So Nao Muda de Ideias que Nao as tem

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A pressa não presta!

Amar sempre, para não odiar nunca!

O que seria da calmaria se não houvesse o vento!

Se para ser feliz basta querer, porque então não querer?...

Às vezes temos a mente tão vazia que não sabemos sequer sair do lugar!

Às vezes estamos tão desesperados que não temos força nem para orar! Nessa hora é bom fazer um silêncio profundo e deixar que Papai do Céu cuide de nós.

Amiga, não se preocupe, o pior já passou, agora, na próxima vez que for pegar um táxi, lembre-se de esconder um pouco da sua beleza escomunal e corta logo o papo com o taxista, dizendo-lhe que você está com pressa de chegar em casa, pois, precisa de tomar um remédio controlado cujo horário está se esgotando. Beijos e bola prá frente.

Fé, esperança e amor, são palavras que não rimam, porém, sempre me animam! Abraços fraternais.

Para ser feliz não é preciso ter muito dinheiro ou bens de montão: basta-nos administrar o pouco que temos com muito equilíbrio e boa gestão! Boa noite a todos!!!

Natal é tempo de paz e amor
Não me diga o contrário, por favor!
Nasceu Jesus Cristo, o nosso Salvador,
Num presépio frio, humilde e sem calor!

No Brasil, a política não imita a arte; promove a encenação e repassa a conta ao público.

Os alunos de ontem tinham valores, por isso valorizavam o que tinha valor.
Os alunos de hoje não têm valores, por isso não sabem valorizar o que tem valor.


Nazareno Cordova Borges

⁠No abismo, não existe esperança e não existe vida.

⁠Não há pior degradação do que viver pelo hábito de viver, pelo vício de viver, pelo desespero de viver.

Nelson Rodrigues
Só os profetas enxergam o óbvio: frases inesquecíveis de Nelson Rodrigues. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2020.
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Quem vive de opinião não sustenta argumento.

O Despiste do Porto


Ontem, finalmente, abri as mãos,
Não por coragem ou por desamor,
Mas pelo peso dos vãos e dos nãos,
Pelo cansaço de carregar o que é dor.
Soltei-te sem a leveza da brisa,
Com o tremor de quem se improvisa.


Doeu a ausência do que não nasceu,
A herança de um plano que mal floresceu;
Pois em meu peito havia um altar,
Erguido ao hábito de te esperar,
Um vício mudo de ler teus sinais,
Em ventos que já não sopram mais.


O abismo que hoje em mim se faz
Não é teu vulto, nem tua paz,
É o naufrágio do que imaginei,
Da ponte de vidro que eu mesmo tracei.
Fiz o que é justo, o que o tempo ordena,
Mas a retitude também me condena.


Soltar não é o fim do sentimento,
É apenas cessar o próprio tormento;
É decidir, em um gesto profundo,
Não mais se perder no erro do mundo.
Se amanhã a dor se fizer pequena,
Hoje a lição ainda é severa e plena:


Aprendo a existir, em silêncio e lugar,
Sem os meus olhos terem que te procurar.

Há uma poesia silenciosa no deságue das águas, um ritmo que não se apressa, mas que nunca para.


No abraço da tarde, a cascata se torna um véu de luz, onde cada gota que cai carrega consigo a promessa da renovação.


​Olhar esse movimento é aprender com a própria natureza: o segredo da vida não está em reter, mas em deixar fluir com a força da queda e a serenidade do destino.


Que a gente saiba ser água — forte o suficiente para moldar caminhos e leve o bastante para refletir o brilho do sol.

Sem resultados, o mundo não vê os sacrifícios, nem reconhece os esforços, os medos, as tentativas e as lutas que cada um enfrentou em silêncio.

O choro inunda os olhos, pois nem sempre sabemos controlar as emoções.
Mas o cuidado divino não é passageiro nem superficial —
ele é sólido, seguro, e nos protege daquilo que um dia já nos feriu.

— A Escolha do Presente —


Eu não sou mais
a dúvida do passado —
nem o medo escondido
entre noites silenciosas
e caminhos interrompidos.


Já carreguei perguntas demais
nos ombros da alma —
já tentei entender
por que certas portas fecharam
e por que algumas pessoas partiram
sem olhar para trás.


Mas o tempo ensina —
e a dor também amadurece.


Hoje eu entendo
que nem tudo que se perde
foi feito para permanecer.


Há fases que acabam
para que outras possam nascer —
há despedidas que libertam
e silêncios que curam.


Eu não sou mais
a insegurança que hesitava diante da vida —
não sou mais a voz cansada
que precisava da aprovação do mundo
para continuar caminhando.


Eu sou a consciência
de quem aprendeu a recomeçar.


Sou a coragem
que decidiu permanecer inteiro
mesmo depois das tempestades.


Eu não sou mais a dúvida do passado,
eu sou a escolha do presente.


A escolha de viver com verdade —
de seguir sem máscaras —
de não diminuir minha luz
para caber na escuridão de ninguém.


Porque existe um momento
em que a alma desperta —
e quando ela desperta
já não aceita viver pela metade.


Hoje eu caminho diferente —
não porque tudo ficou fácil,
mas porque finalmente compreendi
quem eu sou.


— Paulo Tondella