Solidão

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⁠O medo da solidão faz com que as pessoas bebam todos os tipos de venenos na busca do antídoto para a condição de se "estar só".

Sou Pauleremonopsicofilosofante: na dor aprendi, na tristeza cresci, na solidão venci. Filho do mar, mas eu não me afogo.

Dor é escola. Tristeza é tinta. Solidão é casa.
Alfonsina Buconzo Ngoio é mãe. Eu sou outro.
Não confunde. Meu nome não é sombra. É raiz, raiz de Paulo Macaia Poba, meu pai, meu chara e meu Deus na Terra.

Na solidão eu mastigo a dor, bebo a tristeza e viro Pauleremonopsicofilosofante: filho da Alfonsina que não afunda.

⁠Acho que histeria é o nosso silêncio diante deste grande episódio de solidão em massa.
(Referente aos anos 2020/2021)

Nesse abismo de solidão e tristeza me pego a pensar que não à por que viver, não há razão para acordar todas as manhãs e passar por todos os piores sentimentos já me incumbido. Não há motivos para causar tanta tristeza para outros, tenho o poder de livrar todos do mal que as causo, mas não tenho a coragem suficiente de acabar com o meu sofrimento e com os delas. Talvez eu seja um tolo egoísta, ou apena só um garoto solitário.

Por muito tempo, sentimentos como solidão e vazio
dominavam aquilo que eu escrevia. Ainda sou um garoto solitário,
mas agora não dependo apenas da solidão para escrever.

A verdade é que chega um determinado momento em que precisamos crescer.
É necessário deixar para trás velhas feridas; precisamos parar
de cutucar aquilo que nos causou dor. É tempo de respirar.

Tempo de aproveitar as coisas boas que aparecem em nossas vidas,
principalmente os amigos que nos resgatam e nos dão asas.

Meu voo já não é tão solitário;
não me encontro mais no abismo.

Solidão não é sobre estar sozinho é sobre estar acompanhado mas, impedido de manifestar a sua opinião, seus medos, sentimentos ou emoções.

Eis que a solidão se fazia imponente e não era mais que uma chuva silenciosa, que arrasta as folhas em suas enxurradas de galhos ressequidos a se perder na estrada. A solidão muito mais aprofunda nossas raízes no peito vívido da terra, em seu teto de atmosfera que cobrem todos os homens e suas fragilidades campestres. Minha honra é destrinchar o horizonte e recuperar o ontem que ainda se faz no agora. Ponho-me a comer amoras e desce de meus lábios líquidos roxos quase pretos. A amora traz em seu significante o amor que se demora. Bebo a água que me bebe e se esvai na estratosfera das mãos que buscam reconciliação, pois que é vã ceifar a terra de nossas colheitas e se dispersam os sonhos inocentes que se desmancham na terra vermelha. Somos fios de esplendor na imersão da cores em construção. A solidão se faz solitude na medida da incompletude de todos os pássaros que sobrevoam a cidade. E se faz rara a felicidade autêntica na boca ao mostrar os dentes. No tribunal as colinas tomam as decisões e são rigorosas todos os processos da alma em estágios avançados de se clamar ao sagrado a absolvição de nosso sangue irmão, que em longa contemplação se saceiam de nuvem na quietude da noite que chega discreta a escurecer a voz do trovão nos pés dos elementos encandeados. Os versos perscrutam a vida e suas partidas que mais se fazem comedidas a salvar a alegria dos dias. Eu volto minha face ao mar e me elevo em grandes ondas que se fazem inquietas. O amor no ar me ilumina e mais preservo a retina ao filtrar as palavras e deixá-las ensolaradas a raiar até mesmo na madrugada. O coração é o riso do campo se tanto mais encantos florescem no jardim das orquídeas em festa. Um mar de afeto nos trás para bem mais perto. E o poema se faz em versos de amor que floresceram na inesperada construção do agora. O amor se demora em brilhos da íris que finalmente encontra abrigo e somos fraternal amigo.

“Eu aprendi, em meio à solidão, a amar tanto a minha própria companhia, que permanecer sozinha já não pesa… parece, na verdade, uma excelente escolha. Porque a paz que construí dentro de mim vale mais do que qualquer presença vazia.”

Nas noites de festa e nas de solidão,
preciso de algo de inspiração!
pra esquecer de alguém pra esquecer de você.
Pra fingir que um dia vou volta a te ver.


Trecho da Música - Vou voltar a te ver
Álbum 2012
Um som que vem do coração
Anjos do Acaso

E é na pura tristeza, e solidão que se geram maravilhosas e estupendas artes.⁠

⁠A reciprocidade e a sólidão

A imensidão da solidão,nos faz está sempre procurando quem possa preencher o vazio, a falta de amor, carinho. Muitos procuram corpos, são insaciáveis cada dia buscando a beleza de um novo corpo. Procuram corpos como objetos de satisfação de seu ego e nem os vê como pessoas a quem ama, e se saceia seus desejos como animais famintos. Nunca estão satisfeitos. E procuram cada dia mais um rosto ou outro corpo que seja mais bonito. Né saciar seus desejos primitivos. Eu procuro a conexão de olhar, que quando ele me encontrar diga pra si mesmo é com ela quero está, e com ele um colo que possa deita, uma mão possa acariciar, que o desejo seja continuo, que seu amor me faça sonhar, ainda seja por um minuto viver o amor absoluto. E não alguns minutos de prazer com alguém que em primeiro poste de um rosto e maís um corpo mais bonito e assim em segundos já teria me esquecido.

A solidão é um espelho que reflete não a ausência do outro, mas a imensidão do próprio eu.
(LilloDahlan)

"Liberdade
ou solidão
quem define
é o coração..."

⁠Hoje eu vi a solidão
num orelhão
obsoleto
cabisbaixo
surdo
mudo
plantado no chão
perdido numa esquina...

⁠Liberdade
ou solidão
quem define
é o coração...

A tristeza e a solidão desejam engolir as almas daqueles que desistiram; isto acontece quando os mesmos deixaram de acreditar mas, a vida ainda não os abandonou.

Se já viveste numa casa com telhas de céu, paredes de vento, janelas de chuva, portas de solidão e cama de pedra, aprendeste o quão é fria a humanidade.

“A maior doença do idoso muitas vezes é a solidão. A velhice é sinal de sabedoria e nunca de discriminação.”