Singular
MULHER
Bela. Imponente. Singular. Expressiva. Em cada curva, uma dúvida... Em cada linha uma certeza... Qual musa, mesmo calada explode em nossos sentidos, queima fundo em nossa carne, arde forte no coração do escravo, cativo das formas, da textura, do tato, da paixão avassaladora... Assim a arte, assim a vida, as pessoas, nosso tempo...
(Juares de Marcos Jardim)
Inevitavelmente inconsciente, flui bem
no consciente o singular
do paladar
sentir o gosto seco da voz
no ouvido, todo o sentido
acabar assim, seco!
não o seco das palavras ditas, mas
as mais discretas, as caladas
aquelas que a coragem
escondeu, delimitadas.
e se deu o fim de todo começo
singular da descoberta,
do novo instigante e direto,
sugando os sentidos e os
levando de dentro dos atos são,
tirando o prumo e o juízo
e ainda assim, ressoando
como um sonho bom.
Minas Gerais e um tesouro singular de valor incalculável guardado no coração de todos os filhos, desta pátria amada mineira.
Sem nunca saber se vou ou se fico,
como qualquer coisa que vaga perdida,
vou pagando este singular mico
de passar despercebido pela vida.
Muito singular são os atos em que ouvir mais e falar menos, nos ingressa no caminho da surpresa alheia.
MINHA CANÇÃO
Soneto do meu poema
Inspiração dos meus dias de sol
Basta esse olhar tão singular
Para o meu dia transformar,
Sorriso adequado de por brilho em minha alma e dissipar as névoas de qualquer preocupação.
Que segredo que trás com tua presença, que por instantes possibilita essa revolução.
SONETO SINGULAR
Não te amo desalinhado como se é o cerrado
tal folhas emurchecidas libertas na sequidão
te amo como o árido clama água, na exaustão
sequiosamente, entre o limite e o estar saciado
O meu amor por ti, está além de ser paixão
dentro de si, é a força do entardecer rubrado
do sertão, se pondo no horizonte enamorado
dando aroma a memória, e fogo na imaginação
Te amo como o vento pelo torto galhado
livre assovia nas forquilhas uma canção
te amo por te amar, pois é de meu agrado
Se não fosse assim, não teria outra forma não
pois, pra te faço este sulcado soneto versado
tão para ti, se tocá-lo, sentirás a vazão da emoção
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2016
Cerrado goiano
O azul desse olhar
É só um mero detalhe singular
que eu pude perceber ao te ver
Algumas qualidades eu posso descrever
Inteligente, engraçado, boa pinta e esforçado
É todo alto astral, alegre, e sem igual
Brincalhão até falando sério, um baralho cheio de mistérios
A sua beleza exterior, é só um pontinho comparada ao seu interior
tem alguns defeitos, assim como qualquer um
E esse teu sorriso colgate, contagia mais de um.
Aurora
Aurora singular refugia-se na mata sombria
Em meio a flores mortas, apenas nela a luz cintila
O sol relutante neste lugar negou-se renascer
Sabia que era meu dever aparecer
Que mal tem fugir da escuridão?
Verdade profunda ali habitava
Coração em meu peito gritava
Porém era meu o dever de aparecer
Oh, Aurora, fique aí!
Me dê mais uma chance
E te alcançarei
Se nesta mata ainda há vida
Ressurgirá comigo em teu canto
Lamentável quando se aliena no discurso do outro, ficando então afastado de sua singular essência humana como tal.
Não existe praticamente nada feio nesse mundo, tudo é lindo e singular a sua maneira, o que existe são coisas fora dos padrões estipulados pelas pessoas.
O meu gosto é singular e pagoo preço da solidão se tiver que pagar, mas “conexão” é o que estou a buscar. Se não for para transcender, envolver e arder, simplesmente me recusoa ficar.
Singular.
Que não me deixa
Desde o ventre de minha mãe
Que está em todos os momentos
Felizes ou tristes, sempre comigo
Muitas vezes nostálgico
Não é capaz de me acoimar
Não é capaz de fugir às dificuldades
Pode me fazer sorrir
Pode sentir minha dor
E chora em mim sempre que choro
Em particular é nossa conversa
Não nos cabe nenhum oculto
E quem de mim sabe tudo
E quando alguém disse: "Ser ou não ser"
Em si não estaria,
Diríamos nós "Somos ou não somos"
Pois não somos capazes da discórdia
Não sendo jamais um eu e você
Mas um eterno eu, comigo mesmo
Sendo meus todos os sorrisos
Assim como todas as lágrimas
Vivemos o tempo em todos os tempos
Presente, passado e futuro
Todos muitas vezes em um único iminente
Onde muitas vezes não é dor saber a verdade
Mas descobrir que estávamos vivendo uma mentira
E o que é mentira! se não a verdade mais sentida
Onde a pele sobre meu corpo
É o mapa de uma vida
Muito em singular vivida.
José Henrique
- Relacionados
- Menina Singular
- Indivíduo Singular
