Frases do Sertão que vão tocar fundo na alma nordestina

📚 Um convite para descobrir a poesia do cordel...


Você já imaginou viajar pelo sertão sem sair do lugar?


"Cordel de Primeira Viagem: : estudantes em sua estreia literária pelo sertão encantado da cultura nordestina" reúne produções de estudantes que deram seus primeiros passos na literatura de cordel, revelando criatividade, sensibilidade e um encontro encantador com a riqueza da cultura nordestina.


Cada página celebra a força da palavra, da tradição oral e da imaginação, mostrando que todo grande escritor começa com a coragem de escrever sua primeira história.


Você está convidado a embarcar nessa leitura e a se deixar encantar pelos versos, pelos personagens e pela beleza de um dos mais importantes patrimônios da cultura brasileira.


Boa leitura!


Disponível para download gratuito em:https://janimedeiroseducacao.com.br/

O sabiá do sertão
faz coisa que me comove:
passa três meses cantando
e sem cantar passa nove,
como que se preparando,
pra só cantar quando chove!

O sertão é terra de magias e de mistérios que só Deus explica e isso se ratifica, principalmente, através das ações das rezadeiras, benzedeiras, envultadores, encantadores, mestres juremeiros, pajés, curandeiros, etc.

Os pingos da chuva que driblam a seca no sertão são resultantes do nosso povo em constante oração.

As Cores do Sertão do Apodi


O azul das águas de nossa lagoa realça o cinza da caatinga;

O verde de nossa vegetação contrasta com a epiderme dos povos originários;

O chumbo de nosso lajedo suplanta a cal branca de sua degradação;

O amarelo de nossas riquezas enaltece a fartura de nossa região;

A terracota de nossa argila enrijece a luta de nosso povo;

O colorido de nossa fauna sarapinta a miscigenação de nossa gente;

O vermelho do poente incendeia o horizonte de nossa chapada;

O laranja do entardecer aquece os sonhos que resistem ao tempo;

O dourado do sol castiga e, ainda assim, fecunda a resistência;

Nossa água mineral sacia a sede, sustenta nosso lugar e renova as cores vivas de nossa terra.

O cangaço marca a história que o tempo guardou, a arte que o sertão reinventou e a cultura que o Nordeste eternizou, revelando a resistência de um povo em meio às lutas, aos conflitos e às invasões que atravessaram um tempo de coragem, violência e contradições.

Sogra e sertão!


É a chegada...
É o abraço amigo.
É a coalhada, filhós e pão.
É o café quentinho
É o anjo em ação.


É a noite...
É a conversa no terreiro.
É o chá de capim limão.


É o sono...
É a rede na sala.
É o lençol limpinho.
É o cheiro bom do sabão.


É a partida...
É o doce, a manteiga, o capão, e os ovos na lata com feijão.


É o amor envolvido na caixa de papelão.
Isso é sogra!
Isso é sertão!
Haredita Angel
28.03.17

"Na seca, toda a vegetação do sertão perde a folha, perde a flor. Vai embora a beleza, mas fica a vida esperando o próximo inverno para tudo, de novo, recomeçar

A Paraíba também é um local para amar

Seja no sertão ou no mar,

Contigo quero passear

De mãos dadas no Pavilhão do Chá.



Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá

Quero você agarrado na minha cintura,

Indo muito além do forrozar

Vamos juntos namorar...



Eis-me aqui, e você aí

Dá até para escrever uma letra de forró,

Quando você não está aqui

Porque foi na Paraíba que eu te conheci.



Não existe o 'cedo', e nunca é tarde

Para amar sempre existe tempo,

Aos poucos vamos nos aproximando

Por causa desse amor que está florescendo...

Esperar pra ficar com você, é como esperar uma tempestade no sertão nordestino, mas como acredito esperarei ate o fim.

Inserida por alicecastrovini

Olhos de sertão:
Nunca mais
Choveram.

Inserida por VanessaCarvalhoo

Os retirantes caminham
Pelo vasto sertão.
Olhando para o céu
Esperam
Que o azul caia no chão.

Inserida por VanessaCarvalhoo

Chuva no sertão tem um quê de honestidade.

Inserida por Jeno

SP: de Sertão

É, pão custa,
custa caro o 'p' de peão,
o 'e' de escola [, ou de isqueiro
todo um 's' de sertão
o 'a' de "Ah, você não!"
E aquela 'cola' de mundo moderno
que não vou assumir,
Eu uso terno!

Inserida por yang_writer

O sertão nordestino nunca vai acordar do pesadelo da fome porque os políticos brasileiros "dormem eternamente em berço esplêndido".

Inserida por lucemio

AVE,ROSA E O SERTÃO NOSSO DE CADA DIA


O mês de julho foi testemunha do aniversário de 50 anos do lançamento de Grande Sertão: Veredas. Há 50 anos, portanto, temos a ventura de conviver com uma leitura que encerra um universo aberto, que abre um universo cerrado, numa ambigüidade do mestre que sempre ensina mas que, "de repente, aprende". Será possível medir o que significou para a literatura brasileira o advento desse alentado deleitado romance, ousado na linguagem, na temática, na abordagem e na construção?
Linha a linha, mestre Rosa constrói no diapasão da metalinguagem uma história de amor, recheada da sabedoria cabocla, com a fina observação do homem, do espaço e de como um vice-versamente interfere sobre o outro. Grande Sertão: Veredas é um inspirado questionamento do íntimo de cada pessoa humana que é toda pessoa humana. Pois se o sertão está dentro de cada um, e se o sertão é o mundo, então o mundo inteiro está dentro de cada pessoa. A universalização das individualidades ganha o seu complementar contrário na individualização dos universos. E aí está a riqueza de Rosa: o sertão é a cidade, a cidade é o sertão, ambos são o mundo, e o homem está em todo lugar. Dúvidas e certezas, conflitos e convergências, ficam mescladas na natureza de cada homem. A sabedoria só era cabocla por causa da intenção de registrar a poética do falar sertanejo, mas pode ser vista como a sabedoria de cada homem que é todo homem, e que cabe em qualquer lugar, não só em Minas Gerais.
Guimarães Rosa construía cada obra de dentro para fora. Era ele assimilando o mundo e devolvendo o que enxergou, sob a forma de narrativas trabalhadas.
Como bom narrador, Guimarães Rosa está, ele mesmo, dentro do romance. Observa, de dentro, no tremer da luta, as situações e as almas. Ele é, por exemplo, o interlocutor de Riobaldo, o misterioso ouvinte, que ouve o relato do guerreiro e a sua travessia pelo caráter do sertanejo.
Como bom narrador, Guimarães Rosa está dentro de outra história, como o menino piticego que ganha óculos e aí sim começa a enxergar o mundo, a vida. Nova travessia.
Como bom narrador, Guimarães Rosa está testemunhando tudo, postado na terceira margem do rio, vendo o viver e o esperar de pai, filho e espírito santo, na trilogia da religiosidade barroca. Travessia, outra vez.
São histórias outras e simultaneamente as mesmas, enredadas como corpos, nos bailes das Gerais. Todas as histórias, seja num livro ou em outros, são veredas que deságuam num mesmo rio grande, em viagem grandota como a de Mário de Andrade.
Conheci pessoas que conheceram o mestre Rosa, e que me falavam do jeito acanhado desse mineiro do burgo do coração. Contavam de como ele, muito míope, apertava bastante os olhos para ver melhor o interlocutor. Querendo ver, "eu queria decifrar as coisas que são importantes. E estou contando não é uma vida de sertanejo, seja se for jagunço, mas a matéria vertente."
Matéria vertente é a matéria fundamental, a vida, a origem da vida, o bem e o mal, os contrastes do físico e do metafísico. É sobre isso que meditou o Joãozito. Para, depois, dividir conosco, seus leitores, o que resolveu contar. Não sem sofrer, porque a criação é trabalhosa. "Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas - de fazer balance, de se remexerem dos lugares."
As coisas mudam de lugar na memória da gente. Ganham uma certa névoa de esquecimento, que perturba a limpidez da lembrança. Mas, em nossa memória coletiva, João Guimarães Rosa tem lugar certo, cristalino e bom. Bem no pedestal, onde ficam os melhores.



(Artigo publicado na edição de número 97 do Jornal das Letras)

Inserida por fraseschalita

Olha a chuva, pingos tão caindo, formando poças d'água.
O sertão ta sorrindo, as flores se abrindo, os pássaros tão
cantando, o seco virou verde, os animais tão dançando.
Olha a chuva, sente o frio !

Inserida por LeoniaTeixeira

"Sobre o mar de Conselheiro
Nas cantigas de Gonzaga
Dos incriveis brasileiros
com o sertão dentro da alma"

Inserida por Geivison

Neva no sertão,
o som do cincerro avisa:
Tropa vem aí.

Inserida por antoniocabralfilhoha

Não conhece o mar,
sequer o fluxo das águas:
Homem do sertão.

Inserida por antoniocabralfilhoha