So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Um homem deve casar-se com uma mulher com quem ele adore conversar
com quem ele não perceba passar as horas enquanto conversam
porque com o passar dos dias o homem vai deixando de funcionar direito
e a única coisa que ele poderá fazer é justamente isto: conversar
Todos nós, em algum momento, já dissemos entre lágrimas: “estou sofrendo por um amor que não vale a pena”. Sofremos porque achamos que damos mais do que recebemos.
Porque não vivo nem no meu passado, nem no meu futuro. Tenho apenas o presente, e ele é o que me interessa. Se você puder permanecer sempre no presente, então será um homem feliz. Vai perceber que no deserto existe vida, que o céu tem estrelas, e que os guerreiros lutam porque isto faz parte da raça humana. A vida será uma festa, um grande festival, porque ela é sempre e apenas o momento que estamos vivendo.
Não me abandone, pediu para dentro, para o fundo, para longe, para cima, para fora, para todas as direções.
- Meu pai costumava dizer que a vida não nos dá segundas oportunidades.
- Dá, mas somente para aqueles a quem não deu uma primeira. Na realidade, são oportunidades de segunda mão que alguém não soube aproveitar, mas são melhores que nada.
Como não existe nada
mais precioso que o tempo,
também não existe maior
generosidade que o perdermos
ajudando aos outros
FALAR
Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.
Assisti ao filme Mentiras sinceras com uma pontinha de decepção – os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco. Nos momentos finais, no entanto, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-o, abrir uma possibilidade de tê-lo de volta, mais inteiro.
Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é esse tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe.
Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.
Tão banal, não?
E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é – ou foi – importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.
A maioria das relações – entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos – se ampara em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentes, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem ter a delicadeza de fazer a aguardada declaração que daria ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguimos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós – e este “a nós” inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e avaros ao economizar nossos “eu te perdôo”, “eu te compreendo”, “eu te aceito como és” e o nosso mais profundo “eu te amo” – não o “eu te amo” dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o “eu te amo” que significa: “Seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo”.
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.
E não caminharei "de pensamento a pensamento", mas de atitude a atitude.
O que eu não te desejo no Natal
Neste Natal, por favor não me “ADD” no seu Face.
Nem me “siga” no Twitter, se puder, venha me dar um abraço real.
Daqueles em que expressamos toda a nossa alegria ou carinho.
E se não for possível este abraço real,
escreva-me uma carta comum, dessas onde não digitamos,
nem colamos coisas copiadas de outros sites.
Apenas expressamos as nossas emoções.
Falamos de coisas triviais e de coisas preocupantes.
Do novo ou do velho amor que passou.
Das alegrias e dores que todos nós passamos.
Neste Natal eu desejo que você não receba:
- abraços melosos de quem nunca ligou para você,
- carta de namorado(a) dizendo adeus,
- Carta de demissão do emprego (só se for muito ruim!)
- Palavras repetidas de quem vive “enchendo o seu saco”,
- Desejos de muita paz de quem fez da sua vida um inferno..
- Sorrisos amarelos de pura inveja de quem não suporta suas conquistas.
- Presentes que propositalmente foram dados para você se irritar, ou pagar mico.
- nada de indiretas, quem quiser falar algo que fale agora,
ou vá secar a língua no forno.
A lista de coisas que eu não te desejo pode ser imensa, mas vou parar por aqui.
E porque fiz ao contrário dos outros que passam para te desejar coisas boas?
Porque eu espero de coração que você já tenha assumido as rédeas da sua Vida.
Que você não esteja mais dependente de ninguém, de velhos amigos ou amores,
só se você ainda tiver menos de 10 anos e dependa dos pais.
De resto, eu só te desejo de verdade, que você amadureça neste Natal,
e ao invés de gastar seus dinheiro com quem ainda vai ridicularizar o presente,
gaste com você!
E se quiser mesmo lembrar do “aniversariante”, passe em um orfanato,
deixe um pouco do seu calor.
Passe num asilo, deixe um pouco do seu amor.
passe num Hospital e leve uma palavra, para o idoso e para a criança:
esperança.
E ao invés de encher a cara e dar vexames,
marque pontos com Jesus, acendendo a vela do Bolo Dele,
com um gesto único de solidariedade.
É só isso que eu te desejo.
Feliz Natal, feliz compartilhar.
Com Cristo de verdade.
Sentir não é brega. Ao contrário: não existe nada mais chique. Emocione-se e seja o rei da sua insensatez.
Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas, dos muitos toques, embora sempre os tenha evitado, aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia. Mesmo assim, insisto...
