O tempo não concede a eternidade... Northon Salomão de Oliveira
O tempo não concede a eternidade àquele que mais escreveu, mas àquilo que, mesmo depois de seu autor silenciar, continua despertando o pensamento. As palavras podem multiplicar-se aos milhares e desaparecer sem deixar vestígios; outras, nascidas de uma única intuição, atravessam gerações porque abrigam perguntas que nenhuma época consegue sepultar. No fim, não é a quantidade de páginas que resiste à erosão dos séculos, mas a profundidade das ideias capazes de sobreviver à própria circunstância em que nasceram. A verdadeira permanência intelectual começa quando o pensamento deixa de pertencer exclusivamente a quem o concebeu e passa a habitar a consciência daqueles que, por meio dele, aprenderam a enxergar o mundo de outra maneira.
