Sertão

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Caatinga espinhenta
Que arrebata o obstinado espírito
Do vaqueiro empinado de olhar empírito
Aboiando triste o magrelo barbatão

Caatinga malvada
Que açoita o espinhaço calejado
Do caboclo obstinado
Em morrer pelo seu mórbido sertão

Caatinga bravia
Que o tempo e a vida desafia
Impávida de decadente e ousada teimosia
Que não morre pela falta d'água fria
E nem se entrega ao sol ardente do meio dia

Caatinga sem noção
Que fura o olho do desavisado
E enlaça o valente de coração apaixonado
Com tamanho luar que atenua a valentia sem razão

Caatinga desalmada
Que abriga a alma perdida na desolação
E oculta o mistério do espectro fujão
Extinto da incrédula civilização

Caatinga estranha
De morredouro existir
Que ora parece deixar de viver
E de súbito volta a reluzir

O Cowboy e a Universitaria
Galassi
Composição: galassi

Sou cowboy la do sertão
Trago no meu coração
Sonhos pra conquistar
Muitos trofeus na estante
Dinheiro, fama e um berrante
Pra poder me orgulhar
E pra minha vida solitária
O amor de uma universitaria
Do ultimo vestibular

Minha história meu amigo
Vem de um passado antigo
Que eu posso explicar,
Quando um amor adolescente
Foi desfeito prematuramente
Pra que ela pudesse estudar
A trouxeram pra esta cidade
E hoje nesta universidade
Sei que ela vai estar

Teve festa no educandário
E um rodeio universitario
La foi se realizar
Este cowboy errante
Que nunca foi estudante
La foi se matricular
Vencendo recebi a medalha
Das mãos da universitaria
Do ultimo vestibular

Indagaram me no instante
Se o trofeu era importante
E qual seria meu destino
Troco trofeu, fama e riqueza
Pelo amor desta princesa
Que amo desde menino
Volto pro sertão feliz
Com o trofeu que eu sempre quis
Que ela ela do melado

Sou cowboy la do sertão
Levo no meu coração
Os sonhos que conquistei
Na garupa a medalha
A garota universitaria
A mulher que sempre amei
Pra viver sempre comigo
Esta é minha história amigo
Que acabo de contar.

⁠Seria eu o sertão? De solo árido batido quebradiço
Terra sofrida
E poucos pássaros por aqui hão de cantar
Mas a questão é, oque a fez se encantar
Por tamanha e devasta terra que chamo de lar
Não sei, mas o teu caminhar
Faz dos sulcos da terra água brotar
E o verde começa a espalhar
Logo aparecem os rouxinóis a cantar suas melodias pelo ar
Árvores a crescer, onde fará ninho o sabiá
Talvez tamanha mudança seja feita de amor?
Tenho certeza que sim!
E logo a terra devastada, se torna vasta e densa de vida
Que tu trouxe, e logo parto contigo
Rumo ao infinito
Duas ararinhas vermelhas a voar
Os céus a desbravar, e seguindo as estrelas a nos guiar
E lá vamos
Juntos
Eternos amantes a voar
Eternamente se amar
E ver aos poucos a vida brotar

⁠SERTÃO!

No meu sertão irrigado
de tudo brota no chão
tomate tem de bocado
coentro, alface e agrião
cebola tem no roçado
e tudo vai pro mercado
em troca Deus dá o pão.

SERTANEJO FORTE

⁠Sob o sol ardente do sertão vasto,
Vidas resistem no calor nefasto.
A terra seca, chão de batalha,
Que o povo abraça, enfrenta e trabalha.

Na dureza do solo, desponta a esperança,
É no suor do rosto que brota a confiança.
Homens e mulheres, de fibra, valentes,
Carregam nos olhos histórias latentes.

Quando a chuva cai, milagrosa e rara,
O solo se renova, a alegria dispara.
A terra fértil transforma-se em festa,
Floresce a vida, a natureza se manifesta.

No sertão árido, o verde renasce,
O coração do nordestino se aquece.
E entre risos e preces, o sertanejo forte,
Celebra a vida, dança com a sorte.

⁠Saga de Zé do Chapéu: Um Conto de Amor e Superação no Sertão

No sertão do Nordeste, onde o sol brilha forte,
Há um conto que se conta com amor e sorte.
Era uma vez um vaqueiro valente e audaz,
Chamado Zé do Chapéu, com seu jeito sagaz.
Zé do Chapéu montava seu cavalo alazão,
Percorrendo as caatingas, sem medo ou hesitação.
Com sua sanfona a tiracolo, soltava um cantar,
Enquanto os pássaros faziam coro a voar.
Ele era um verdadeiro matuto sertanejo,
Conhecia os segredos de cada riacho e brejo.
Seu coração era grande, cheio de compaixão,
Ajudava os mais pobres sem pedir contraprestação.
Certo dia, Zé do Chapéu ouviu um lamento,
Vindo de uma moça, com semblante sofrimento.
Era a bela Maria, a flor do sertão,
Com os olhos marejados e o coração em aflição.
Maria tinha um sonho de ver a chuva cair,
Para saciar a sede e o chão ressurgir.
Mas a seca castigava a terra impiedosamente,
E o desespero tomava conta de sua mente.
Zé do Chapéu, com sua bondade sem igual,
Decidiu ajudar Maria a realizar seu ideal.
Juntos, partiram em busca de um cangaceiro,
Conhecido como Lampião, o rei do cativeiro.
No caminho, enfrentaram perigos e desafios,
Cactos espinhosos e animais vadios.
Mas Zé do Chapéu, com seu jeito esperto,
Desviava dos perigos, sempre alerto.
Ao chegar ao esconderijo de Lampião,
Foram recebidos com desconfiança e indignação.
Mas Zé do Chapéu explicou sua missão,
Trazer a chuva para salvar a população.
Lampião, com seu olhar astuto e experiente,
Aceitou ajudar, movido pela causa urgente.
Reuniu seus cangaceiros, valentes e destemidos,
E juntos, partiram em uma missão de heróis intrépidos.
Com suas armas e coragem, enfrentaram o céu,
Atirando para o alto, buscando romper o véu.
E a chuva veio, como um milagre do sertão,
Lavando a terra seca e trazendo a renovação.
Maria sorriu, agradecida e emocionada,
A seca havia partido, a esperança estava restabelecida.
Zé do Chapéu, com sua valentia e compaixão,
Tornou-se o herói do sertão, amado por toda a nação.
Assim, o conto nordestino chega ao seu fim,
Com Zé do Chapéu e Maria, em um abraço enfim.
A força do sertanejo, a resiliência sem igual,
Marcando uma história de amor e superação no local.

⁠No rosto tem o sorriso
sem negar de onde veio
nossa terra é o paraíso
e o sertão é nosso meio
e o nordestino inciso
pode tá de bolso liso
mas a bucho vive cheio.

O sertão nordestino era como um colírio para os meus olhos, sempre pronto alimentar a minha alma. O povo humilde e sempre bem disposto, que a fim da tarde se sentavam nas esplanadas dos bares para beberem e rirem das suas vidas tão sofridas.

⁠O dizido das horas no Sertão por Jessier Quirino
Para o sertanejo antigo,
O ponteirar do relógio,
De hora em hora, a passar,
Da escurecença da noite,
À solnascença do dia,
É dizido, ao jeito deles,
No mais puro boquejar:
Se diz até que os bichos,
Galo, nambu, jumento,
Sabe as hora anunciar!
Uma hora da manhã,
Primeiro canto do galo.
Quando chega duas horas,
Segundo galo, a cantar.
Às três, se diz madrugada,
Às quatro, madrugadinha,
Ou o galo a miudar!
Às cinco, é o cagar dos pintos,
Ou, mesmo, o quebrar da barra.
Quando é chegada seis horas,
Se diz: o sol já de fora,
Cor de Crush, foi-se embora…
E tome o dia, a calorar!
Sete horas da manhã
É uma braça de sol.
O sol alto é oito em ponto,
O feijão tá quase pronto
E já borbulha o mungunzá!
Sendo verão, ou, se chove,
Ponteiro bateu as nove…
É hora de almoçar!
Às dez é almoço tarde,
Pra quem vem do labutar.
Se o burro dá onze horas,
Diz: quase mei dia em ponto!
Às doze é o sol a pino,
Ou o pino do meio dia.
O suor desce de pia,
Sertão quente, de torá!
Daí pa frente, o dizido,
Ao invés de treze horas,
Se diz: o pender do sol.
Viração da tarde é duas,
Quando é três, é tarde cedo,
Às quatro, é detardezinha,
Hora branda, sem calor.
O sol perde a cor de zinco
Quando vai chegando às cinco,
Roda do sol… a se por!
Às seis é o por do sol,
Ou hora da Ave Maria.
Dezenove, ou sete horas,
Se diz que é pelos cafús.
Às oito, boca da noite,
Lá pras nove, é noite tarde,
Às dez, é a hora velha,
Ou a hora da visage!
É quando o povo vê alma,
Nos escuros do lugar.
É horona pirigosa,
Fantasmenta e assustosa,
Pro cabra se estupefar!
Às onze, é o frião da noite,
É Sertão velho, a gelar,
Meia noite é meia noite
E acabou-se o versejar.
Mais um dia foi-se embora
E, assim, é dizida as horas
Neste velho linguajar!

⁠A chuva no sertão

Faz tempo que não via,
a chuva cair sem parar,
vendo a terra encharcada
sem o sol avistar.

E no sertão se faz festa,
quando esverdeia a plantação,
e quando saía a dor cinza,
nós dava pulos de emoção.

Porquê não há nada mais lindo,
do que ver todos os meninos,
se molhando no terreirão,
até os véios virava menino,
naquela grande diversão.

Hoje é assim que me sinto,
então pra chuva partindo,
pulando, correndo e sorrindo,
Agradecendo e me divertindo.

Porquê fazia tempo que aqui
não chovia tanto para molhar o chão.

Bom mesmo é ter com quem jogar xadrez,com as⁠ estrelas do céu nas noites do sertão.

⁠Hoje é o seu dia,
Minha princesa do sertão,
Deusa da minha vida,
Filha do meu coração.

⁠Boi com sede no sertão,
É de partir o coração,

Ver os quarto arriar,
Sem um pingo de água pra dar,

Ver o bicho chorar,
E não ter como consolar,

Ver tanto lugar com água a fartar,
E tanta gente a desperdiçar..

Lá e cá

No sertão a vida é assim
é desse jeito seu moço
há dias que brota capim
as vezes já seca o poço
no meio desse descarne
um dia se come a carne
no outro só rói o osso.

Nordeste verde!

Muita gente ainda acredita
que o nordeste é só sertão
que a seca braba é infinita
e não escapa uma região
mas essa terra é tão bonita
que até mesmo quem visita
quer ficar mais que o verão!

Anoitecer no sertão!

No sertão é uma barra
ao chegar do fim do dia
a porteira a gente amarra
na cocheira guarda a cria
e na noite não tem farra
no silêncio só a cigarra
é quem faz a cantoria.

No sertão!

Cedo a gente se levanta
seja o dia bom ou ruim
cada passarinho que canta
nasce uma flor nesse jardim
entre o almoço e a janta
a comida não é tanta
mas a honestidade sim!

Festa Junina

Prá dançar quadria no sertão é mais mió
sanfoneiro e violeiro tomam conta do forró
não precisa orquestra pra animar a festa
o fungado da sanfona vai-se até o nascer do sol(bis)

Piriri piriri piriri
Toca o fole na palhoça
piriri piriri piriri
como é bom São João na roça(bis)

O NORDESTE É BEM MAIS...

Nesse mundo de beleza,
De sertão e chão rachado.
O humor nasceu aqui
É aqui que vivem os apaixonados,
É nesse mundo nordeste
Que o sol fez seu achado.

Grandes praias paraíso
É o calor do nordestino,
Praias de enormes belezas
Que desperta em todos o fascino.
Conhecer o meu nordeste
Com certeza é o seu destino.

Das praias aos lençóis
Tudo é belo de morrer,
Nas cachoeiras do Maranhão
Veja o sol a nascer
Trazendo brilho e energia
Pra todos e pra você.

Lá no Maranhão também
Temos os índios e os cocais,
O bumba-meu-boi tradição
E no litoral os corais,
E nas matas maranhenses
Muitos tipos de animais.

O humor se apresenta
Lá mesmo no Ceará,
É o berço dos humoristas
Não tem como duvidar
A alegria esta no sangue
Do povo que vive lá.

No Rio Grande do Norte
O que é belo e natural
E indispensável a todos
É o nosso saboroso sal
Que alimenta o Brasil
Do interior a capital.

No Piauí podemos
A nossa história conhecer
Com as pinturas rupestres
Que se apresentam a você,
Mostra a arte do passado
Para podermos entender...

Sergipe e Alagoas encantam
Com suas praias de calor,
Com suas belezas naturais,
Com o amor que acumulou
E tudo isso com alegria
Com sol e muito sabor.

Na Bahia do axé
De alegria sem igual
Vive o povo mais feliz
De todo o nosso litoral
Que festeja o ano todo
Nosso lindo carnaval.

Em Olinda no Pernambuco
A arquitetura se apresenta,
Em período de carnaval
A alegria sempre aumenta,
De Olinda a Recife
De frevo o povo se alimenta.

A Paraíba é nordeste
E não fica fora não
É referencia nas festas juninas,
Campina faz o maior São João
É festa e muita alegria
Acompanhado do sabor do sertão.

Então por que ficar
Sozinho ai pensando?
Venha logo pro Nordeste
E vá se emocionando,
Venha pro São João
E já venha festejando.

Pois o Nordeste é bem mais
Que fome e chão rachado,
Temos muito mais
Que caatinga e cerrado
Temos um povo do bem,
O caboclo arretado.

Chega de estereotipo
E de preconceito também
Somos pobres e também ricos,
Do mal e também do bem,
Pois o povo nordestino
É brasileiro Também.

Gosto de moda de viola e das coisas do sertão;
Gosto de pessoas simples que tenham educação;
Cuidar da natureza é a minha profissão e a minha paixão;
Gosto de mulher bonita que tenha simpatia e muita dedicação;
Gosto de falar de amor e das coisas do coração.

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