Sentado a Beira do Caminho
Sou poeta
Me faço e nasço
A beira mar
No pôr do sol
Na praia
Sou poeta,
Sou flor
Sou inverno
Verão.
Me crio
Me recrio
Sou lua
Sou flor
Sou mato
Sou vento
Brisa,
Ondas.
Te abraço
Te canto
Te rosco
Te ganho
Te tenho
Te toco
Quero,
Posso.
Na fresca de uma sombra a beira de um rio, renovo as minhas forças, você não precisa chegar até a mim para perceber, o tempo vai lhe mostrar.
CASTELO FORTE
Um dia a beira mar
Uma onda me diz:
Que; "a vida é um vai e vêm
num ritmo sem fim!"
Foi então, que pensei!
O que faço aqui?
Enquanto a onda, eu sei!
Me ajuda a refletir.
Descobri, afinal!
Que a vida, não é de tudo ruim!
E que, o meu grande mal
Era não admitir...
Vejo que, estou com sorte
E não posso desanimar
Sou um "CASTELO FORTE!"
Sobre o mar, a navegar...
Como aprendiz, na vida
Não tenho tempo a perder.
Numa atitude aguerrida
Lutarei sempre, para vencer!
Então ta né...
Um dia destes varado de fome fui comer um churrasco em um bolicho a beira da estrada, lá pelas bandas do Alegrete.
Um Velho, cor de cuia judiado pelo tempo, virava o espeto sobre o braseiro de carvão. Ao me ver chegar começou a falar...Sabe piá, a um tempão atrás num inverno destes de renguear cusco, o capim estava molhado pela umidade do sereno e deixava escorregadio o campo para o trote do cavalo. Um certo gaudério que levava o gado de uma invernada para a outra, a procura de melhores pastos, cavalgava com cuidado quando, de repente o tempo fechou, mas num instante a escuridão foi alumiada pelo clarão de um raio que cortou o céu atingindo em cheio um novilho. O bicho deu um berro e saltou cerca de uns 2 metros, mas como a desgraça não vem só, o animal escorregou no campo molhado e de cabeça, bateu na bota do gaudério, tonteou, revirou os olhos e caiu esparramado no chão, mortinho. Contam que foi neste dia que surgiu a expressão: "Bateu nas Botas" que ao passar dos anos ficou "bateu as botas". Já o gauderio assustado com o ocorrido mas sentindo o cheiro do gado assado pelo raio, não deixou por menos, com uma baita fome pois a dias percorria o campo tocando o gado de um lado para o outro, só com um pedaço de charque para comer, experimentou a carne tostada, mal passada e gostou. Nasceu assim o churrasco. É o que dizem...
Estrada sinuosa
Ser barro pisado p'ra vida ser.
A beira da fonte escondido dos Céus ao Pé do gigante.
Imponente viveste no tempo antes passado..
Tempo que te resta, conhecido e esperado, não aceita.
A sublime mão do destino te apresentou a jovem, que aos teus pés debruçou.
Com suavidade te abraçou e, da vida, te deu vida - fez raiz.
Teu equilibrado - sustento.
Hoje vives a olhar o horizonte imberbe, acolhido e suportado, amor da natural vida.
Viva à "Gameleira" que de ti também faz vida.
Em teus ombros sustenta a Luz que do horizonte te embeleza.
De tuas rasas raizes corre a seiva da vida, em direção ao mar.
Nascente, num filete, rio se transforma.
Essa sinuosa vida, do Barro vida se faz.....
Quem acolhe quem.
A Gameleira ao coqueiro ou, o coqueiro te faz, ainda Gameleira.
Ivan Madeira
MORADIA DO AMOR
Verdade verdadeira
Com eira e beira,
De começo, meio, muito meio e sem fim nem parcimônias ao tempo
Sem meias verdades, um mundo de patrimônio estritamente pessoal dela,
Deixou de ser parcial, passando ao estado de comunhão antes somente dela, para dividir com ele seus medos e seu amor desde o primeiro dia que se conheceram, em dose de homeopatia crescendo a cada dia e na mesma sintonia.
Dele, ela se tornou, por convite e aceite de amor, a sua eterna moradia.
Porque não te ter
me deixa sem eira nem beira
quieta, calada...
porque não te ter,
me faz se jogar nos versos
viver de prosa
porque não te ter
me faz driblar o tempo,
me faz viver do ontem
reviver hoje,
lembranças, passado!
Jesus começou a ensinar outra vez na beira do lago da Galileia. A multidão que se ajuntou em volta dele era tão grande, que ele entrou e sentou-se num barco perto da praia, onde o povo estava. Jesus usava parábolas para ensinar muitas coisas. Ele dizia:
— Escutem! Certo homem saiu para semear. E, quando estava espalhando as sementes, algumas caíram na beira do caminho, e os passarinhos comeram tudo. Outra parte das sementes caiu num lugar onde havia muitas pedras e pouca terra. As sementes brotaram logo porque a terra não era funda. Mas, quando o sol apareceu, queimou as plantas, e elas secaram porque não tinham raízes. Outras sementes caíram no meio de espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas. Por isso nada produziram. Mas as sementes que caíram em terra boa brotaram, cresceram e produziram na base de trinta, sessenta e até cem grãos por um.
E Jesus terminou, dizendo:
— Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam.
Tem dias que queremos sentar na beira de uma estrada e chorar por tudo e por nada, simplesmente deixar a lagrima rolar.
Ela vinha caminhando pela beira da estrada
Cigana de muitos caminhos
Cigana de muitas moradas.
Ela veio de muito longe, com a Lua Cheia a iluminar
Os seus colares de pedras, suas pulseiras de ouro
E o baralho para jogar.
Cigana menina, de muitas moradas
É quem caminha sozinha
Pela beira da estrada.
Com a Lua, eterna companheira
Dança, dança cigana faceira!
No chão de terra, poeira a levantar
Por onde ela caminha
Fica o mistério no ar.
Estar num lugar que era um aconchego e viver nesse mesmo lugar a beira do caos, te faz sentir mais saudade da dona da casa.
Deitada a beira da pedra gelada
A beira da pedra gelada, deitada
Vestida apenas de anágua
Olhos acesos, como lamparinas
Velando a dor que a aniquila
Encolhendo-se em seu centro
Precisando da saudade
Dor na pele já não há mais
Só a alma que aos poucos se desfaz
Deitada a beira da pedra gelada
Do corpo já esquiva o calor
Em repouso o mundo deixou
Distanciando de si definhou.
Enide Santos 04/12/15
Hoje meu dia será de asneiras, sem eira talvez um pouco de beira para apaziguar. Hoje serei sorrisos e com siso procurarei fazer de cada palavra um carinho, um ninho para acomodar mau humorados.
As vezes me sento na beira de uma calçada ali eu fico cantando e tocando o meu tamborim.
Vendo a multidão passando por mim.
Quem passa apressado nem olha pra mim.
Quem passa cansado nem olha pra mim.
Quem passa estressado nem olha pra mim.
A multidão passou, e a minha ficha caiu, e eu tive então a certeza que ninguém me olhou e ninguém me ouviu.
Eu estava cantando a natureza na beleza que Deus criou, na sensibilidade de uma abelha pousada na flor do capim, tirando néctar para fazer o mel para você, pra ela e pra mim..
Casinha velha
abandonada
na beira da estrada...
quantas histórias
tristes e alegres
ali foram vividas
talvez deixadas
até levadas
seguindo a vida...
mel - ((*_*))
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