So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa

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“O Direito é a arquitetura pela qual uma sociedade constrói aquilo que ainda não conseguiu ser.”

“Nem tudo o que é legal é racional; e aquilo que não pode ser racionalmente defendido dificilmente pode ser moralmente justificado.”

Não aceites aquilo que te relatam como verdade jurídica; não aceites a tradição apenas por ser antiga; não aceites uma afirmação apenas porque está nos livros, na doutrina ou na jurisprudência; nem porque corresponde à tua convicção ou foi proferida por uma autoridade. Submete toda norma, argumento e decisão ao exame da razão, da Constituição e das provas. Sê, no Direito, uma lâmpada para ti mesmo.

Uma sociedade revela sua filosofia não pelo que proclama, mas por aquilo que considera injusto.

O conhecimento não aumenta apenas aquilo que sabemos; aumenta também a dimensão daquilo que descobrimos não saber.

A prova não existe para confirmar aquilo em que acreditamos; existe para permitir que nossa crença seja corrigida.

A liberdade de expressão protege especialmente aquilo que o poder preferiria não escutar.

A evolução jurídica não elimina o passado; seleciona aquilo que merece permanecer dele.

A eficiência econômica não é critério suficiente para definir aquilo que uma sociedade deve considerar justo.

Não existe uma passagem automática daquilo que é natural para aquilo que é juridicamente justo.

A reparação é mais profunda quando restaura aquilo que a punição, sozinha, não consegue reconstruir.

A justiça precisa reconhecer seus próprios limites para não prometer aquilo que não pode entregar.

Uma Constituição é também um compromisso coletivo com aquilo que uma sociedade decidiu não permitir que o poder faça.

O homem procura o céu para explicar aquilo que ainda não conseguiu compreender na Terra.

O agnóstico não escolhe entre Deus e o nada; escolhe não mentir sobre aquilo que não pode demonstrar.

A laicidade não é uma negação da fé; é uma limitação da autoridade estatal sobre aquilo que não pode demonstrar.

A razão torna-se mais poderosa quando reconhece aquilo que não sabe.

O Estado laico reconhece aquilo que a fé não pode exigir: o direito universal à dúvida e a legitimidade agnóstica de suspender o juízo diante do desconhecido.

O mercado não vende apenas coisas: vende interpretações sobre aquilo que devemos desejar.

No mercado da atenção, o bem mais precioso não é aquilo que possuímos, mas aquilo que ainda conseguimos decidir para onde olhar.