So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
Nenhum poder politicamente estável deveria depender exclusivamente da benevolência alheia; aquilo que não pode ser protegido por instituições permanece vulnerável à mudança dos interesses.
Poucas perdas despertam tanta resistência humana quanto aquelas que atingem aquilo que alguém considera legitimamente seu, porque o patrimônio frequentemente se mistura à própria percepção de segurança e identidade.
O conhecimento é poder porque aquilo que compreendemos deixa de ser apenas acontecimento e passa a integrar nossa capacidade consciente de transformar a realidade.
O indivíduo tende a acolher com facilidade aquilo que confirma suas convicções e a resistir justamente à evidência que poderia obrigá-lo a reconstruí-las.
Amar é desejar o bem, mas desejar também que aquilo que reconhecemos como bom permaneça digno de ser amado.
O discurso determina parcialmente aquilo que uma sociedade consegue pensar, dizer e transformar em norma.
A liberdade começa quando interrogamos aquilo que parecia naturalmente inevitável, inclusive quando recebeu aparência de legalidade.
A verdade socialmente aceita possui uma história e pode influenciar aquilo que o Direito reconhece como legítimo.
Entre aquilo que o Estado sabe e aquilo que a sociedade tem direito de saber existe uma zona de tensão essencial ao Estado Democrático de Direito.
Ser racional significa também poder responder por aquilo que se afirma, princípio particularmente relevante para o discurso jurídico.
O direito natural procura aquilo que antecede a vontade do legislador: princípios que a razão reconhece como inerentes à própria condição humana.
Aquilo que parece imediatamente verdadeiro pode ser apenas uma ideia cujas mediações ainda permanecem invisíveis.
O pensamento amadurece quando deixa de escolher entre os opostos e começa a investigar aquilo que produz a oposição.
