Sobrevive Amor Acima de tudo
Respira, espera. Acalma, aquece tudo aí dentro. Depois tu ajeita tudo, por enquanto só te cuida e não deixa o coração sufocar.
O se multiplicar da iniquidade leva o homem a dois extremos, enquanto por um lado tudo se destrói, por outro tudo vira carnaval. Assim o homem comemora a sua própria destruição.
Meu bom Deus! Traga sabedoria e força para que eu saiba agir certo e no momento certo com tudo e com todos. Traga sua paz e amor pra dentro de mim, para que eu possa dar pra alguém.
O branco do papel
Acordei hoje com uma enorme vontade de escrever. Escrever sobre tudo. As idéias fervilhavam em minha mente com tanta velocidade que os meus gestos não acompanhavam.
Há uma vida com tantas experiências, uma gama de acontecimentos comuns, incomuns, pitorescos. Há sonhos que foram vividos e que estão por se viver.
Há personagens, idéias, desejos, acontecimentos e cenas que podem ser transcritas para o papel com muito bom humor.
Acordei hoje com uma enorme vontade de escrever, mas cadê?
Olho para o branco do papel que me afronta e não consigo delinear uma linha sequer.
Olho para o branco do papel e penso em fazer um origami, mas lembrei-me, de repente, que não aprendi esta milenar arte japonesa.
Olho para o branco do papel e sei que nenhum sabão o faria tão branco.
Olho para o branco do papel e penso que o reciclado é nobre em sua função de reaproveitamento, mas por isso não é tão branco.
O branco do papel me afronta.
Quero compartilhar o meu amor pela escrita, quero compartilhar pensamentos transformados em frases, mas o branco do papel me afronta.
Penso que talvez não seja o branco do papel, mas o branco da minha massa cinzenta é que esteja rindo-se de mim em afronta.
Quero jogar fora o papel branco que me afronta, mas não posso porque não devo desperdiçar. Ele continua branco, vou guardar. Lembro-me também que não posso amassá-lo porque é virtual, assim como o lápis que são, na verdade, meus dedos coordenando a ordem das letras e formando palavras.
O branco do papel continua tão branco no fundo com letras negras em linhas retas. As letras contam experiências, sonhos, desejos, virtudes e faltas.
As letras contam pessoas, amizades e borram o branco do papel com vida.
O branco do papel continuará sempre, se escrevermos, ao fundo; se não escrevermos em sua totalidade. Mas não escrever é não deixar uma estória e não ser.
Lucia Carmen Peixoto Fonseca
Para alguns, a fama, para outros a riqueza e ainda para outros tantos o poder. Eu abro mão de tudo isso, pois, para mim só você.
Sabe aquela vontade de falar tudo que está preso na garganta?
Sabe aquela euforia ao lembrar do que não volta mais?
Sabe o que é não ter você aqui? Sabe como isso dói? Eu sei que você não dá a mínima, eu já deveria saber e eu sei que devo lidar com isso, só não é fácil.
É domingo
Dia de pensar
Pensar em que? - pergunto-lhe.
Pensar em tudo.
Tudo englobado.
Num só dia prolongado.
Tem que inovar, fazer diferente, ser a diferença! Tudo muito igual cansa e desencanta...
Surpreenda-me!
Chorar pra quê?
Chorar pra quê?
A vida é boa pra se viver
Chorar pra quê?
Se tudo o que eu quero é ter você
Pra que chorar?
Procure felicidade no seu olhar
Por que chorou?
Esqueça a tristeza
Agora é só amor...
Não deixe que o orgulho
Tome conta do teu coração
Não deixe que solidão
Venha te acompanhar
Pra que chorar?
Se um mais um
Se forma um par
Então venha cá
Forrei o lençol
Pra gente se amar.
Então venha cá
Forrei o lençol
Pra gente se amar.
Sempre escuto os mais velhos. Eles têm experiência e sabedoria, e tudo o que eu tenho é o tempo que eles tiveram...
Há dias que os dias já não são mais dias.
Há dias que tudo é igual.
Que o mundo é um eterno tédio.
E a vida tão normal.
