So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
"Estivemos no passado,passeamos pelo futuro.Mesmo assim,não vemos pessoas contentes.Preocupadas e depressivas o tempo todo,buscando um consolo, para o existencial de suas mentes".
(Rodrigo Juquinha)
O não teorema da confusão inflexível
Confusão, quando sentida, deixa-te a sofrer
Com um mistério sem explicação.
Faz-te sentir uma êxtase inercial, proveniente de uma paixão,
Que, volta e meia tem início por ilusão.
Guardar uma miscelânea de sentimentos,
Sempre acaba gerando pensamentos que jamais saberás por si.
Servindo apenas para fomentar vis tristezas,
Que deixam-te inquieto fazendo restar apenas um pensamento:
"Por céus, como me submeti a tal delírio?"
Terravana
Da pele pálida e fúnebre
À alma bela e colorida.
Oh céus, não digna de comparação,
És como uma psicodélica canção.
Entende a contradição?
Parece clichê e inverossímil
A relevância que exala sobre teu ser.
Ao teu abraço, recanto.
União de l'arte esse teu sorriso
Que entristece-me ao arrefecer.
Se os teus amigos não te ajudam na realização dos teus sonhos, automaticamente trarão dúvidas nos teus sonhos.
Pense comigo: Qual o oposto da felicidade? Tristeza? Não! Assim como amor e ódio são dois lados da mesma moeda, assim são felicidade e tristeza. Chorar de felicidade é um exemplo perfeito disto. O oposto do amor é a indiferença, e o oposto da felicidade é – eis a conclusão – o tédio!
►Saudades
Às vezes se torna um conto cômico
Se lembrar de alguém que não irá voltar
Acaba por se transformar em algo momentâneo
Assim como um beijo que jamais voltarei a sentir
Aqueles lábios macios que jamais irei usufruir
Curvas que minhas mãos nunca mais poderão conduzir
Tudo o que resta é um pobre coração infeliz.
E, em demasiada expectativa
O abandono me deixou em profunda agonia
E, talvez sem um bilhete ou recado,
Aquela tristeza que eu julgava ter superado
Hoje está aqui, bem do meu lado
Sussurrando palavras que provocam lágrimas
Lágrimas em depressão, vazias, sem bela emoção
Debulhando-me, recordo outros contos, que pensava serem eternos
Assim como aquela frágil pétala,
Que prometera ficar comigo em inverno, e que se fora bem antes
Agora me vejo em péssimo semblante
Implorando que, em misericórdia, eu tenha mais uma chance
Peço apenas mais uma, desejando ardentemente um único romance.
A caneta começará a se revoltar
Em versos e páginas eu a abuso, sem parar
Sem folga, sem férias, noites a madrugar
Mas, ela sabe que, se eu a soltar
Eu irei me afogar, em mares sem horizonte
Mas deixarei no sótão este ser repugnante.
Escrevi, li, apaguei...
Procurei respostas, porquê?
Achei o que não queria, li o que me magoaria, tive paz.
Não temos o controle de nada, engana-se quem acha que o controle é seu.
O que temos é a ilusão de acharmos que temos alguma coisa, pois aqui chegamos e vamos sem demora.
Hoje vejo que a liberdade não tem preço, ir e vir a qualquer hora, a qualquer lugar.
Mochila nas costas e espírito livre, meu presente a mim.
Minhas mãos dadas, respiração lenta e coração leve.
Legado pra vida, seja aqui ou lá.
A gente sente quando já não é nosso lugar, e se não for agora passará da hora, e o trem irá embora.
Minha habilidade, se eu tiver uma, não é dançar. É a minha capacidade de acreditar que amanhã pode ser um dia melhor.
Aceitar a morte não quer dizer que você não vai ficar arrasado quando alguém que você ama morrer. Quer dizer que você vai ser capaz de se concentrar na sua dor, sem o peso de questões existenciais maiores como "Por que as pessoas morrem?" e "Por que isso está acontecendo comigo?". A morte não está acontecendo com você. Está acontecendo com todo mundo.
(Des)conectados
A maioria não lê as mensagens mas confirma a leitura
A maioria se estressa com a internet, só frescura
A maioria não usa mais SMS
A maioria nem sabe escrever com ç ou s
A maioria não compreende o que lê
A maioria não entende o que vê
A maioria liga mais pro Facebook
A maioria nem liga mais pro seu look
A maioria tem telefone sem fio
A maioria esqueceu como usar a trema, o hífen e o til
A maioria prefere o acesso imediato
A maioria nem lembra dos tritongos, ditongos e hiatos
A maioria não faz mais contatos pessoalmente
A maioria perde tempo com bobagens virtuais, infelizmente
A maioria tem uma vida criptografada
A maioria evita qualquer chamada
A maioria nem lembra dos torpedos
A maioria nem tem mais segredos
A maioria só vive de aparências
A maioria prefere um ponto final e não reticências
A maioria se alimenta de conexão
A maioria tem preguiça de pôr o ponto de interrogação
A maioria nem tem o que compartilhar
A maioria nem lembra o sentido de amar
Sou o que sou e ninguém pode mudar isso, não devemos medir os outros com a mesma régua que somos medidos.
Não tínhamos nenhuma capacidade de nos chegarmos e conhecermos a Deus por nós próprios, mas, Ele quis se revelar a nós; simplesmente por Sua essência (Amor).
Pr Erivaldo Lucena
