Silenciosa
Orvalho
Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.
Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.
Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.
Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.
Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.
Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.
Travamos uma guerra silenciosa contra inimigos disfarçados de amigos. Nesta guerra, não há tiros nem bombas, apenas a inveja.
Que o tempo em 2025, com sua magia silenciosa e implacável, leve consigo o peso de tudo o que ficou para trás. Seja no tilintar do relógio que conta as horas, no movimento do sol que dissipa as sombras ou no crescimento das árvores que sussurram os anos, pouco importa como o percebemos. Apenas suplico: leve o que for desnecessário e preserve as lições deixadas pelos erros de 2024, para que possamos aprender e nos transformar. Ainda assim, tempo, faço apenas um pedido: não me arranque você de mim.
O amor é o espelho oculto da alma, refletido na essência silenciosa do nosso ser. É a chama que alimenta um poder sutil, mas que se apaga delicadamente quando a vida perde seu sentido.
A Constituição não é apenas um documento; é a voz silenciosa da nossa nação, garantindo que a justiça prevaleça em todas as esferas da vida pública e privada
*A Sombra do Passado*
Uma sombra silenciosa seguia uma mulher, lembrando-a de momentos esquecidos. Ela tentou fugir, mas a sombra a acompanhava sempre.
Um dia, ela decidiu enfrentar a sombra. Ao olhar para trás, viu que era uma parte de si mesma, carregada de memórias e experiências.
Ela percebeu que o passado faz parte de quem somos hoje. E ao aceitar a sombra, encontrou liberdade e paz.
A partir disso, a sombra se tornou uma companheira, lembrando-a de onde veio e para onde vai.
*A Noite dos Sonhos*
Numa noite silenciosa, as estrelas brilhavam como diamantes no céu. As pessoas dormiam, mas seus sonhos as levavam a lugares incríveis.
Nessa noite, os sonhos se tornaram realidade. As pessoas voaram, dançaram sob a chuva e encontraram tesouros escondidos.
Quando amanheceu, elas acordaram com sorrisos nos rostos. Embora os sonhos tivessem desaparecido, a magia da noite permaneceu em seus corações.
E assim, elas esperaram ansiosamente pela próxima noite, sabendo que os sonhos as levariam novamente a lugares mágicos.
*O Último Sonho*
Numa noite silenciosa, um homem adormeceu com um sorriso nos lábios. Seu último sonho o levou a um lugar onde a memória não dói e o amor não morre. Ele viu rostos queridos, lugares amados e momentos felizes.
Quando acordou, o homem sentiu uma paz que nunca havia sentido antes. Ele sabia que havia encontrado o que procurava: a liberdade de viver sem medo do fim.
E assim, ele fechou os olhos e deixou que o silêncio o envolvesse. Seu último sonho havia sido o mais belo de todos.
*O Beijo da Lua*
Numa noite silenciosa, a lua beijou o rosto da Terra. As estrelas cintilaram de alegria, e o mundo se iluminou com um brilho suave. Nesse momento, tudo parecia perfeito. O amor da lua pela Terra era tão forte que ela decidiu deixar um beijo de prata em seu rosto.
E assim, a noite se tornou mágica, cheia de sonhos e possibilidades. A lua continuou a beijar a Terra, e o mundo se encheu de luz.
Nesta noite silenciosa e nessa solidão noturna, é onde todos os meus sentimentos e pensamentos vem à tona, transbordando tristeza e felicidade em simultâneo.
A riqueza não é pesada e ruidosa, ela é leve e silenciosa.
Já senti o peso de cofres pesados ao pegá-los, ouvi barulhos fascinantemente ensurdecedores de metais se chocando, no entanto, em seu interior não haviam nada mais que migalhas. Do contrário, extraí grandes riquezas de cofres que nada pesavam e que quando balançados nenhum ruído era possível de ser ouvido, isso porque cédulas de fibra de algodão, valem mais que moedas de aço revestido de cobre.
A inveja é uma assassina silenciosa e "oculta". Contra ela, segue a dica: ser bom, não significa ser um idiota. E ser inteligente, não significa ser mau.
🗡️
Às 18h46 in 06.02.2024
Ódio
O ódio é essa coisa silenciosa, que se esconde nas frestas do que eu fui.
Ele não grita, não pede, não fala. Apenas cresce. Como uma planta amarga, que se enraíza nas profundezas da alma.
E eu? Eu sou só o vaso, a terra que já não floresce, que só sustenta essa sombra que me habita.
Ele corrói, devagar, sem alarde.
Sinto nas mãos, nas pequenas ações, nos olhares que já não sabem mais ser suaves.
O ódio não tem pressa, ele espera. Espera o momento de ser. Porque, no fundo, o que ele quer não é me consumir, mas transformar-me em sua morada.
"Abraço...
É a forma silenciosa de dizer que o outro é
bem-vindo dentro de você.
É muito abraço acumulado
esperando a hora de abraçar"
O crepúsculo é o tempo suspenso, onde cada passo no caminhar se torna uma pausa silenciosa para a profunda reflexão.
No suave declínio da luz, o crepúsculo nos chama para um caminhar introspectivo, refletindo sobre as cores que pintaram nossa jornada.
"Meus Sonhos " Poema"
A noite cai silenciosa...
Com meu rosto envolto ao travesseiro...
Mergulho em um sonho profundo...
Tudo me parece real.
Vejo seu rosto assombreado por de trás de um nevoa...
Como se me disse algo...
Algo que eu não ouvia....
Não compreendia...
Mas que sentia.
Via você acenando com um lindo sorriso...
Minhas lagrimas caia...
Por que não conseguia toca-lo.
O via se afastando lentamente...
As estrelas o acompanhavam...
De repente eu te perco na escuridão.
Na escuridão dos meus pensamentos...
No vazio dos meus sonhos.
Como a nevoa da noite você se foi...
Acordei...
Despercebida em meus pensamentos vago cada vez mais...
Em suas tamanhas circunstâncias do meu destino...
No valor dos meus sonhos...
Entendo que cada segundo em que eu estava pensado em você...
Deixava-me esquecer cada dia de minha vida. Meu anjo...
Procurei seu rosto na escuridão.
Deparei-me sozinha com minha dor...
Ouvindo o soluçar do meu coração.
No silencio da noite busco as estrelas...
Tento compreender este amor.
Mas que amor.
Um sentimento oculto no meu coração...
Que me faz perder a razão...
Não compreender o motivo de amar.
Por alguns segundo me perco a pensar.
Como é bom poder te amar.
Olho para o céu azul...
Vejo mil estrelas a brilhar...
Vejo a lua majestosa...
Meu amor a contemplar.
Vejo o infinito, que se torna tão bonito...
Mas não tenho você para amar.
Novamente mergulho em meus sonhos...
Tentando te encontrar...
Mas se é sonho como posso te amar.
Os minutos passam...
A velocidade dos meus pensamentos aumenta...
E com ele o desejo de te encontrar...
Perde-se na escuridão da minha alma.
Olho novamente o céu...
Contemplo as estrelas...
O luar...
Percebo que você se foi como a névoa da noite.
Sumiu na escuridão...
Ficou somente a solidão e meu triste sonhar.
O sentido da vida pode ser definido com a conexão de cada átomo
que silenciosa e perfeitamente conecta tudo que existe.
Todo filósofo que comunicou sua experiência, sua ideia, seu saber ou não saber,
definiu o sentido da vida segundo seus olhos viam naquele instante.
Todo homem ou mulher, poeta,músico,compositor ou doutor,
ferreiro ou pedreiro, mestre ou aprendiz
que consegue definir o sentido da própria vida é um filósofo.
Crônica: A Poeira na Varanda.
A poeira na varanda é testemunha silenciosa de um tempo que deixou saudades.
Naquela época, a cidade era pequena, e a vizinhança era uma grande família. Todos se conheciam pelo nome e sobrenome, e os compadres e comadres se encontravam na missa de domingo.
Era um ritual sagrado, onde as famílias se reuniam para uma boa conversa, um dedo de prosa, enquanto o sol se punha no horizonte.
A cidade, com suas poucas ruas, era um lugar onde tudo estava ao alcance. Da padaria ao bolicho, do pequeno mercado à farmácia, tudo era próximo. A vida rural era pacata e cheia de simplicidade. Nos sítios e chácaras, criava-se de tudo.
O leite fresco chegava à porta, e as frutas e verduras eram colhidas no quintal, fresquinhas e saborosas.
As famílias eram grandes, compostas por avós, tios, tias, primos e padrinhos. Todos conviviam em harmonia, e aos finais de semana, a festa era certa. Sempre havia um motivo para comemorar, seja um aniversário, uma colheita farta ou simplesmente a alegria de estarem juntos.
Era um tempo de vida calma, cercas baixas e muros que não escondiam os vizinhos. Todos se cumprimentavam com um bom dia, boa tarde ou boa noite.
Hoje, resta apenas a varanda empoeirada e as memórias de um tempo que deixou saudades. A poeira, que se acumula lentamente, é um lembrete constante de que, apesar das mudanças, as lembranças daqueles dias continuam vivas no coração de quem os viveu.
