Seus Devaneios
Devaneios
Caminhando pela praia, sinto a suavidade da areia sob meus pés. O vento brinca com meus cabelos enquanto nossos olhares se encontram. Observo cada gesto teu com profunda emoção, capturando tua expressão no retrato que guardo comigo. De mãos dadas, trocamos ternuras, e a umidade dos lábios denota palavras não ditas, que se perdem no silêncio da brisa marinha. Apenas os murmúrios do mar testemunham nossa presença. O dia se torna uma extensão de nossa própria pele... Ah, doce vida!
Em meus devaneios poéticos, sempre ouço meu eu lírico dizer: _Toma mais esta dose de versos, que passa!
Devaneios em mim
É certo que tentei falar,
tentei falar com a lua,
mas ela, tão longe,
... pôde ouvir não.
Tentei alcançar uma estrela,
dessas que vivem ainda,
mas ela, tão longe,
... pôde ouvir não.
Tentei acompanhar o riacho,
mas tanto ele corria...
que não pôde ouvir não.
Tentei falar ao passarinho,
mas ele tanto cantava,
que não pôde ouvir não.
Então falei para mim,
falei, ouvi e parei...
então percebi, senti
sorri... estou aqui.
A poesia nos põe o pensamento nas nuvens,
vem os versos, devaneios a mil por hora,
muitos não entendem essa arte. Na verdade é válvula de escape para o poeta que se não a traduzir sufocará sem demora.
Passando como nuvem
sem destino,
em devaneios vagando
pelo ar
Apenas em leveza,
a vida levando,
também deixando a vida
me levar
No coração,
sentimentos, palavras, melodia,
ecos que soam
gritos alegres ou nostalgia,
mas com certeza,
compondo o que percebe
em poesia
Puxei o fio do tempo
desde o início,
nele recordei, teci devaneios,
vi onde pintei quadros, sóis e luas,
sempre buscando saber o fim
Estiquei também o pensamento,
imaginei caminhos não trilhados
o tempo sorriu para mim,
mostrou quem é mais forte
deixou vislumbrar o que não tinha percebido,
que pensava ser sonho,
mas num clarão real
vi que você, a seu modo,
sempre esteve,
nesse fio do tempo
ao meu lado...
...
Quantos silêncios
moram em uma árvore?
Até as pedras
contam histórias
devaneios de fim de tarde.
DEVANEIOS:
Sozinho, em meu quarto estou
A janela entre aberta seduz a brisa fria
A entrar
Sobre a platina está
O cálice já embriagado com o licor
Que faz acalmar
O orvalho da madrugada fria
Sucumbe em meu corpo nu
E me faz despertar
A aurora já adentra
As frestas da janela que não mais
Entre aberta está
Meu corpo ainda moribundo
De uma noite ébria
Me faz delirar
Procuro-te ao meu lado
Não tenho teu corpo febril
A me deleitar
Assim desperto
Para mais um dia em devaneios
Me embriagar.
Te amo tanto, nos amamos tanto.
Só quero que seja sempre assim: sem pausas, sem devaneios, sem o peso do medo ou da desconfiança.
Só o que é leve, só o que é verdadeiro, só esse sentir que transborda quando estamos juntos e que nos basta.
"Ah, coração vadio e sem juízo...
Sempre em devaneios
e sonhos de amor...
Sem se importar em me causar dor...
Parece não saber que Ele sou Eu!"
Haredita Angel
09.03.13
Embriago-me
tanto com vinho
quanto com café.
Entro em devaneios
em busca dos fins,
razão que justifique
ambos os meios.
É a poesia que sempre
me salva, nela encontro
abrigo. Não importa se bebo água,
ou tomo vinho,
ou se como as sobras
do pão dormido
Estranho Medo
Escrevo agora sobre angústia e solidão,
Antes descrevia amor, sonhos e devaneios,
Estranho certas coisas, pois estranha é a decepção,
Tristes são as páginas do diário, nem sei o que anseio.
Estranho medo, esse que de repente chegou pra ficar,
A estranheza mais profunda que um ser pode ter,
Estranho até a alegria que vem e vai sem avisar,
Me diga alegria, o motivo de ir, me explique o porquê.
Coração sangra, grita em meio as decepções,
Murmurar num adianta, nem devolve a certeza de outrora,
Certeza que iria acalmar esse turbilhão de emoções,
Estranho medo, que trouxe pesadelos para esse homem que chora.
As palavras me fogem quando mais delas preciso,
Me fugiu a alegria, causando-me imenso pavor,
Onde está ó esperança? Devolva-me o precioso sorriso,
Estranho medo que me faz estranhar até mesmo o amor.
Tenho tanto dentro de mim, queria ser muitas.
Em meus devaneios, me pego a flutuar, e a imaginar a vida que está a me esperar...
Sou seu mocinho ou seu bandido...
Eu sou o caos que te acalmou...
Sou o exílio dos teus sonhos perdidos..
Quem sabe a fuga da sua própria dor...
Posso ser o medo que te entrega o beijo...
E a coragem que te refaz no olhar...
Sou o teu ódio ,a sina perfeita...
Eu sou o delírio que te faz Amar!
Ao som do badolim se guarda memórias e se encontra no seu lugar, enquanto se rompe a madrugada e a vida continua assim.
Solidão
Por vezes odiada e temida
Se faz presente e companheira com seu silêncio assustador.
Por poucos desejada e procurada
Se faz ausente e foge indolente deixando pra trás sofrimento e dor.
Decifra-me ou te devoro...
Decifra-me e te devoro mesmo assim!
CORPORE
Tudo começou numa tarde de sábado.
Tinha agendado um atendimento no seu espaço.
Ainda me lembro de cada movimento e palavras trocadas.
A energia que circulava no ambiente e aquela luz, que parecia uma sessão de cromoterapia.
Muitas coisa foram ditas que alcançou uma profundidade na qual eu não sabia que era possível.
Solidão, bem, oportunidade, rasteira, oportunismo, família e outras coisa que não podem ser ditas.
Acabei no meio do caminho desejando um relacionamento que talvez nesta vida não se concretize, mas na próxima quem sabe.
Não pude me despedir de uma maneira adequada, mas logo te encontrarei no caminhar da minha estrada.
THIAGO RIBEIRO DOS SANTOS
02/08/2020
