So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
O aprendizado é, portanto, aquela página do contrato que não pode ser pulada. A ignorância é território de penumbra: só enxerga a luz do sol quem se afasta dela.
Ferir o outro para demonstrar poder não é força, é o maior atestado de vazio e fraqueza que o orgulho pode dar. Nenhuma alma se constrói de verdade destruindo outra.
Quando tudo parecer derrota, iremos nos reerguer, ainda que feridos.
Haverá tristeza, mas não será um monólogo: forçaremos que ela dialogue com a alegria, e elas se alternarão.
Se a saudade nos cortar com a ausência, devolveremos a ela a presença embrulhada em forma de lembranças.
Quando a dor descolorir o nosso dia, derramaremos novos potes de tintas sobre a tela.
Para cada último suspiro em uma cama de hospital, uma forte puxada de ar do outro lado da cidade.
Sejamos, portanto, igualmente implacáveis com a morte: adversário à sua altura. Essa é nossa única reviravolta possível.
Assim, deixemos que ela se vista de escuridão para nos confundir.
Em resposta, nós nos vestiremos de vida para envergonhá-la.
A abertura emocional depende de coragem.
E a coragem é subsidiada não apenas por nossa própria disposição, mas também pela firmeza da rede que nos sustenta, que inclui o ambiente e nossas relações.
Por isso, o ato de escrever pode ser um verdadeiro divisor de águas, na medida em que revelamos (para tudo e para todos) de que matéria somos feitos.
“Nem tudo o que é legal é racional; e aquilo que não pode ser racionalmente defendido dificilmente pode ser moralmente justificado.”
“O maior perigo do Direito não é a ausência de leis, mas a existência de leis que ninguém mais ousa questionar.”
Não se escravize com exageros em academias ou vaidade em clínicas de estética, muito menos com a mania de buscar a perfeição. A verdadeira beleza vive na liberdade e mora no afeto que pulsa naturalmente no coração.
“O Direito não existe para tornar o poder absoluto; existe para impedir que o poder seja a última palavra.”
Se pudesse te daria o mundo,mais não haveria a menor graça,com o seu encanto você conquistaria todos que nele vivem.Se pudesse te daria as estrelas,mais não faria o menor sentindo,elas ficariam ofuscada com o brilho do seu olhar!
Não há ainda quem possa convencer as nossas células que elas devem trabalhar indefinidamente. Embora não haja um “sindicato das células trabalhadoras”, é razoável pensar que o infinito não é pouca coisa para se assumir. Talvez, o infinito se enquadre melhor em nosso imaginário mesmo, ao lado de outros conceitos tão impalpáveis como ele.
A morte será sempre aquela visita indesejada.
E não há mudança de endereço que escape da sua senda. Ela sempre nos encontrará.
Diante da morte, nossa impotência é grafada em letras garrafais. De mãos atadas, acatamos o inaceitável.
Pessoas feridas ferem pessoas. Se você não curar os seus próprios traumas, vai continuar distribuindo espinhos para quem só queria te dar amor. Quebre esse ciclo.
Não podemos atribuir à nossa corporeidade o estatuto de objeto ou de mera coisa, pois ela possui afetividade.
Por isso, é por meio da afetividade que o sujeito humano se coloca como um ser no mundo, junto com os outros semelhantes.
A afetividade é essencialmente relacional.
A qualidade dos afetos é o que baliza os encontros presentes nas relações humanas.
É a potência da afetividade que impõe um enfrentamento real às vulnerabilidades.
Quando os nossos vínculos e nosso senso de pertencimento estão fragilizados, nos sentimos totalmente expostos a riscos de todas as sortes.
Contudo, o afeto é capaz de transformar esses territórios de vulnerabilidade. O acolhimento pode ser como um porto-seguro, onde não nos sentimos à deriva.
Aceitar desrespeito e humilhação em silêncio não é paciência, é anulação. Aprenda a erguer limites; proteger o seu valor é o primeiro passo para a sua cura.
O leitor não deseja reter o texto, apenas mantê-lo em sua vista, sob seu olhar cuidadoso e vigilante, preservando sua essência.
Logo, o oposto de guardar algo é aprisioná-lo, pois isso desnatura sua essência.
A palavra sempre deve ser livre.
Reconhecer o alfabeto não é o mesmo que ler literatura.
A grandeza da literatura é apenas vista por aqueles que conseguem ver além dos signos alfabéticos.
É quando o leitor sente e compreende o ritmo, as alusões, a originalidade verbal, o apelo universal, a verossimilhança e a concepção criativo.
Somos humanos porque existe linguagem.
Ela não nos pertence: nós é que nos encontramos sob seu solo.
A linguagem é quem fala; nós apenas co-respondemos ao seu apelo.
