So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa

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Nenhum poder politicamente estável deveria depender exclusivamente da benevolência alheia; aquilo que não pode ser protegido por instituições permanece vulnerável à mudança dos interesses.

Poucas perdas despertam tanta resistência humana quanto aquelas que atingem aquilo que alguém considera legitimamente seu, porque o patrimônio frequentemente se mistura à própria percepção de segurança e identidade.

O Direito nasceu para limitar o poder, mas um dia poderá precisar limitar aquilo que o poder criou.

Toda época chama de absurdo aquilo que a época seguinte chamará de inevitável.

O conhecimento é poder porque aquilo que compreendemos deixa de ser apenas acontecimento e passa a integrar nossa capacidade consciente de transformar a realidade.

O indivíduo tende a acolher com facilidade aquilo que confirma suas convicções e a resistir justamente à evidência que poderia obrigá-lo a reconstruí-las.

Amar é desejar o bem, mas desejar também que aquilo que reconhecemos como bom permaneça digno de ser amado.

O discurso determina parcialmente aquilo que uma sociedade consegue pensar, dizer e transformar em norma.

A liberdade começa quando interrogamos aquilo que parecia naturalmente inevitável, inclusive quando recebeu aparência de legalidade.

A verdade socialmente aceita possui uma história e pode influenciar aquilo que o Direito reconhece como legítimo.

Aquilo que parece natural pode possuir uma história social e normativa.

Entre aquilo que o Estado sabe e aquilo que a sociedade tem direito de saber existe uma zona de tensão essencial ao Estado Democrático de Direito.

O desejo humano frequentemente ultrapassa aquilo que conscientemente dizemos desejar.

Uma afirmação pode modificar aquilo que o interlocutor está autorizado a inferir.

Ser racional significa também poder responder por aquilo que se afirma, princípio particularmente relevante para o discurso jurídico.

O direito natural procura aquilo que antecede a vontade do legislador: princípios que a razão reconhece como inerentes à própria condição humana.

Aquilo que parece imediatamente verdadeiro pode ser apenas uma ideia cujas mediações ainda permanecem invisíveis.

O pensamento amadurece quando deixa de escolher entre os opostos e começa a investigar aquilo que produz a oposição.

A liberdade começa onde termina aquilo que o algoritmo já decidiu por nós.

A máquina pode reproduzir uma memória; somente o homem pode sofrer por aquilo que lembra.