So Nao Muda de Ideias que Nao as tem

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Há uma cena em Encontros no Fim do Mundo que não dá vontade de explicar. Dá vontade de ficar quieto. Um pinguim simplesmente se afasta dos outros, vira as costas para o mar, que é onde está a vida, e começa a caminhar sozinho, em direção às montanhas geladas da Antártida. Um caminho sem volta. Um caminho que, no fundo, aponta para a morte.
Herzog não tenta romantizar isso. Ele só mostra. E, curiosamente, aquilo deixa de ser só sobre um pinguim. Vira sobre a gente.

“Aquele pinguim é o sujeito que rompe.
É o momento em que algo sai do roteiro.”

Enquanto o grupo representa o seguro, o instinto, o “é assim que sempre foi”, o pinguim solitário faz o oposto. Ele não está perdido. Ele escolhe sair. E isso é o que mais incomoda. Porque ir contra o próprio instinto não é coisa de animal, é coisa de humano.
Quem nunca sentiu vontade de ir embora de tudo? De se afastar do que mantém a gente em pé, mesmo sabendo que pode dar errado? Sair de um lugar, de uma relação, de uma fé, de uma vida inteira… não por ignorância, mas porque ficar dói mais do que o risco de partir.
O pinguim não parece confuso. Ele parece cansado.
Cansado de repetir o mesmo ciclo, o mesmo caminho, o mesmo destino compartilhado. Talvez caminhar para as montanhas seja o último gesto de controle que ele tem. Um jeito silencioso de dizer: “até aqui, chega”.
Herzog fala em loucura, mas talvez seja pior que isso. Talvez seja lucidez demais. Talvez, por um instante, aquele pinguim tenha sentido algo que não deveria sentir: o desejo de ser único, mesmo que por pouco tempo.
Ele não caminha atrás da morte. Ele caminha atrás de algo que ele mesmo não sabe nomear. “A morte é só o preço.” No fim das contas, essa cena incomoda tanto porque ela quebra uma ilusão confortável: a de que todo ser vivo quer sobreviver a qualquer custo. Às vezes, viver do mesmo jeito deixa de fazer sentido.
E o mais estranho não é o pinguim indo embora sozinho. O mais estranho, e mais honesto, é perceber que, lá no fundo, a gente entende exatamente por quê. Só não encontramos as palavras para expressar o que é! Apenas esse aperto é essa agonia ao perceber que aquele pequeno ser nos ensinou tanto enquanto caminhava, cada passo era um passo de sua escolha, um passo de sua decisão, decisão essa que culminaria em sua liberdade!

Fata morgana


Felicidade não existe, há apenas momentos...
ilusões transitórias que nos levam a caminhar,
o alívio do cetácio quando emerge a respirar,
sobrevivência mediante a espairecimentos!


A vida é festa a fantasia! Ode a fingimentos!
Se não usares máscara não há como aguentar,
caracol sem concha logo alguém vem esmagar,
rigidos protocolos tem seus procedimentos!


Tudo muda sob a luz de um ponto de vista,
não há roteiro certo nem verdade absoluta...
O que para uns é banal pra outros é conquista...


Satisfação, realização, uma crença impoluta!
Ansiamos por um opio, poção de alquimista...
Do contrário realidade crua, tudo vira luta.

Eu sei que você sente que está ocupando um espaço que não merece, mas a sua dor não diminui o seu tamanho; você não está estragado, só está cansado de segurar as paredes da sua própria mente para que elas não desabem sobre quem você ama.

você escolhe como vai ser seu dia, o que acontece não depende de você mas como você reage sim

Troque: "eu não consigo"
Por: "como eu consigo"

"Não pense de quem foi a culpa, foque na solução"

"Não existe amor maior do que dedicar uma vida a outra pessoa"

Demônios não são capazes de ficar muito tempo longe do inferno, são seus instintos – sua vida. Sem isso, nada mais resta-lhes além da morte.

Deus não trabalha com descartes. Ele restaura o que foi usado até o limite.

Há respostas que não vêm como explicação, vêm como encontro.

A dor repentina e certeira dói muito menos que a agonia de não ter forças para voltar. A dor e o ferimento somem, mas o arrependimento do tempo passado se instala em você feito um verme faminto de espírito.

⁠Não há chances de ganhar, quando ha medo de arriscar.

⁠Vou encerrar esse ano entendendo o quanto
é saudável me afastar
de pessoas e lugares
que não me cabem mais.

⁠O amor não transforma ninguém, o que transforma é o desejo de ser melhor para o outro.

⁠Algumas respostas não vêm com palavras. Vêm com paz.

A verdadeira liberdade
não está em fugir da dor,
mas em aprender
a dançar com ela,
encontrando luz mesmo
nas sombras.

A alma não se mede
pelo silêncio que guarda,
mas pelo eco que deixa
quando decide falar.

A liberdade não nasce
do rompimento das correntes,
mas da coragem de aceitar
onde elas nos levam.

Amar não é preencher vazios,
é perceber que os espaços
existem para que possamos crescer.

As cicatrizes são mapas
da nossa jornada, e não
feridas que nos impedem de caminhar.