Silenciosa
"" A ginga estapafúrdia confundia até a si mesma
Quando moldava sua eira silenciosa
Malandragem simbólica
Ou astúcia descomunal
Controvérsias destilam a poesia
Do esmo a se revelar
Seria um caso de autofagia
Ou mágica a moldar
Não sei o quanto te resta
Mas é óbvio que não se tratam de sombras
Ainda mais nessa fresta
De onde ouço o insano falar.
Por ruelas estreitas e pagãs
Anjos circulam livremente
Seus sinais vindos do espaço
Marcam o compasso da música a tocar...""
O que mais me irrita é a passividade e a preguiça que vejo em alguns, a aceitação silenciosa das coisas como são impostas, sem questionamento ou esforço para mudar.
A verdade, mesmo sufocada, é como um rio subterrâneo — silenciosa, mas indomável, sempre encontra seu caminho para a luz.
Noite Silenciosa
Na curva suave da noite escura,
A lua dança, envolta em névoa pura.
Brilha tímida entre nuvens calmas,
Como um suspiro acendendo as almas.
Lá no alto, um véu de estrelas se cala,
Enquanto a cidade, serena, não fala.
Janelas acesas em prédios distantes
Guardam histórias de sonhos vibrantes.
A árvore solitária em pé vigia,
O tempo que passa, a melancolia.
E sob o céu de um silêncio profundo,
O mistério da noite abraça o mundo.
Luz e sombra se tornam irmãs,
Tecendo segredos com mãos tão humanas.
E quem contempla esse instante, sem pressa,
Descobre que a paz, às vezes, começa…
Os Versos da madrugada alimentam a alma da insônia, a escura e silenciosa madrugada é magnifica ap primeiro olhar, assustadora ao segunda e porque não calma ao terceiro, a madrugada está fria, ao meu ver meio sombria...Começo de um longo dia para uns, final para outros...Simplesmente madrugada.
“A humildade é silenciosa, mas genuína; a modéstia, às vezes, pode ser o eco de uma escolha estratégica.”
"Cada ato sincero de transformação em sua vida será uma pregação silenciosa que ecoará para sempre."
"A verdadeira multiplicação de património é silenciosa, metódica e implacável. O tempo é o seu maior adubo, não deite isso fora."
— Laerson Endrigo Ely, no livro O Método R.E.N.D.A. de Investimentos.
Os religiosos e religiosas, em cada oração silênciosa renovam sua alma com o fogo vivo do amor que vem de Deus.
Há em mim uma luz guia no mistério que pulsa entre mundos. Minha alma — silenciosa — me conduz entre os véus do sentir e do saber. Como chama sutil, etérea, eterna. Que ascende no silêncio e aquece tudo o que sou. É dela que brotam os sentimentos que me elevam, os pensamentos que me enlaçam em reflexões profundas, nutridas da dança entre o amor e a compaixão.
Nas dualidades que me habitam, há força e doçura, sombra e luz, e mesmo quando o mundo silencia, ela me fala — sem palavras. Ouço sem que se diga, vejo o invisível que mora nas entrelinhas do real. Porque a alma não precisa de olhos para enxergar nem de voz para dizer. É o sentido através do sentir que move, transforma, transcende.
Ela me leva para dentro — onde os mistérios do mundo se desvelam, não fora, mas no centro do meu ser. E quanto mais mergulho, mais me reconheço. Sou feita dessa chama que a razão procura, mas que só a alma alcança. Sou estrada e viajante, sou silêncio que fala, sou mente que se lembra e relembra do caminho interno.
E neste lembrar-me de mim, descubro que o universo é menos fora, mais dentro. E que, em mim, tudo já é.
Eu SOUL ♥︎
A Solidão da Mulher Forte
Há, na alma da mulher forte, uma dignidade silenciosa que o tempo não corrói nem a má sorte desmente. Forjada na têmpera das provações, ela caminhou altiva, sustentada pela firmeza de seus princípios e pela nobreza de seus afetos. Contudo, o destino, com seus caprichos insondáveis, conduziu-lhe os passos ao encontro do homem errado — figura envolta em falsas virtudes e promessas vãs, cuja presença foi mais tempestade que abrigo.
E ela, que tanto amava com a inteireza que só os espíritos indômitos conhecem, entregou-lhe o que possuía de mais puro: sua confiança, sua esperança e sua rara capacidade de renúncia. Amou, não com a leviandade das paixões efêmeras, mas com a solidez de quem vê, no amor, um pacto sagrado. E, contudo, foi traída. Não pela falha de seu sentimento, mas pela indigência moral daquele a quem devotou sua existência.
Assim, despida das ilusões que um dia lhe enfeitaram o olhar, encontrou-se só. Mas não uma solidão qualquer, dessas que se aplacam com novos convites ou vãos divertimentos: era a solidão grandiosa de quem, tendo amado o homem errado, descobriu que sua fortaleza, paradoxalmente, fora também sua prisão.
Pois a mulher forte, quando ama, não o faz a meio termo; dá-se inteira, e na medida mesma de sua força, é a profundidade de sua dor. Agora, em meio ao silêncio que resta, contempla as ruínas de um afeto malogrado, não com amargura, mas com a altivez de quem sabe que não foi sua alma que falhou, mas o caráter daquele que não soube acolhê-la.
E assim segue, só, porém invicta. Carrega consigo não o peso de um fracasso, mas a leveza trágica de quem aprendeu que o amor não redime o indigno, nem a virtude garante reciprocidade. A mulher forte, que amou o homem errado e ficou sozinha, é, acima de tudo, um monumento vivo à coragem de ter amado apesar de tudo — e de ter sobrevivido a si mesma.
Raísa Sousa
O luto é uma espécie de longa conversa silenciosa, mantida junto ao íntimo, que se estende entre o anoitecer e o pôr do sol
Na madrugada silenciosa, sou único habitante do meu universo interior. O quarto se expande em paisagens oníricas que existem só em mim, cores e estrelas que brilham enquanto sonho acordado, mas desaparecem ao nascer do dia.
