So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
A maldade do ser humano não tem limites, a inveja é sorrateira, muitas vezes busca se passar por "boa amiga", para quando menos se espera dar o bote e destruir sua felicidade. A decepção faz parte da vida, a questão é identificar contra quem se decepcionar, contra o que se decepcionar... A vida é feita de escolhas, certas vezes um tanto quanto dolorosas, quais depois de tomadas, não voltam mais atrás... A vida é feita de provações, quais diuturnamente nos testam, porém apenas os mais fracos cedem a elas... Não se decepcione por coisas que não merecem nem mesmo esse sentimento ignóbil... Pois a sua decepção de hoje... De fato nem é uma decepção... É apenas algo que inventaram, uma falácia desprovida de argumentos robustos ou verossímeis... Para gerar em você um sentimento ruim, que de fato... Cuja causa inexiste...
As pessoas tem estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém.
Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.
O casal perfeito não é aquele que nunca tem problemas, mas sim aquele que, apesar dos obstáculos, sempre permanecem juntos.
(...) tem toda a iluminação feérica – e ao mesmo tempo que se habitua lenta e muda e majestosa e delicadíssima e fatal – em ser mulher – é modesta demais para sê-lo, é fugaz demais para ser definida. Ela me contou que na rua dirigiu-se a um guarda – e explicou que assim fez porque ele devia saber das coisas e ainda por cima estava armado, o que infunde respeito a ela. Falou assim para o guarda: o senhor pode me informar, por obséquio, quando começa a primavera?
Essa moça é um poço de mistérios, escuridão e caos. Ela se esconde, ela se perde, ela é egoísta e odeia chorar porque adora a pose de forte e transmitir aos demais que é durona. Todos julgam ela. Ela diz que não se importa. As pessoas riem. Ela sorrir, mas logo depois chora. Ignoram a coitada. Ela se isola. Inventam padrões. Ela se encaixa em nenhum. A sociedade fofoca. Ela observa. E assim ela se vai para cada vez mais longe de tantos julgamentos. Ela se vai para longe aos poucos porque prefere se afastar e se fazer de forte ao ter que conviver com utopias. Ela se esconde, se perde em si mesma e sorrir flertando com a solidão. No fundo ela sabe que sua personalidade e seu interior são bonitos demais para ter que demonstrar a essa perversidade que chamam de mundo.
Bill me deu um livro para ler durante as férias. O apanhador no campo de centeio. Era o livro favorito de Bill quando ele tinha a minha idade. Ele disse que era o tipo de livro feito para nós.
Li as primeiras vinte páginas. Não sei como me senti em relação a ele, mas parecia apropriado naquele momento.
Estou me sentindo um grande impostor porque deixei toda a minha vida para trás e ninguém sabe disso. É difícil sentar na minha cama e ler como eu sempre fiz.
[...] passei o dia andando pelo bairro. Cheguei a pegar meu velho trenó e meu velho cachecol. Há algo de confortável nisso para mim.
Subi a colina onde costumava usar o trenó. Havia muitas crianças ali. Eu fiquei vendo elas voarem. Dar saltos e apostar corridas. E pensei que todas aquelas crianças um dia iam crescer. E todas aquelas crianças iam fazer as coisas que nós fazemos. E todos eles beijarão alguém um dia. Mas agora andar de trenó era o bastante. Acho que seria ótimo se bastasse um trenó, mas não é assim.
Estou me sentindo um grande impostor porque deixei toda a minha vida para trás e ninguém sabe disso.
É por isso que numa folha de papel pardo ele tentou outro poema. E o intitulou de "Absolutamente Nada". Porque era o que estava em toda parte.
