Separação
A vida não funciona dessa forma, entende?Você não pode simplesmente partir o coração de alguém e sair andando em direção oposta, como se isso não tivesse te afetado. A outra pessoa merece uma explicação, merece um carinho, merece ouvir da sua boca aquilo que aconteceu. Mesmo que, para você, isso seja difícil. Nunca é fácil admitir em voz alta nossos deslizes. Gostamos de pensar que estamos sempre certos e que, se erramos, é porque tivemos motivos.
Eu vou deixar você vir
no tempo que você considerar apropriado,
no momento oportuno,
na situação que você achar melhor.
Minha porta estará aberta,
mas ao chegar
não vá você reclamar
se encontrar outro alguém por lá.
Eu vou deixar você ir
sem rancor, sem mágoa,
levando contigo apenas meus presentinhos meigos,
meus versos bobos, e sentimentos bons.
Eu vou deixar você ir, simplesmente,
porque não posso te obrigar a ficar.
E vou deixar você vir pelo mesmo motivo,
mas não pense você
que me encontrará sem ninguém
quando você voltar.
Eu não gosto de você, não quero mais te ver
Por favor, não me ligue mais
Eu amo tanto você, sorrio ao te ver
Não me esqueça jamais
Eu não gosto de você, sorrio ao te ver
Não quero não te ver jamais
Eu pareço com você, no espelho está você
Não me enlouqueça mais
Não prometa que você vai escrever,
Não prometa que você vai ligar,
Só prometa que não vai esquecer que nós tivemos tudo.
“Corações são frágeis,” disse Isabelle. “E eu acho que mesmo quando você se cura, você nunca é o que você era antes.".
Minha visão tá turva
É de se desesperar
Cê me jogou pro alto
Só pra me ver quebrar
Eu tenho andado louco e a culpa é sua
Acho que te vi, quero gritar a minha dor
Tô entrando no meio dos carros da sua rua
Mais fraco e frágil pra falar de amor
Queria que nós pudéssemos nos sentir sozinhos agora.
Se nós achássemos um lugar pra nos esconder,
Fazer da última vez como a primeira,
Apertar um botão e voltar.
Querem chamar o anarquismo de desordem, porque o anarquismo é a luta contra o sistema, contra o governo opressor. Não há desordem maior do que a separação da sociedade em direita e esquerda, onde nos jogam um contra o outro constantemente!
Quando amamos alguém, não deixamos essa pessoa nos destruir, não permitimos que nos arrastem na lama. Tentamos ajudar, tentamos salvá-la, mas quando o amor se torna uma via de mão única, se continuarmos tentando, estamos fazendo papel de bobos.
Todo casal deveria entender uma coisa.
Que uma briga não é motivo de separação.
Que uma chamada não atendida não é traição.
Que ciúmes não é insegurança.
Que os planos são para realizar.
Que o perdão é fundamental.
Que a safadeza é na hora certa e a felicidade seja vista todos os dias.
E que o amor não acaba por qualquer briga boba e pedir desculpas nunca é demais.
O discurso da separação amorosa.
Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro.
Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse interesse raras vezes resulta de uma genuína solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra.
Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente, costuma predominar.
Se o outro está se recuperando com rapidez, se busca novas companhias, mostrando-se à vontade na condição de descasado, ficamos surpresos e deprimidos. Percebemos que não somos tão indispensáveis quanto pensávamos. Nosso orgulho, então, é atingido, pois precisamos nos sentir importantes, precisamos saber que nossa ausência provoca dor.
Se o outro estiver feliz, duvidamos de nós mesmos e isso é desgastante. "Como é possível que alguém se ajeite na vida mais rapidamente do que eu?", indagamos, e a certeza de que semelhante absurdo aconteceu nos deixa tristes.
Muitas pessoas confundem essa tristeza com amor. Será que ainda estamos apaixonados? Será que a separação foi precipitada? Pode até ser. Mas o ingrediente principal de nossas emoções é a vaidade, o orgulho ferido. Às vezes, procuramos disfarçar esse sentimento menos nobre, escondendo-o por trás de uma inesperada dor de amor. É uma forma de negar pensamentos que não gostaríamos de ter.
A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase vegetal.
Quando escolhemos amar, escolhemos nos mover contra o medo – contra a alienação e a separação. A escolha por amar é uma escolha por conectar – por nos encontrarmos no outro.
Depois de uma separação, parece que tudo faz lembrar aquela pessoa: uma música no rádio, um perfume, um jeito de falar. Na verdade, tudo continua igual, você é que faz questão de não esquecer essa paixão.
A possibilidade de conhecer uma pessoa incrível, na próxima esquina, faz de nossa separação uma lembrança um tanto mesquinha.
