Frases do Sertão que vão tocar fundo na alma nordestina
A chuva caiu, molhou a terra tão sedenta, trouxe o verde novamente ao sertão, alegrou a vida do retirante, renovou esperanças até no amor, revestiu nossa alma do mais puro frescor. Sinônimo bençãos hoje em dia e também antigamente, fez a relva em brota nova renascer. Bela chuva, doce chuva, traga-nos mais sonhos, novos e antigos, renove nossa esperança, devolva-nos a doce lembrança. Ah chuva, doce chuva, vem... Nos queira bem em qualquer instante, lave nossa alma da secura de amor,refrigere o calor nos pesadelos sem paixão... Devolva-nos todos os sonhos que já vivemos, leva-nos no seu canto, na sua melodia, que um dia, o amor totalmente embalou. Traga-nos o abraço acalorado da paixão ao nosso sonho, que hoje em dia tanto insiste em não mais voltar... Ah chuva! Doce chuva, onde você foi? Ah sonho, belo sonho! Quando vai voltar? Enquanto apenas em lágrimas brotar, na terra, tenaz secura ainda haverá. Cada dia sem amor, no silêncio da madrugada, sempre alguém irá chorar...
Como é lindo o meu sertão
Que me deixa fascinado,
Guardo no meu coração
As lembranças do passado.
Lembro das estrelas deixando o céu tão bonito
Um show de constelação
Iluminava o meu sertão querido.
Lembro do bem-te-vi
E também do sabiá,
Eu fico pensando aqui
Quando é que eu vou voltar.
Luzes de um Ser Tão imerso
As luzes brincam de sertão
A saudade brinca de gangorra
Às vezes dói, vez em quando vêm alívio
A saudade é a flâmula do desejo de estar
O pai a léguas de distância então
Exalta a resignação forçada
a estar em uma feliz solitude
Tresloucada mordaça em contos de fada
Um vão suspiro - de alívio ou solidão
Enternece o pai distante não por querer
A causa vence efeitos, júbilos, grãos
Assim as luzes podem - e devem
Brilhar mais na seca paisagem
Brincar por raras folhagens
E brincar como seres fortes que são
Tão ser...
Luciano Calazans. São Paulo - SP, 13/09/2015
SOMOS NORDESTE!
O nordeste é um paraíso
do sertão a beira mar
vivo com dinheiro ou liso
mas não deixo esse lugar
passo férias e não preciso
de um tostão pra viajar.
No Interior.
No sertão o tempo para
como o choco da galinha
trago o meu fecho de vara
enquanto se moi a farinha
aqui barulho é coisa rara
e pode ter vida mais cara
mas não troco pela minha.
Sertão vivo!
Do sertão sou nascido
é onde me sinto bem
é meu lugar preferido
e outra terra não tem
na chuva tudo é florido
e aqui eu sou bem servido
sem precisar de um vintém.
NOSSO CHÃO.
É assim no meu sertão
é na casa do vaqueiro
pode ser a do patrão
ou no lar de um roceiro
pra valorizar o chão
basta ter educação
não precisa ter dinheiro.
VIOLEIRO DO SERTÃO – João Nunes Ventura-02/2020
Canta na sua viola
O violeiro do sertão,
Canta nos verdes campos
Com sua alma e o coração,
E leva a sua esperança
No canto de sua canção.
Como o passarinho no ninho
Como o orvalho na flor
Ao luar num beijo ardente,
O sabiá canta contente
E eu choro a minha dor.
O violeiro me consola
Com a sua canção de amor,
Vejo o jardim florido
Espalhando seu esplendor,
Meu bem na primavera se foi
Sem adeus ela me deixou.
Não quero mais viver aqui
Para distante eu vou partir
Saudade dói meu coração,
O perfume ela deixou na sacola
Agora comigo chora na viola
O violeiro do sertão.
SOU !
Sou sertão, sou vida dura
sou as vias do destino
sou o mel da rapadura
sou o gibão de Virgulino
sou vaqueiro raça pura
sou suor da agricultura
sou raiz, sou nordestino!
São memórias que habitam o peito meu
No cenário poético do Sertão.
Vira lata no quintal sem coleira
Vigiando um burrego desnutrido
Um boi velho cantando seus mugidos
Carcarás nos farpados da porteira
Uma lebre fugindo nas carreiras
Um tum tum de batidas no pilão
Se mistura ao estampido de um trovão
Passar vela nas mãos de quem morreu
São memórias que habitam o peito meu
No cenário poético do Sertão.
Pés cansados calçando uma alparcata
Em fragelos os punhos de uma rede
Lagartixas desfilam nas paredes
No coreto matuta enfeitada.
Com perfume Almíscar perfumada
Um casal namorando no portão
Um vaqueiro , uma espora e um gibão
Procurando uma rês que se perdeu
São memórias que habitam o peito meu
No cenário poético do Sertão.
Um bruguelo chorando desgosto
E um velho tocando realejo
Faz comércio de doce quebra queixo
sacudir o pirrai que tomou o choro
Procissão de boiada dando estouro
Benzedeira vendendo oração
Lapeadas de folha de peão
Ver visagem de alguém que já morreu
São memórias que habitam o peito meu
No cenário poético do Sertão.
Pr Jardel Cavalcante
Eu sou da caatinga do sertão do nordeste, sou da garoa do sudeste, sou do cerrado do centro oeste, sou dos pampas do sul, sou da selva do norte, eu sou BRASILEIRO
Você me pergunta de onde sou?
Eu sou do sertão! Do Seridó, do Cariri, do Pajeu, sou lá do Araripe, da Caatinga.
Sou da Amazônia, do Cerrado, da Mata Atlântica, dos Pampas, do Pantanal. Eu sou do BRASIL.
IDA DE LÁ.
A seca assola o sertão
a tempo a chuva não cai
sem verde na plantação
o nordestino se vai
leva na mala o gibão
mas dentro do coração
a esperança é quem vai.
LUA CHEIA NO SERTÃO
"À noite é eminente ao entardecer onde dentro dela à lua é tenaz, o seu deslumbre extrapola todas as expectativas. Com grande profundidade e êxtase , confabulamos à sua beleza inerte em seu âmago. O amor a aprecia com sussurros quase inaudível, de afinco inabalável não contrastando com sua claridade"
Moro em Pedra Redonda
Município de São João
Sitío querido do meu sertão
Meu pedacinho de chão
Lá tem muita história para contar
Pelos habitantes que passam por lá
Em 2017 completou 100 anos
Tendo como uma pedra o seu patrimônio
LÍMPIDAS.
A nordestina é diferente
do sertão ou do agreste
no sotaque tem oxente
e a renda quando se veste
brilha como água corrente
tem a pureza da nascente
das riquezas do Nordeste.
"Do Brasil
Composição: Vander Lee
Falar do Brasil sem ouvir o sertão
É como estar cego em pleno clarão
Olhar o Brasil e não ver o sertão
É como negar o queijo com a faca na mão
Esse gigante em movimento
Movido a tijolo e cimento
Precisa de arroz com feijão
Que tenha comida na mesa
Que agradeça sempre a grandeza
De cada pedaço de pão
Agradeça a Clemente
Que leva a semente
Em seu embornal
Zezé e o penoso balé
De pisar no cacau
Maria que amanhece o dia
Lá no milharal
Joana que ama na cama do canavial
João que carrega
A esperança em seu caminhão
Pra capital
Lembrar do Brasil sem pensar no sertão
É como negar o alicerce de uma construção
Amar o Brasil sem louvar o sertão
É dar o tiro no escuro
Errar no futuro
Da nossa nação
Esse gigante em movimento
Movido a tijolo e cimento
Precisa de arroz com feijão
Que tenha comida na mesa
Que agradeça sempre a grandeza
De cada pedaço de pão
Agradeça a Tião
Que conduz a boiada do pasto ao brotão
Quitéria que colhe miséria
Quando não chove no chão
Pereira que grita na feira
O valor do pregão
Zé coco, viola, rabeca, folia e canção
Zé coco, viola, rabeca, folia e canção
Amar o Brasil é fazer
Do sertão a capital...
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