasse: aprendi a amar sozinha.
Já fiz tanta coisa sozinha, que a solidão não quer mais me abandonar. Mas um dia vou aprender. Sozinha.
"As dependências, quer sejam por drogas ou por sentimentos, são igualmente prejudiciais. A subordinação nos sequestra de nós mesmos e quase sempre progride para um câncer emocional. Ou aprendemos a lidar com a dor da abstinência junto a altas doses de quimioterapia de solidão, ou progredimos para a perda de quem realmente somos".
"O tempo passa, a gente se isola e percebe que a nossa companhia é a melhor presença. Entendemos que algumas pessoas têm mais fome de solidão que outras. Compreendemos a necessidade de ser apenas aquilo que damos conta de ser.
Admitidos nossas fraquezas e dialogamos com nossas angústias. O tempo passa e compreendemos as falhas, selecionamos quem estamos dispostos a perdoar.
Carregamos cada vez menos o peso que não é nosso e nos estamos cada vez mais com nossa solidão. Tempo sábio!"
Derrepente expor um sorriso já não é necessário , o vazio não é apenas interno e as lágrimas já não são um incômodo, diálogos com a consciência passaram a ser frequentes e deste modo muitas mentes sãs se tornaram doentes
Eu me lembro de olhar pela janela e percebeu o sol que brilhava com muita força. Eu me lembro de te ver caminhar pela rua cantando aquela velha canção. Eu me lembro do passado, quando tu estava do meu lado, mas agora o presente só me traz decepção, por que outrora você segurava minha mão, agora anda sozinho pela rua cantando nossa canção. O agora me deixa sem entender; o que foi que eu fiz de errado para perder você.

Você já viu amor jogado nas ruas? Eu já, vi também a alegria, o companherísmo inabalável, exemplos de uma vida simples e o fim da solidão. Tudo isso e muito mais embalados em um triste cão abandonado louco pra fazer aquilo que ele mais sabe, fazer alguém feliz.
"Mas como não recordar aqueles momentos? Por isso escrevia, para transformar a tristeza em saudade, a solidão em lembranças"
Eu leio o que eu escrevo, vezes seguidas, em casa, no trabalho, na faculdade. Leio e releio pra tentar me entender um pouco. Normalmente não sou de muitas palavras nem simpatias (é diferente de educação), depende do que esteja sentindo e das pessoas a volta, mas quando são palavras escritas sempre me excedo na mania irritante de justificar tudo. Quero me assegurar de que tudo que falo foi entendido, pra que tenha companhia a solidão de meus pensamentos.
É inexplicável a sensação quando a impressão que há de que as palavras imaginadas em momentos diferentes que se juntaram até formar esses textos escritos abaixo e até mesmo esse não cumpriu seu objetivo. O que podemos pensar, fantasiar em declarações de amor, o que conseguimos definir de nossos sentimentos e coisas que sentimos não valerá de nada se nos acomodarmos ao que há dentro de nós e isso não for exposto de alguma maneira. Não existirá no mundo, só pra ti, no teu universo e se afogará com o tempo na indecisão de se expressar ou não ou na comodidade de "quem sabe um dia". E pode ser que perca o momento certo, quando há o sentimento inocente e novo, platônico que ignora defeitos notáveis, quando é paixão ainda. Esse receio corrói e destrói histórias que ficaram no quase ou apenas projetada em detalhes na mente de quem sentia amor, mas não sentia coragem.
Quantas vezes nos apaixonamos por quem mal falamos ou quem nunca tocamos? Amores ditos virtuais, totalmente impalpáveis, mas em palavras reais por corações solitários, talvez sangrando por um outro amor que se foi e não deixou explicação do porque.
E encontramos pessoas por aí, cada qual com diferentes histórias, mas que ao mesmo tempo são tão parecidas. Em todas o enredo de decepção, descrição da primeira sensação de amar que lhes foi arrancada. Resta o frio. O coração nunca mais é o mesmo. É irreversível as batidas em maior frequência quando quem gostamos se aproxima fisicamente ou mesmo em delírios. E nos esforçamos em esquecer como era sentir isso, mas o coração já não bate como antes. Nos jogamos de novo em encontros e desencontros tentando reproduzir essa sensação em outros corpos como nós, em vão, aumentando cada vez mais a sensação de que nada será nem parecido.
Indecisos, nos lançamos e caminhamos na multidão de prazeres apressados, físicos sem necessidade de compromisso como animais irracionais só por desejos instintivos, mas mentiria em dizer que isso seja ruim. De vez em quando detalhes diferentes reacendem esperanças ilusórias. Tentamos mais uma vez, e possa ser que agora vai, e se não for a mágoa vem e derruba, mas com menos força, na intensidade de sempre. É pior quando é nossa primeira vez. Sempre há o dia em que voltará pra casa chorando e não dormirá pensando, afinal, "não dizem que é bom esse amor, que é bom amar?" Esse impacto nos acorda ao que é o mundo e a sociedade que nem entederemos onde foi parar o tal amor. Podemos nos questionar disso, antes de sermos programados e robotizados ao cotidiano da vida chamada moderna. Aí não teremos tempo pra pensar em nada que não possam ser trocado por dinheiro, um dinheiro que nem existe.
Um amor de verdade será sempre amor, até mesmo quando o último ar de vida se for ele será enterrado com quem sentiu. O amor não te pertence se deres a alguém. Tua parte do coração que pulsa por outro é dele, se aceitar. Isso é a eternidade de que nunca acreditamos pela certeza de que aqui tudo passa, e tudo acaba. Se por acaso se foi, se o coração se enganou foi paixão, foi atração, carinho, não era amor em sua essência. No começo há confusão, a semelhança torna isso possível, mas a cada dia se ele acordar conosco vamos entender que não importa se são anos, não é importante com quem estamos, e essa pessoa possa realmente nos fazer bem e sermos felizes, mas em um canto escuro, congelado e trancado e proibido até nosso próprio acesso, ficam os restos e as lembranças de quando sentimos beleza até nas coisas feias porque nada importava e tudo era completamente ignorável ao ser comparado ao que sentimos ao estar com alguém que amamos.
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