Silêncio
Na calada da noite o silencio se fez por completo. Eu vou escrevendo sobre o nada que me rodeia. No pensamento, faltam-me boas palavras para expressar,Todo o sentimento que anda morando em mim, sem a minha permissão. Meus pensamento tomão formas voão longe; de frente ao espelho,o silêncio dá seu grito. Na noite silenciosa o poeta reluta em controlar seus sentimentos mas já exausto rende-se às forças exteriores que invadem suas entranhas.Não há mais palavras a serem ditas e até os versos,ja não fazem mais sentido. Já não há mais resistência e razão e até mesmo a lógica partiu para o espaço infinito. Tudo agora é encanto em pensamento e o poeta segue sonhando com a ternura no entrelaço do abraço que lhe devolveu o entusiasmo pela vida. Boa noite.
Aprendi a maturidade com imaturos, o foco com os desfocados, o silêncio com os barulhentos, a sinceridade com os falsos, bondade com os maldosos, solidariedade com os egoístas e a coragem com preguiçosos. Por mais estranho que pareça, sou muitíssimo grato a esses instrutores.
Tú és poesia ditas no silêncio da saudade,
onde pulsa o amor e dele toda a intensidade.
Tú és os arrepios em meu corpo que arde em chamas e clama a cada encontro com teu.
Tú me faz viajar loucamente no toque de suas mãos, no abraço apertado e no doce sabor dos seus lábios ao tocares o meu.
Tú és minha loucura, minha paixão, minha louca sedução, o desejo mais profundo que tenho em meu coração.
Então, já não tenho como lutar contra esse sentimento, pois já te tenho em meu pensamento... E o que falta é você querer ser a morada do meu coração.
Eu estou aí .
Eu estou aí,
como o silêncio está na noite ,
como o som está na canção ,
suave ...
coisas tão óbvias !
Eu estou aí,
como as cores existentes nas paletas de um arco-íris ,
como as notas musicais de um instrumento ,
como um rubor de uma menina que ama ..
Eu estou aí,
como o sopro do vento em noites tempestuosas,
como as nuvens decorando o céu chuvoso,
como o sol dourando a pele em uma tarde de calor...
coisas naturais e tão óbvias...
Eu estou aí,
nas dobras de um lençol,
em um retrato disposto na cabeceira da cama,
no livro rabiscado de sentimentos , nas paredes , nas entranhas ...
Estou no cheiro ,
no toque , no papel,
Estou na velha caixa de lembranças ..
Eu estou aí,
eu estive ai,
vc esteve aqui .....
agora não mais .. coisas que eram tão óbvias !..
Bicho cerratense
é um ente telúrico,
peripatético.
Aprecia o silêncio,
na vastidão do céu :
as mutações da lua,
o caminho de estrelas
as cores do crepúsculo.
Desconfia do progresso,
foge de cidade muito grande
conturbada e ruidosa.
Lida com a tecnologia, mas
pra não cair no consumismo –
apenas o necessário.
Partidário da simplicidade
entra em shopping só pra
lembrar de quanta coisa
que a gente Não precisa.
Cultiva alguns canteiros
de flores e de amizade.
Ama os rios, córregos
florestas e nascentes.
Água cristalina
perfume de mato
árvores nativas
chapadas e arcaísmos.
para o amigo Paulo Bertran :
agora eterno, agora sonho.
Fiquei serena...
Não me exaltei...
Tentei ser mais silêncio do que eu desejara...
Fria? Não me considerei!
Sentada...
Respirei...
E com os pés debaixo da mesa...
Freei os meus monstros...
Que como humano os tenho...
Não me igualei...
Usei o timbre de voz mais suave...
Como a de um enfermo...
Que estar no leito de um hospital..
A espera da morte...
Retruquei...
Bem mais suave do que o oponente...
Que viera me cutucar...
Sorri...
Balancei a cabeça...
E suave...
Me levantei da mesa...
E com um semblante estarrecido...
Deixei a expressão no ar...
Que posso ser eu mesma...
Sem me assemelhar!
Um tolo insolente vomita palavras em arrogância
Um sábio às escuta e fica em silêncio.
A ignorância não te levas a nada
Saiba falar e saiba ouvir
Mesmo que a situação seja de forma desagradável.
Não julguem por pequenos princípios de intuição
Ninguém tem tal poder pra determinar a personalidade de uma pessoa apenas por tomar como fonte algumas conclusões
Quer realmente julgar-lhes conheça profundamente a pessoa para aí então tomar seu conceito sobre a mesma.
Rumos perdidos
Deixar as palavras seguir o seu rumo
Deixar-nos levar pelo silêncio
Talvez assim a gente proceda com aprumo
Talvez assim se evite o inútil dispêndio...
Seguindo por uma tal conduta
Orientadora dos nossos sentidos
Talvez a gente fuja de qualquer disputa
Que por força gera sempre inimigos.
As palavras rumadas são verdadeiras
Não são apenas metáforas e seus jogos
Não têm por missão ser feiticeiras
Nem o seu objetivo será atear fogos
Se cairmos no meio de uma combustão
Ainda que por instantes muito breves
As queimaduras podem ser leves
Mas deixam marcas quer a gente queira ou não.
Andarmos apressados sem nexo
É como caminhar-se à deriva
Tudo se torna tão complexo...
E a vida ainda mais opressiva
Seguindo rumos perdidos
( IV Coletânea VIAGEM PELA ESCRITA/ 2018)
Hoje o dia amanheceu cinza
A natureza chora
Os passaros no silêncio ao luto
E Tudo que era livre se prendeu a tristeza
Não silencie sentimentos!
"O silêncio ora alivia, ora sufoca."
É preciso coragem pra deixar os sentimentos transbordarem,a menos que você não tenha medo de se afogar.
Autora #Andrea_Domingues
GRILHÃO
Por que hei, desta solidão, o memorial
Por que hei, do silêncio, o chamamento
Se o caminho tem o seu início e o final
E o fado nunca é só descontentamento
Fosse possível ser apenas um ato fatal
Depois de tanto e tanto aborrecimento
A vida seria apenas passagem acidental
E no acaso não teríamos o sentimento...
Vária lembrança no tempo, nunca lento
De vias que nos parecia uma eternidade
E que nos foi reservado no esquecimento
Por que? Me encadeias sem piedade
No grilhão do vil ignoto e do tormento
No cárcere dum martírio da saudade?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25 de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SENHOR🦋
Hoje quero falar contigo no silêncio
Tu sabes que muitas vezes
Falamos muito mais em silêncio
Do que em milhares de palavras🦋
