Sentimento Profundo
Sempre tive um sentimento profundo de repulsa diante do mal que infecta o mundo, uma maldade muitas vezes natural e inerente ao tecido da natureza. O sentimento de que nenhum deus bondoso permitiria tal estado de coisas, enxergar um sentido oculto em tudo isso é relativizar o mal. É estupidez e obscenidade. Não há um deus bondoso, a natureza grita incessantemente essa verdade, meu sentimento pessoal, instintivo, visceral, sincero — não admite que haja um sentido oculto, e isso basta para desprezar qualquer fé religiosa —. É desumano exigir fé num ser humano dotado de sentimento. Ver um inocente implorar por ajuda, ver a vida de um inocente ser despedaçada, e depois alegar que, no fundo, um deus tem razões suficientes para permitir o mal? Um coração de pedra pode crer nisso, mas eu não posso. Deus não foi feito para mim; esse monstro frio e bárbaro não tem a menor semelhança com os sentimentos que trago dentro de mim. Crer? Só no dia em que eu renunciar a minha humanidade.
AMAR MUITO
(Ellen Ketlen Soares Botelho)
Amar um sentimento tão profundo
Que torna o alimento do coração
A cada instante, a cada momento
A iluminação dos meus dias, tardes e noites
O amor chega sem avisar
Não há dia, nem hora e nem lugar
Não há momento marcado
O amor vem e se aloja no coração
O caminhar juntos pela areia da praia
O admirar do nascer e o por do sol
O cair da chuva e nela se molhar
Amar todos os dias
Sabendo que depois poderemos estar juntos
Sem que a despedida se faça presente
SILÊNCIO RASGADO
Rasga-me o meu silêncio
Num profundo corte
De inquietação na alma
E me penitencio na dor
Que enrolada me devora
Neste soneto doloroso
De um mar cheio de lágrimas
Na solidão de tanto silêncio
Rasga-me o peito, fere-me a alma
É o silêncio que doí, que corroí
De tantos sentimentos escondidos
Perdidos, achados, esquecidos
Não, não quero sentir a escuridão
Quero apenas sentir-me no silêncio
Para tomar conta de mim em ti amor.
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Com lábios estranhos e som insuficiente
eu me esforço para juntar algumas letras,
tão profundo que preciso encontrar novas
maneiras de expressá-las
Venho aqui afogar minhas mágoas em algo tão profundo... Eu.
Venho aqui tentar falar com aquela velha amiga outra vez... Saudades.
Não culpo ninguém por não ficar, não sou a melhor moradia... Porém, jamais irei te expulsar.
Não te culpo juro, eu dou meu melhor a todos e eles vão embora, por que você não iria ?
Queria está longe, queria me sentir cheio completamente...
Em uma praia algum lugar onde só tenha pessoas felizes em volta... Claro eu também gostaria de está feliz, gostaria de olhar para as minhas mãos e ver a sua bem ali.
Eu não sei qual é o meu defeito... Amar demais? Valorizar demais? Ser eu demais?
Onde você foi? Você vivia em mim...
Onde você está? Não vejo mais...
Não quero que vá mesmo que já tenha saído...
Preciso de boas memórias...
Não vá embora...
Fique...
Fiqu...
Fiq...
Não me deixe de novo...
Nessa escada eu já subi tantas vezes...
Eu não sei mas subir sozinho...
Eu acreditei como sempre, entreguei tudo que eu tinha...
Por que não foi suficiente?
Por que? Alguém tem que me dizer...
Não aguento mais...
Fui um bom soldado, porém fui morto em guerra.
Mas mesmo que eu se vá, espero que meu time vença...
Espero que o amor reine nesse mundo de caos...
Nunca vou ser um o melhor exemplo, mas vou ser sempre aquilo que você desejou um dia.
Não sou fraco, soldados também perde, porém, perdem com honra.
A gratidão é a adoração e o silêncio
é o louvor mais profundo que se
pode fazer a Deus.
Barulhos e gesticulações são
apenas manifestações das
inquietações latentes dos
indivíduos.
Nem todos conseguem alcançar o que o poeta escreve, porque vem de dentro de um amor tão profundo e puro que o profano, de muitos humanos, ignora-o, não o compreende e jamais o sente. Pois o amor é o sagrado em sentimentos que cada um - e poucos - consegue carregar em si. Se eu tivesse o dom de escrever, escreveria em mil letras soltas de emoção, o que de amor por ti pousa em meu coração. Mas não sei escrever, embora sinta o que os poetas descrevem. E é desse amor sagrado que construo o meu relicário de palavras vivas como marcas de um poema inusitado.
“Ao caminhar na chuva
Levo um vazio profundo
Em passos largos
Descubro um riacho
Dizem não ter fundo
Me atiro e procuro
Encontro o momento
Porém não é perfeito
Apenas digo o que vejo
La dentro tem sentimento”
Amar-te-ei
.
Amar-te-ei
Como os loucos clássicos
Do drama e do desejo profundo,
Com as mãos ensanguentadas
De paixão.
Amar-te-ei
Com forma e substância,
Como um amor sensível,
Que todos os sentidos
Jamais possam esquecer.
Amar-te-ei
Com sentimento e razão,
Fazendo confusão
Em tudo que se possa ter.
Com todos os erros e acertos
Que um ser humano tem direito
De cometer.
Amar-te-ei
Pondo indulgência
Nos pecados que iremos fazer.
Sinto algo tão grande e inalcançável dentro de mim que, como um segredo profundo, precisa ser descoberto.
Gosto do teu olhar profundo, confuso, terno e doce que me prende. Me faz ficar.
Gosto de cada curva do teu corpo: do teu sorriso até a silhueta que molda tua cintura contra a luz.
Gosto do balanço do teus quadris, feito ondas que vaivém, e quando vejo o teu sorriso, sinto vontade de beijar tua boca e os teus olhos parecem pedir isso.
Mas deve ter alguém no mundo com um beijo melhor e um olhar mais profundo que o teu. Nunca vi, mas deve ter.
Mesmo sem nunca ter beijado tua boca ou olhado nos teus olhos, eu sei, dever ter alguém nesse mundo que beije, que olhe, que abrace...
que goste de falar das estrelas, que transe a céu a aberto em noite de lua cheia. Tudo melhor que você...
Eu só nunca encontrei. Mas deve ter.
Todos nós queremos coisas que não entendemos. Coisas que nem podemos nomear. Um anseio profundo, como alfinetes em nossos corações.
Em momentos de dúvida, a busca por provas muitas vezes revela algo mais profundo. Nem sempre é a visão que traz clareza. A busca pela verdade nasce do desejo de vivenciar, de sentir a essência do que parece distante.
Mesmo que não vejamos tudo com clareza, podemos aprender a confiar no que sentimos e nas experiências que nos mostram o caminho. E, quando finalmente encontramos o que procuramos, percebemos que o entendimento não está só em ver ou tocar, mas em aceitar o que o coração revela.
