So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
O fenômeno não esgota o fundamento: aquilo que aparece constitui apenas uma dimensão da realidade cognoscível.
Quando o Estado monopoliza os arquivos, não pode transferir ao cidadão o ônus de provar aquilo que somente ele tem condições de verificar.
Não basta saber o que queremos. É preciso estarmos comprometido, de corpo e alma, com aquilo que queremos. O comprometimento é fundamental, pois sem ele abandonamos nossos sonhos na metade do caminho.
Livro: Olho Mágico
As pessoas dão aquilo que elas são, não aquilo que você merece.
Não espere do outro aquilo que ele ainda não sabe oferecer. Não permita que a falta de cuidado de alguém faça você esquecer o seu próprio valor.
O que você merece começa por você.
Quando você se escolhe, você se cuida.
Cuida do que sente, do que pensa, do que permite entrar na sua vida e, principalmente, da pessoa que está se tornando.
Porque se escolher não é egoísmo.
É respeito por si mesmo.
As pessoas oferecem aquilo que carregam dentro de si, não aquilo que você merece.
Por isso, escolha-se. Cuide do seu coração, da sua alma e da pessoa que você é.
Às vezes, o amor-próprio começa quando aprendemos a não esperar do outro aquilo que só nós podemos nos dar.
Eu perdi o medo de perder pessoas quando aprendi que aquilo que é verdadeiro não precisa ser segurado.
Quem realmente gosta, permanece.
Mesmo quando a distância se alonga,
mesmo quando o tempo passa,
mesmo quando a vida coloca obstáculos no caminho.
Porque quem carrega afeto de verdade
sempre encontra uma fresta por onde a presença possa entrar.
Aprendi que amor não se sustenta em cobranças,
amizade não sobrevive de insistência,
e reciprocidade não precisa ser implorada.
O que é verdadeiro flui.
Não exige esforço de um só lado,
não transforma presença em obrigação,
não faz você se sentir sozinho enquanto tenta manter alguém por perto.
Quem quer estar, encontra um jeito.
Quem se importa, demonstra.
Quem valoriza, cuida.
Quem ama, permanece — ainda que precise atravessar quilômetros, silêncios e tempestades.
Por isso, já não tenho medo das partidas.
Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras chegam para ensinar.
E algumas simplesmente seguem outro caminho.
E tudo bem.
Porque aprendi a abrir as mãos sem amargura
e deixar partir aquilo que já não escolhe permanecer.
No fim, descobri que não precisamos correr atrás de ninguém.
O que pertence ao coração não precisa ser perseguido.
O que é verdadeiro encontra o caminho de volta.
E quem realmente deseja permanecer
não precisa de motivos para ficar —
transforma o próprio desejo em presença.
Aquilo que as palavras não alcançam
Tenho tentado escrever-te, mas as palavras já não me obedecem. Quanto mais procuro traduzir o que sinto, mais distante me parece a verdade que desejo alcançar. Os versos nascem, morrem no papel, e nenhum deles parece digno de ti.
É como se meu pensamento conhecesse um idioma que minha pena jamais aprendeu.
Às vezes, temo que, de tanto procurar uma maneira de expressar esse sentimento, eu acabe por torná-lo banal. Que aquilo que em mim é imenso se reduza a meia dúzia de palavras já ditas por tantos outros. E recomeço. Apago. Reescrevo. Até que o cansaço me convença a silenciar.
Mas tu permaneces.
Não nos versos que abandono, nem nas frases que julgo insuficientes, mas naquele instante em que me distraio de tudo e, sem querer, volto a pensar em ti.
Talvez minha maior tristeza não seja sentir tanto, mas não encontrar, em toda a vastidão das palavras humanas, uma que te faça compreender o que tua existência, tão alheia a este tormento, despertou em mim.
Não existe remédio para o erro do passado, pois ele já cumpriu seu papel de ensinar aquilo que só a dor foi capaz de revelar.
A força dos pensamentos e a lei da reciprocidade
Nunca deseje aos outros aquilo que você não gostaria que desejassem a você.
Muitas vezes, de maneira inconsciente, alimentamos pensamentos negativos em relação a outras pessoas, seja por diferenças, ressentimentos, decepções ou simplesmente por não simpatizarmos com alguém. E, por vezes, acreditamos que esses pensamentos não têm importância, afinal, ficaram apenas dentro de nós.
Mas vale refletir: assim como pensamentos positivos podem fortalecer nossa determinação, alimentar nossos sonhos e nos impulsionar a realizar grandes coisas, os pensamentos negativos também podem influenciar nossas atitudes, nossas escolhas e a maneira como nos relacionamos com o mundo.
Por isso, mesmo diante daqueles que não torcem por nós, que nos criticam ou que não desejam o nosso sucesso, não permitamos que a negatividade alheia transforme aquilo que temos de melhor.
Desejar o bem não significa concordar com todos, aceitar injustiças ou permitir que nos façam mal. Significa preservar a própria consciência, sem permitir que a amargura dos outros determine quem somos.
Cultive bons pensamentos, boas intenções e sentimentos que dignifiquem sua existência. Afinal, a positividade começa dentro de nós e se manifesta na maneira como tratamos as pessoas.
Não precisamos desejar o mal a ninguém para que a vida nos favoreça. Que a nossa força esteja em fazer o bem, mesmo quando não recebemos o mesmo em troca.
Porque quem aprende a desejar o bem, inclusive àqueles que não lhe querem bem, demonstra que não permite que a maldade alheia determine a qualidade do seu próprio coração.
A neutralidade não exige ausência de convicções, mas honestidade para distinguir aquilo em que acreditamos daquilo que podemos demonstrar.
O movimento cósmico pressupõe não apenas matéria, mas uma questão filosófica sobre aquilo que torna possível sua organização.
Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
Mateus 13:12
A vida boa exige não apenas liberdade para escolher, mas lucidez para escolher aquilo que não destruirá a liberdade futura.
O tempo não concede a eternidade àquele que mais escreveu, mas àquilo que, mesmo depois de seu autor silenciar, continua despertando o pensamento. As palavras podem multiplicar-se aos milhares e desaparecer sem deixar vestígios; outras, nascidas de uma única intuição, atravessam gerações porque abrigam perguntas que nenhuma época consegue sepultar. No fim, não é a quantidade de páginas que resiste à erosão dos séculos, mas a profundidade das ideias capazes de sobreviver à própria circunstância em que nasceram. A verdadeira permanência intelectual começa quando o pensamento deixa de pertencer exclusivamente a quem o concebeu e passa a habitar a consciência daqueles que, por meio dele, aprenderam a enxergar o mundo de outra maneira.
Não preciso que o presente valide aquilo que ainda está em construção. Minha responsabilidade é continuar construindo com honestidade intelectual, consciência e coragem. Se houver valor no que estou criando, o tempo fará as conexões que hoje ainda parecem invisíveis.
