Sofá
Abraço... o abraço é como um sofá ao final de um dia exaustivo, é paz em tempo de guerra, é banho quente em dia frio, é banho frio em dia quente, é forno de vó, é cama, travesseiro, proteção, aconchego, indulgencia... o abraço é sopa de legumes, é chocolate, é silêncio, é conforto, é repouso, segurança, confiança, é refúgio e prazer...
Voltei de mãos vazias.
Eu voltei de mãos vazias.
Sentei no sofá da sala... era bom habitar a noite amanhecida.
E dessa forma, eu dormi.
Nestas duas horas.
Seria uma das crises?
Para alguns, é só um caso. Quanto tempo?
Sem tempo, nem poesia... 48 horas de despejo.
Saudades do tempo em que minha única preocupação era ficar acordado no sofá para ver todos os desenhos da manhã.
Só mesmo amando um amigo para permitir que ele se jogue no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno e para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços, só liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entrarem em sua vida, não deixe que sumam.”
E novamente me encontro aqui. Sentado neste sofá, relembrando dos momentos que tivemos, das brincadeiras e até mesmo das brigas pelo controle remoto.
Será que tudo isso foi um sonho bobo?
Será que foi apenas uma ilusão qualquer, que chega devagarzinho e toma conta de tudo?
Sei que de cada momento, cada abraço e cada beijo, só me restou a saudade. Talvez seja breve ou dure a vida toda, no fim, tudo se encaixa.
O meu sofá não aguenta mais ouvir reclamar de tanta coisa que eu deixei de lado depois que eu te conheci, depois que as coisas mudaram...
Um namorado muito bonito, li uma vez, é como um sofá branco: um convite ao desastre. A questão é que eu gosto de sofás brancos. E desastres têm lá o seu charme."
Quando eu era pequena , me enrolava no cobertor e todos os dias eu sentava no sofá para ver Sessão da Tarde , mas agora eu assisto a Sessão da Manhã que é dentro da sala de aula.
Ainda com a xícara de café na mão, ele se dirigia ao sofá da sala. Ela já estava lá, sentada perto da lareira crepitante. Não conversaram. Não tinha nada o que dizer. Ambos sabiam o que aquele silêncio todo já dizia. Ele passava as mãos pelos cabelos desanimado. Ela, andava de um lado para o outro. Ele sabia o que tinha que dizer. Ela sabia o que tinha que falar. Mas nenhuma palavra era especulada. Ele olhou para ela como se pedisse uma válvula de escape, ela retribuía o olhar com o mesmo desejo. Enfim, ele colocara a xícara na mesa no centro da sala, e se levantara. Ele não disse nada, mas ela sabia o que o silêncio gritava. Era o fim. Eles iriam, para nunca mais voltar.
Só preciso de um pouco de ar nos pulmões, uma tv boa, um simples sofá, e um cantinho silencioso pra ler e escrever!
"Eu sou o seu sofá amarelo desbotado, sou o seu sutiã apertado, o seu tênis 35, a sua tequila. Sou a areia dos seus olhos, a base fortalecedora das suas unhas, o seu paletó. Sou a chuva quando você mais quer o sol, sou o resultado certo da sua conta errada. Você não me quer, mais tem que me usar."
Você compra móveis. E pensa, este é o último sofá que vou comprar na vida. Compra o sofá, e por um par de anos fica satisfeito porque, aconteça o que acontecer, ao menos tem o seu sofá. Depois precisa de um bom aparelho de jantar. Depois de uma cama perfeita. De cortinas. E de tapetes.
Então cai prisioneiro de seu adorável ninho, e as coisas que antes lhe pertenciam passam a possuir você
Eu gosto de recanto de parede, do cantinho da cama, do apoio -do braço- do sofá, do assento da esquina da mesa de jantar e de deixar a janta no cantinho do prato. É como se eu tivesse sempre a espera de alguém pra ocupar essa sobra de espaço. Aqui fora do meu lado ou aqui dentro noutro espaço.
Dark sentou-se no sofá, deixando que o ar fino do oceano lhe enchesse os pulmões e ficou olhando os pequenos pontos de luz no céu noturno. Pareciam centenas de olhos flamejantes que o contemplavam.
Amiga Poeta, que saudade da gente no sofá eu no meu aqui e você no seu de lá. Do calor do teu abraço. Que saudade de você. Das poesias recitadas e das escritas que a gente gritava. Sempre assim: Eu daqui do RN e você dai do seu lugar.
A SALA
Estive andando pela sala essa manhã
A sala esteve rondando ao meu redor
O sofá estava no mesmo lugar
As cadeiras, tapetes e lustres
Tudo como sempre
Eu sentada e a sala girando
Eu girando e a sala parada
As cortinas estavam inquietas
Vestindo o avesso da casa
A casa voando e os pensamentos no chão
Os pensamentos voando e a casa...
Bom...a casa nem estava mais ali
A sala era só meu refúgio
