Solidão

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Decepção.

O vazio não está mais aqui,
Pois teho quem me faz rir.
Solidão, saia daqui,
Pois tenho quem me faz sorrir.

Como a brisa suave de um luar,
Assim me vejo por demtro surtando,
Com esse seu olhar,
Sinto meu rosto esquentando.

Como posso aguentar,
Ver essa cena?
O meu amor,
tentar tirar-me da cabeça?

Por isso digo,
Uma dica importante.
Não fique como fico,
Com essa dor constante.

Quem se sente confortável na solidão costuma se tornar companhia valiosa para muitos.

FILHO DO PARÁ



“Ó Pará, há tempos que vim de lá.

Deixei a solidão conduzir-me o coração,

como tua estrela solitária,

que exerce autonomia.

Recordo-me de que de ti herdei a cidadania.

De verdade, eu sou de lá,

da terra do Norte quente,

e tenho apreço por essa gente,

que, em festa, muito contente,

vem hoje se declarar:

eu te amo, meu Pará!

Pois, sou teu filho, sou guerreiro,

sou paraense, brasileiro!”

Tasselo Brelaz

Solidão

A solidão é como uma velha senhora cansada.
Olhos fundos com sonhos desfeitos.
Guarda seus dias de glória na lembrança, Sorri inquieta diante crua realidade.

A solidão é a presença constante daquilo que não deveria ter partido, mas se foi.
A cor rasgada de um arco-íris, a íris presa numa retina que arde pela dor.

Uma bebida amarga que rasga o peito enquanto desce pela garganta, machucada por gritos da sua alma inquieta.

Solidão, passeio inveterado pelo paraíso das trevas.
Parceira de um abismo sedento pela próxima alma desavisada.
Deserto de palmas numa canção, que silenciosa brada aos ventos a sua mórbida sentença.

Solidão, sempre ela a perturbar os dias cinzas, sob um céu que já foi azul.
A fumaça sobe em direção ao imenso
vazio, um corpo trafega de mãos dadas com a ansiedade e, chamando por socorro encontra no medo um perfeito aliado.

Feitiço jogado num espelho, refletido no devaneio da esperança de encontrar abrigo para sua canção.

A voz abraçada por paredes, o corpo vigiado por concreto, a cabeça repousada no travesseiro...

Assim a velha adormece, buscando em seus sonhos a companhia que lhe falta. (Júlio Raizer)

"Na solidão, encontro em Deus a canção perfeita que ressoa em mim."

A experiência subjetiva é, por estrutura, intransferível. Nasce-se em radicalidade de solidão — a percepção própria, o sonho interno, o modo singular de sentir o abandono ou o prazer — e nenhum vínculo elimina essa impermeabilidade. O que chamamos de intimidade é a tentativa, sempre parcial, de criar pontes entre dois mundos fechados. As relações não são fusão — são aproximações de solitários que buscam no outro o que falta e oferecem o que transborda. Não há encontro absoluto: há aproximações imperfeitas que, ainda assim, constituem a única forma de travessia que o humano conseguiu inventar para suportar a própria condição.

Na multidão humana,
encontrei a solidão
passeando com certa aflição
em cada coração...


No deserto da vida,
encontrei a imensidão
da solitude em sua plenitude
residindo na fértil inspiração
✍MiriamDaCosta

A dor da solidão só pode ser curada quando encontrar a si mesmo!

A solidão é um laboratório de experiências.

“O silêncio da escuridão, acompanhado da solidão, é o cenário perfeito para ouvir o coração.”

“A solidão não dói pela ausência dos outros — dói quando você não se encontra nem consigo mesmo.”

A solidão não é ausência de mundo — é excesso de interior não elaborado. O sujeito que a habita não encontrou ainda como processar as vozes internas que nunca foram silenciadas, apenas adiadas: os objetos internos em conflito, as identificações mal integradas, as lembranças que nunca encontraram repouso narrativo. Nesses espaços, o psiquismo vira vigia de suas próprias sombras, organiza ausências, pendura representações de afetos que talvez nunca tenham existido com a intensidade que a memória lhes atribui. O cárcere não é construído pelo externo — é sustentado pela dificuldade de atravessar a própria porta, que muitas vezes só exige que o sujeito cesse de guardar o que poderia ser, finalmente, largado.

Minha solidão dilata dentro de mim que transborda
Eu, não vejo nada além do preto do breu
Eu não sinto nada além do frio que dá medo
Eu não desejo nada além de uma companhia que nunca vá embora
E mesmo sendo impossível, minha falsa esperança me faz continuar
Até que eu ache outra coisa pela qual lutar

⁠Às vezes, você precisa da solidão para fazer as pazes consigo. Seja amoroso com você!

⁠Amo a solidão, estou acostumado, é como minha segunda natureza.

Talvez eu tenha feito da solidão um abrigo, não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago que ele sabe fazer.
Porque perder alguém não é sobre despedidas, é sobre as partes de nós que nunca voltam.

Os desejos e a solidão ( letra de música)




(Verso 1)
No silêncio da noite, a dor me invade,
Um passado dominador, em almas que ardem.
Sonhos desfeitos, em luta constante,
Amor perdido, num mundo distante.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.


(Verso 2)
As palavras se perdem, na voz que clama,
O violão chora, a melodia inflama.
Em cada acorde, a saudade persiste,
Em cada verso, a esperança resiste.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.


(Ponte)
No horizonte, a luz que se esvai,
Em cada lágrima, o adeus que cai.
A guitarra chora, a voz se eleva,
Em busca de um novo amanhecer.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito

Deusa da solidão


Na ilha no meio de tantas outras ilhas perdidas no meio do oceano, existe a Deusa dos ventos que batem sem direção,


Os sons que se reproduzem de acordo com a temperatura ou através dos movimentos que não se podem ver são frenéticos assim como os do mar quando batem nas paredes de corais,


Um mundo fantasioso se cria no crepúsculo bem como a realidade tão esperada se oferece como uma miragem,


Duros são os golpes dias após dias da lua no sol e do sol na lua e nessa rotação frequente sem vencedores o perdedor é o telespectador que assiste ansioso sentado observando juntamente com a Deusa das ondas e desse horizonte,


Os pássaros cantam, a cachoeira flui, as estações vão e vêm, mas a caverna é silenciosa e escura, sem sombras e sem pena,


Na ilha perdida em meio a tantas outras o mar em volta é profundo, os quatro ventos sussurram e o corvo é o vigia da insônia e da dor,


A coragem pode vencer o medo, navegar no intenso talvez seja um caminho,


Na ilha, o farol esta aceso, seis galhos secos e uma corda estão jogados na areia a três metros do mar, a escolha entre o afundar ou o afrontar é tua.

Solidão, se afaste das minhas pernoites,


Dúvidas, parem de lucrar com o meu repouso,


O aperto na garganta e as dores no estômago são aventureiras na superfície das noites alheias,


Almejo cruzar a porta que transborda o que os meus olhos fechados veem,


Solução me abraça!

O saber amargo




Gritos de solidão foram ouvidos,


Abraços de ilusão foram dados,


O momento tempestivo foi subjugado,


Na razão o existencial é só um detalhe, o substancial recebe aplausos e o importante é incompreendido.