Silêncio
Ao escurecer, a brisa da noite me abraça em silêncio, fazendo com que meu corpo entre em estado de descanso, e minh'alma envolve meu coração nostalgico levando-o a um flash back de momentos felizes vivído, passado e jamais revivido. Dormir e sonhar seria o unico meio de me transportar a esse passado gostoso, mas depois tem o acordar e a realidade voltar, melhor não dormir, melhor não sonhar. Ah! melhor deixar pra lá.
Boldane A. Cordeiro
Nunca imaginei que tristeza, solidão e silencio falassem tão alto ou mais que alto falantes
É impressionante o quanto dói infinitamente mais o que não corta ou fere seu corpo mas o que aprisiona a sua alma
Talvez o silêncio seja a melhor opção, mas quem disse que consigo ficar um dia sem pensar em você? Sem imaginar nós dois juntos, sem te amar... Odeio esperar, o que fazer se nada mais depende de mim e se já estraguei tudo de novo? O que fazer se devo desistir, esquecer e não consigo?
O inimigo fechou meu caminho e eu encontrei uma solução.Em silêncio subir escadas na força da imaginação para conversar com DEUS,DEUS logo me respondeu ,abrindo o caminho
Caçando as palavras mais lindas para te falar, as que eu encontro em um silêncio do olhar, no meio do horizonte, na imensidão do amor...
"Eles fazem amor"
Eles são iguais
Na medida em que se desigualam
O silêncio
Em que, sem querer, falam
Não diz nada além do que, sem querer, pensam
Eles são respostas
De perguntas que não precisam ser feitas
Eles fazem amor
Eles não tem duvidas
Que toda certeza traz um pouco de insegurança
Ele faz musica, ela dança
Eles fazem amor
E vem...
Os olhos mirando o bloquinho, sou zanho, sou zen, sozinho. Quebrou-se o silêncio, no barulho do meu copo, o gelo frenético batendo no fino e fanho vidro, ao ser mexido pelo dedo. E vem o convite à escrita...
O verbo naufraga em silêncio
[como de costume]
E eu, avessa a tudo
Levo comigo o cofre com os meus sete desejos
Não há vírgulas enquanto sigo viagem
Há um único e maldito parágrafo
Que grita sem misericórdia!
E eu! Eu hemorrágica!
Nada estanca os delitos
Que saem das minhas veias rompidas
Confesso meus homicídios, mas não peço perdão
Há lacunas, há culpa, há sulcos em minha testa
(e há vultos passeando pela minha sala)
Tempo, tempo, tempo
Lembro salmos, provérbios, versículos
Percebo que desenho minha própria caricatura
[e não vejo graça alguma]
Continuo sangrando e quase desfaleço
Apresento os polos da minha versatilidade
Enquanto volto atrás e lembro-me que azar também é palavra
(mas que não se pronuncia)
Tento a sorte, então
E pergunto por deus...
[que mudou de endereço faz tempo]
Vê, Senhor, o meu olhar de súplica!
Trarias de volta a alegria da minha inocência???
E minha alma? Levaria de vez contigo?
Resgata-me com teus tentáculos de piedade
Ou,
Marca pra mim uma audiência com Cristo
Fala que sou poeta.
E desejo que ele escreva o prefácio do meu livro
Livro da Morte
Onde falo das minhas únicas certezas:
Do fim
Da decomposição da matéria
Dos ossos secos
Das minhas mentiras atenuadas pela licença poética
Ai de mim! Ai de mim!
No Livro da Morte
É onde escondo o meu vocabulário chulo
E os meus medos, os meus enganos, e todo esse meu ódio por ser volátil!
E por estar em um caminho sem volta
Mas há consolo, mas há poesia, mas há canções de amor por toda a parte
Então prossigo
Naufragando com um meio sorriso
Vou reticente...
Sempre.
Até achar o ponto.
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