So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa

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Liberdade de espírito é aquilo que te faz bem. Às vezes, um simples pedaço de poema se encaixa na sua história.

Tal como as árvores frutíferas, o que define o ser humano é aquilo que ele produz.

Nossa mente é como um jardim: aquilo que cultivamos é o que floresce.

A ignorância cria nomes e rótulos para tudo aquilo que desconhece.

O paradoxo da crítica é quando você condena agora aquilo que te sustentará amanhã.

Os animais têm aquilo que o diabo mais odeia: a pureza.

A consciência cria um espaço entre aquilo que acontece e a maneira como escolhemos responder.

"A consciência é o único espelho que nos mostra aquilo que insistimos em esconder de nós mesmos."

Preciso desistir daquilo que me ausenta em conseguir aquilo que quero ser.

Há distâncias que se medem em quilômetros. Outras, em tudo aquilo que precisamos superar.

MEU PURGATÓRIO É VOCÊ


Meu purgatório é você...
Meu inferno astral é tudo aquilo que pressupõe meu desejo.
Tudo e todos estão incutidos em mim:
As palavras, as ações, as aspirações e inspirações, tudo se volta como redemoinhos causados por inquietudes.
Porém, há algo novo dentro de mim.
Descobri minhas limitações e sorri de forma que deixei escapar um sorriso nervoso e triste, por saber que o super-homem que habita em mim falha todas as vezes que tenta salvar-me de perigos iminentes.
Desta forma, ando entre o certo e o duvidoso, só para saber se estou equilibrado. Mas cá entre nós: o que é e como equilibrar-se entre o tortuoso e o reto?
Eu já nem sei; só caminho e deixo-me pagar as dívidas cobradas pelo tempo.
Meu purgatório não é mais você; descobri ser eu mesmo, uma dualidade que não tem fim. Mas, insistindo em segurá-la para construir um paraíso só nosso, desvelando um inferno que se tornou só uma faísca no tempo perdido que resultou do contato de almas, eu me refiz.
Agora, almas que buscavam equilibrar-se na mesquinhez do ego saltam e dançam, ouvindo a música que toca em algum lugar fora do eixo dual de ambas!
Joguei fora para fora toda experiência de luz. Confrontei minhas trevas e não saí vencedor, mas descobri que em mim havia um lugar que não conhecia, um lugar sombrio, um limbo que descobri ter vários eus.
O purgatório se desfez, o inferno se foi e o paraíso não alcancei. Porém, segui meu caminho sabendo das novidades que existiam dentro do meu eu, e fui me equilibrando estrada afora. Sobre o quê?
Não sei. Só sei que fui, vou, estou e voei!
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O Prédio que Aprendeu a Escutar mostra que aquilo que foi arquivado nem sempre foi encerrado.

Hoje, ao avaliar minha trajetória, percebo que me sinto muito mais satisfeita com aquilo que entreguei ao mundo do que com aquilo que recebi nas relações interpessoais. Talvez porque tenha aprendido que o valor da minha caminhada não se mede pelo reconhecimento que recebi, pela reciprocidade que encontrei ou pelas expectativas que se cumpriram, mas pela coerência entre quem sou, aquilo em que acredito e o que sou capaz de construir.
Tenho orgulho do que entreguei, porque cada entrega carrega um pouco da minha essência. E, se nem sempre recebi na mesma medida, isso não diminui a grandeza do que ofereci. Apenas me ensina que posso continuar sendo quem sou sem deixar de reconhecer o que mereço receber.

Porque o tempo pode apagar muitas lembranças, mas dificilmente apaga aquilo que um bom professor planta em nossa consciência. Seu maior legado não está apenas no conhecimento que transmite, mas nas vidas que transforma e nos caminhos que ajuda a iluminar.

Um professor pode até sair da sala de aula, mas suas lições continuam vivendo em cada aluno que ajudou a se tornar alguém melhor.

A personalidade é uma síntese inacabada entre aquilo que fomos, aquilo que experimentamos e aquilo que ainda estamos nos tornando.

A consciência é uma continuidade que se transforma sem perder inteiramente a relação com aquilo que a precedeu.

Aquilo que para você é visto como evolução, aventura ou novidade, para mim é percebido como repetição vazia, superficialidade ou falta de propósito.


Marcélio Oliveira


Sim.⁠

Falar de saudade do que nunca se teve é, de certa forma, querer viver aquilo que nunca esteve ao nosso alcance.

Mas o que eu guardo?

Guardo o sonho interrompido.
A vontade de ser mais de quem eu sempre fui para alguém.
Guardo os dias de trilhas e pores do sol que não tive a oportunidade de viver.
Guardo as conversas que ficaram pelo caminho, os planos que não chegaram a nascer e tudo aquilo que existiu primeiro dentro de mim.

E, principalmente, guardo a necessidade de ser tudo, mas não para qualquer pessoa.

Agora eu quero ser tudo para quem não vai transformar meu coração em abrigo.

Porque até os abrigos são temporários.

Eu quero ser morada.

Morada para quem chega e escolhe ficar.
Para quem não procura apenas proteção, mas pertencimento.
Para quem entende que um coração não foi feito para ser passagem.

Talvez seja essa a saudade que eu sinto.

Não de alguém.

Mas da vida que eu ainda não vivi com alguém que saiba ficar.

O mundo dá voltas.
E às vezes a vida devolve em silêncio
aquilo que o orgulho jurou que nunca perderia.

Ceder nem sempre é uma opção, é apenas uma forma de continuar tendo aquilo que necessitamos.