Silêncio

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⁠Muitas vezes a insônia me agride, e no meio da noite onde o silêncio impera, faço da madrugada o meu palco, o meu trono onde posso pensar sobre tudo.
Até onde irei? Não sei! Pois foi Deus quem projetou meu destino, o meu passado me importa, porque através dele eu aprendo a viver melhor no presente. Meu futuro é incerto e sem propósitos nem tenho pra onde ir e quem seguir, mas creio que posso ser mais feliz. O mais importante de tudo é a vida, independentemente de tudo eu só quero viver em Paz e Harmonia no mundo que eu escolhi.

Silêncio


O amedrontador som do nada
A ausência do falar
Por vezes representa paz
Mas às vezes solidão


Silêncio
Tão confortável
Mas tão desconfortável


Para uns é o melhor presente
Para outros é como um beijo imprudente
Que machuca sem precedentes


Silêncio
O eterno saber do desconhecer
De quem um dia pensou entender


Por isso eu te peço
Apenas me dê…silêncio
Mas eu te suplico, só não me dê…silêncio

⁠Tem gente que vai ver você brilhar, vai admirar em silêncio, mas nunca vai admitir. Tem gente que vai acompanhar suas conquistas, vai aprender com seus passos, mas não vai te dar crédito, porque isso seria reconhecer o seu valor.

Tem gente que não suporta a sua alegria, a sua coragem de ser quem você é, e as suas vitórias. Tem gente que não vai te apoiar, mas também não vai conseguir tirar os olhos do seu caminho! Mas entenda: pessoas assim têm um papel importante. Elas nos mostram a importância de confiar em nós mesmos, de valorizar nossas próprias conquistas sem depender do aplauso dos outros.

No fim das contas, é sobre seguir em frente, com a cabeça erguida, sabendo que a maior validação vem de dentro. Continue sendo você, brilhando, conquistando, porque a sua jornada é única, e ninguém pode tirar isso de você.

Metade de mim nasceu amor.
A outra metade aprendeu a transformar sentimentos em poesia, silêncio em música e saudade em eternidade.

AMOR QUE TRANSBORDA NO SILÊNCIO


Vivo ao lado de alguém que me chama
pelo nome que o mundo conhece,
cumpro rituais de um amor que repousa,
mas meu peito… esse nunca esquece.


Ele busca outro olhar na distância,
outra voz que não ecoa aqui,
um sorriso que mora na ausência
e insiste em não me deixar partir.


Divido a vida, a mesa, o abraço,
mas o coração, teimoso, não se divide:
segue correndo por caminhos proibidos,
onde a tua lembrança ainda vive.


No toque que recebo, penso no teu,
no beijo que dou, sinto faltar o teu jeito,
e a culpa abre fendas no peito
que só tua presença fecharia, talvez.


Não é desamor o que me habita,
mas um amor que nasceu fora do tempo,
um incêndio que não pedi pra acender,
mas agora que arde… só me resta o silêncio.


E sigo assim, entre o dever e o desejo,
entre o abraço que tenho e o que sonho,
amando em segredo aquilo que nunca tive,
mas que, em mim, já se tornou um reino.

No início, o silêncio dançou,
entre o nada e o tudo se criou.
A palavra, som não dito, brotou,
e a luz oculta em faíscas brilhou.


Do ponto surgiu a linha infinita,
o Nome esculpido no tempo, bendito.
Quatro letras, sopro eterno da vida;
e no sopro, o mistério não dito.


Yod é a chama que nunca se apaga,
Hei é o ventre onde o cosmos repousa.
Vav, a ponte que une o céu e a estrada;
Hei final, a vida que floresce formosa.


Ó viajante, que busca o segredo,
no coração a chave do Todo está.
No reflexo da alma, o espelho do Éden,
e o Tetragrama em seu ser pulsará.

A lua derramava pérolas de silêncio sobre os jardins abandonados da memória. O crepúsculo bordava fios de cobre na veste fatigada do horizonte. As rosas aprendiam a morrer com a elegância das estrelas cadentes. A Via Láctea era um rio antigo escorrendo pelas veias da eternidade. O sol acendia incêndios de ouro no campo adormecido da manhã. As constelações floresciam como lírios luminosos no pomar do infinito. O tempo caminhava descalço sobre as pétalas frágeis dos instantes. A saudade possuía a cor violeta das últimas flores do verão. O vento carregava cartas invisíveis entre continentes de esquecimento. Os relógios mastigavam lentamente as migalhas douradas dos dias. A lua prata cantava sobre os ombros adormecidos da noite. As nuvens navegavam como cisnes errantes pelos mares profundos do firmamento. O amor distante era uma estrela cuja luz persistia mesmo após o desaparecimento do astro. O relógio da praça derramava minutos sobre as pedras antigas como folhas de outono levadas pelo vento. As constelações pareciam jardins suspensos florescendo nas varandas do infinito. O tempo possuía dedos pacientes que esculpiam ausências nas margens da memória. A saudade florescia entre ruínas douradas de verões esquecidos. As árvores erguiam orações verdes para as galáxias silenciosas. O sol escondia coroas de fogo entre os cabelos metálicos dos trigais. A lua era um espelho quebrado refletindo fragmentos dispersos da eternidade. As estrelas migravam lentamente pelo céu como pássaros de cristal atravessando oceanos invisíveis. O amor se afastou como um navio dissolvendo-se nas névoas dos séculos. O tempo derramava neve invisível sobre os jardins da juventude. Os relógios eram monges silenciosos celebrando a liturgia das despedidas. O vento recolhia pétalas dispersas dos calendários esquecidos. A aurora despertava sinos líquidos nos vales da esperança. As flores compreendiam aquilo que os homens raramente aceitam: toda beleza carrega em si a semente da partida. A Via Láctea brilhava como uma cor luminosa sobre a pele escura da noite. Enquanto os continentes dormiam sob mantos de sombra, as constelações velavam o repouso dos séculos. A distância estendia oceanos entre nossas mãos desencontradas. As rosas guardavam em suas pétalas o perfume de futuros que jamais floresceram. O céu escrevia poemas efêmeros com nuvens destinadas ao esquecimento. E eu permanecia imóvel sob o carvalho solitário, observando as estrelas nascerem uma a uma, como se cada luz distante fosse uma lembrança regressando dos confins da eternidade. O amor permanecia distante, mas sua luz continuava através da noite, como a luz antiga das estrelas. As flores caíam ao chão como cartas que a primavera já não podia responder. O tempo passava como um cervo branco atravessando a floresta da existência. As constelações observavam em silêncio os naufrágios do amor humano. A impermanência caminhava entre os jardinsvestida de outono na madrugada dos sonhos.

A humanidade é sempre mais interessante quando em silêncio – quando abre a boca, pode decepcionar.

Luiz Felipe Pondé
Hoje, até um arroto pode ser um ato político. Folha de S.Paulo, 31 ago. 2025.

Às vezes, a resposta que procuramos está justamente no silêncio.

Entre o Silêncio e a Luz

Há retratos que não revelam um rosto,
mas desvendam uma alma.

Na quietude de um quarto envolto em sombras suaves,
alguém ergue a câmera, não para capturar o mundo,
mas para encontrar aquilo que o mundo não vê.

O instante parece comum:
uma manhã qualquer,
um tecido repousando sobre os ombros,
a luz atravessando a janela sem fazer alarde.

Mas a beleza verdadeira nunca chega fazendo ruído;
ela se acomoda devagar nos detalhes.

Há cansaços escondidos sob a delicadeza,
histórias guardadas entre os fios dos dias,
lembranças que aprenderam a permanecer em silêncio
para não interromper o curso do tempo.

E, ainda assim, existe uma força:
uma força que não grita,
não disputa espaço,
não precisa provar nada.

Ela habita os corações que continuam a acreditar,
mesmo depois das despedidas,
mesmo após os sonhos adiados,
mesmo quando a vida exige coragem
para recomeçar sem garantias.

A lente aponta para fora,
mas acaba revelando o interior.

Porque toda mulher que aprende a sobreviver às próprias tempestades
carrega no olhar uma espécie rara de luz:
aquela que não vem do céu nem do sol,
mas das cicatrizes transformadas em sabedoria.

Talvez seja isso que torna certos momentos eternos:
não a perfeição da imagem,
mas a verdade escondida nela,
a capacidade de permanecer inteira
num mundo que tantas vezes tenta fragmentá‑la.

E enquanto o tempo segue seu caminho inevitável,
ela permanece ali, entre o silêncio e a luz:
colecionando instantes,
costurando esperanças,
transformando ausências em poesia.

Porque algumas pessoas não atravessam a vida apenas vivendo,
elas atravessam‑na iluminando.
E, sem perceber, tornam‑se a mais bela fotografia
que o próprio destino foi capaz de revelar.

Faça isso todo dia: fique em silêncio e respire fundo. Solte o ar devagar, feche os olhos e deixe de lado medos e preocupações. Dê chance à sua paz.
Ajude os outros sem medo. O que importa é quem você é, mesmo que ninguém ligue. Atitudes simples melhoram sua vida.
Você nunca sabe o que uma ação pode trazer. Mas, se não fizer nada, nada acontece. Compartilhe essa ideia.

Alexandre Sefardi

Carrego em mim palavras não ditas,
guardadas no silêncio de um olhar.
Promessas esquecidas ou perdidas,
que podem fazer sorrir ou chorar,
ou até florescer no ar.


Carrego rabiscos sem destino,
tímidos, sem coragem de sair.
Esperam virar traço e caminho,
virar cor para o mundo construir,
e alguém poder sentir.


Carrego canções ainda caladas,
vivendo em perguntas sem fim.
Leves melodias, meio guardadas,
que passam e voltam em mim,
e fazem o dia assim.

[Emudecência]


O silêncio é sábia companhia.
Quem fala muito,
Acaba falando demais.


17/06/23
Michel F.M.

Falando calado, enxergando sem ver, ouvindo o silêncio, caminhando parado acompanhado estando sozinho, sem sentir a dor no vazio que ecoa, angústia não voa aporta no ser, não foi sem querer não pago pra ver, pensando quietinho bem no meu cantinho isolado sozinho não vou aguentar ninguém a falar vou me calar.
CJR
@claudioribcjr

Nossas bocas conversam em silêncio, enquanto nossas línguas se tocam.

A brasa acesa consome a noite fria, enquanto o teu silêncio me devora por inteiro. O amor que ontem nos aquecia hoje é apenas fumaça no cinzeiro.


Resta o filtro marcado pelo teu beijo, o gosto amargo que ficou na minha boca. Sufoco em tragos o que ainda desejo, nesta moldura de solidão tão louca.


A fumaça desenha o teu contorno no ar, mas se desfaz antes que eu possa tocar. És o vício que insiste em me queimar, a ferida aberta que não quer fechar.


Viro a cinza da nossa história no chão, enlatado no peito um adeus que não consolo. Apago o cigarro com a palma da mão, e no escuro do quarto, sozinho, desabo.

E por se calarem os bons, os justos parecem pela espada dos injustos…
e pelo silêncio cúmplice de quem poderia ter dito e/ou feito algo.

Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.
—
Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.
—
Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.
—
Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.
—
Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.

Chega desse silencio indeciso que me faz quedar em uma espera incerta, de uma certeza ausente, enquanto em mim cresce um turbilhão de pensamento indagativo sem resposta que lhe acomodem a impressão.
Chega dessa espera, que, já não tolera as mãos atadas sem solução, os pés parados plantados, estáticos em vão:
Chega da hipocrisia da alma vazia que deprime o íntimo;
Chegue-se exuberante, sorrindo radiante, numa noite fria. trazendo a alegria de velhos amantes que tornam a amar…

"Intensidade"
Inspirado em Clarice Lispector


Dizer muito em silêncio
Se espremer pra não gritar na intensidade desesperadora que me aquieta a voz
E minhas únicas palavras são neutras em versos que se equilibram em poemas
Só papel e tinta e muito dos meus sentimentos
Do meu silêncio.


Marcio Melo