Sentado a Beira do Caminho
Simplesmente.
Tava aqui, pensando
Se será que vale a pena
Esquecer o caminho
A jornada
Alegria adiada...odiada
Alegria por nada
Que eu sentia, sem sê-la
Tava eu aqui, me lembrando
A criança serena que eu era
Sem medo do desconhecido
E o que eu mais queria
Era só poder me aproximar do céu
Nem pedia que tivesse estrelas
Se ele acaso não tivesse
Se, por certo, fosse o céu
Me bastava olhar de perto
Nem que fosse só por breve instante
Mas o tempo tem seu prazo
Mesmo sendo o chão deserto
É preciso sempre um novo passo
Passo a vez, sigo adiante
Tanta dor danada que te dói na vida
Que acontece quando a gente
Já não pode fazer nada
A pressa obsessiva te atravessa
Quando a gente para e olha
Folha em branco era um barco à deriva
Assim se faz os caminhos
Tantas vezes
Passar a vez e seguir
Numa condução qualquer, que te sacode
A caminho de alguma ilusão
Que tem cara de alegria
De balão que explode em coloridos
Mas, se a gente não puder vivê-las
Não terá sequer vivido
Não, não vale jamais a pena se esquecer
De nenhum caminho percorrido
Alguns, simplesmente para não trilhá-los nunca mais
Outros, por saber que te podem levar
Novamente à presença
Da criança sincera e serena
Que sabia como segurar estrelas
Em seu par de mãos pequenas
Que podia estar perto do céu
Porque o céu era ela
Num tempo de pura alegria
Até hoje ela jura
Que o era
Por jamais ter pretendido sê-la
Simplesmente era a vida
Acordava e a vivia.
Edson Ricardo Paiva.
A flor.
Ficava ali, no chão do caminho
E todo dia eu passava por ela
Era apenas uma flor, sem cor definida
Entre outras tantas
Não sei dizer quantas
Pode ser, fossem centenas
E eu também era criança, igual a ela
Entre outras muitas, iguais a mim
Num mundo de tantas coisas sempre iguais
A simplicidade as faz diferentes
Não sei por quê
Meus olhos se acostumaram
Olhar pra ela, exatamente
Passado o tempo, é como estar ciente
De quanto a fantasia não se distancia do concreto
De fato, não tinhamos procurado
O ângulo correto para olhar
Mas tudo tem seu lugar
Precisamos encontrar o nosso:
Em muitos casos, que não seja perto
Creio que em tudo na vida
A gente continua sendo sempre assim
Uma casa com jardim, numa grande avenida
Um momento que parece assim; desimportante
Que se repete momentaneamente
Ao longo de toda uma jornada
Que, ao final, se tornará também desconhecida
Uma simples coisa, entre outras tantas
Algum caminho do passado
Onde ninguém jamais voltou
Nem voltará
Nenhum agosto e nem setembro serão eternos
Hoje, olhando esses momentos à distância
Compreendo perene, a inconstância
Mas, alguma coisa permanece
Ali, parada no chão do caminho
Como simples lembrança
A ser replantada, com o carinho da imaginação
Talvez, tornar de alguma forma
Um tantinho assim, mais leve
O caminho, a jornada
Que, ao final terá sido
Breve como flor.
Pode ser que o Criador
Com o amor de quem se recorda, nos replante
Num jardim gigante, onde seja permitido
A criança sair da fila, a caminho da sala de aula
E sentar-se à borda do jardim, pra dizer àquela flor
Que, pra mim, ela era importante
e seria pra sempre lembrada.
Edson Ricardo Paiva
Escolhas.
Quando surge outro caminho
Quando finalmente alguém
Encontra uma saída
Uma trilha, uma senda, uma via que envereda
Aparece sempre outra estrada
Essa, indiferente, estava ali, presente
Apesar de ser uma queda
Talvez, por isso, jamais urgente
Mas, agora que existe opção
Ela parece atraente.
Edson Ricardo Paiva
"A perseverança no caminho de Deus não é uma opção, é uma necessidade para quem deseja ver o impossível se tornar realidade."
Outro dia eu estava triste
pensando nas coisas
que deixei de viver
ou abandonei pelo caminho
arrastando os pés, sempre sozinho
quando vi dez meninos brincando
Deslizavam sobre um muro
braços abertos
fingindo aviõezinhos
eu sorri com aquela esquadrilha
alvejando o coração deserto
deste velho menino passante
acordei num passado distante
aconteceu de as bombas
de contagiante alegria
me acertarem o coração
e então, naquele dia
e eu pude ser menino
por mais um instante
o homem seguiu adiante
chato que era
o menino subiu no muro
foi brincar de bombardeiro
na triste tarde de primavera
nem todo dia é possível um sorriso
mas há dias em que é preciso
irremediavelmente necessário
simular inexistente alegria
verdadeira, na tarde daquele dia
nas noites em que acordo assustado
e o eu-menino, que ainda vive do meu lado
levanta-se sem medo do escuro
e vai mais uma vez
ser o décimo-primeiro menino
a abrir as asas
e voar por sobre o muro
O trêm partiu
e mesmo sabendo
que o caminho
já esta traçado
você nunca esteve lá
Ele voltou vazio
Voce embarcou
e agora sente frio
o mesmo frio
do qual fugia
vai guardando a paisagem
na retina
Colinas, campos,
chuva fina
dias de Sol
e tempestades
Ontem era muito cedo
hoje é tarde
Se a viagem
apenas te sujasse
estaria tudo bem
Mas o tempo
a tudo encarde
Não há retina que guarde
tantas paragens
pode até parecer muito
mas é uma só viagem
é uma estrada só
onde você embarca,
viaja, deseja, teme, treme, geme,
espera, desespera, dança e se cansa
só.
Qual será o caminho
que, em resumo
nos conduza a algum lugar
ou a alguma conclusão
Eu procuro, eu tento e me acostumo
A viver sob falsas verdades
Coisas que eu não procurava
Me invadem a vida
e me fazem viver assim
Cercado por grades imaginárias
Muito mais intransponíveis que as reais
Porque nestas
Não existe um ponto frágil
Onde a gente pudesse então, serrá-las
Qual será o segredo
Que me proporcione, então, a chance de sair
Deste tão longo, triste, angustiante e solitário
degredo
Onde meus medos são meus menores problemas
Onde estarão as chaves
destas algemas infames
Que prendem minhas mãos aos meus pés
Estarão na fé
Na capela
Num rosário
na chama da vela
ou no armário
onde nunca mais encontrei
nada?
Vou procurando a resposta
Nos canteiros desta estrada
Vivendo
Esta vida, cercada de mentiras verdadeiras
Procurando a maneira
De fazê-las visíveis
Aos olhos insensíveis
Que encontro por este caminho
Mas...qual será o caminho?
voce sabe o que é fé?
Vai para um novo caminho, onde encontrada a paz a tranquilidade, tenha fé, venha comigo te levarei a esse caminho, disse Jesus!
Você sabe o que é fé?
Fé não é sair pelas ruas e praças gritando e falando o nome de Deus em vão...
Há muitos anos atrás , pela segunda vez, Jesus foi a cidade de Canaã da Galiléia, onde fizeram a água virar vinho...
E distante dali, havia um nobre, cujo filho estava com febre, em Cafarnaum...
E febre era sinônimo de medo, muito medo...
Tipo o medo que vc tem hoje, medo do Coronavírus, medo de que vão pensar de você, medo do novo, medo de perder tudo, medo muito medo, isso é a febre naquela época...
Essa cidade ficava muito longe , até onde estava jesus...
Mas esse pai em vez de ficar , falando, pensando meu filho está com febre, meu filho está mal, eu tenho medo, meu filho, está morrendo, em vez de me ficar na paranóia do medo, como ficamos hoje com o coranavirus , com medo com tudo , ele saiu desses pensamentos viciosos e falou vou até Jesus, confiou acha que vai conseguir uma saída, vai tentar fazer algo...
Isso é a fé
Entendeu isso é a fé
Ele falou vou agir, sem acreditar em nada, eu vou tentar...
E foi a caminho, a direção de jesus
No ir , ele aclamou desse Jesus antes que ele morra,
Isso é achou que era muito distante e clamou ajuda, entendeu?
Se vc for ler a Bíblia vai ver que esse hoje foi até Jesus, caminho demorado...
E quando voltando para casa por um novo caminho, e a distância, pessoas vinha no seu encontro, dizendo e gritando o seu filho não tem mais febre, isso é curado...
Paz e amor!!!
O meu olhar meu olhar
feito passaro
pousaste no meu caminho,roubando todos os meus silêncios.
Ao pousar, respirei fundo e meio tonto, quase não lhe respondi, ia te procurar e te via passar e seu olhar me transpassava o coração como uma flecha do cupido, sua voz invadia minha alma e acelerava minha respiração, e cada vez que você me chamava, flutuava até você, e quando tinha a oportunidade de te tocar.
Provei do teu gosto e guardei, o teu hálito,
todos os teus sabores.
Misturou-se , ao meu sal, o teu suor.
Bailei nos versos que a tua boca preferiu falar.
E cantei as tuas cores todas,bebi todos os teus segredos,
arrepiei todos os teus poros e fiz eriçar
todos os teus desejos.
E depois de tudo, como uma roda viva , o mundo virou, e vc foi e eu fiquei, não sei a onde, e fui atrás de vc, contar o que aconteceu, Eu queria te falar, mas não sabia como falar!!!?
Como não sabia falar !!!
Eu só mostrava o
Meu olhar, meu olhar, o meu olhar!
Autor desconhecido.
A noite escura que atravessamos, assombrada de gemidos no caminho, requer de nós um contraste de resistência, um revanche de Luz incandescente, num esguincho melodioso.
A simbiose perfeita.
Caminho pelo sistema, transito entre seus fluxos e até me misturo às suas engrenagens, mas nunca perco minha essência. Não me diluo nas massas, não me deixo dissolver pelas pressões do conformismo. Minha identidade permanece intacta, minha verdade inabalável. Adaptar-se não significa se perder; estar presente não significa pertencer. Sou parte, mas não sou presa. Navego, mas não afundo. E no meio de tudo, continuo sendo quem sou.
Caminho sem perder de vista a razão,
Percebendo o tempo voar e a turbulência
Das emoções dos acontecimentos.
Entre a cruz e o sino há um longo caminho que se deve percorrer na conduta da fé como norma que rege a vida. Hipocrisia, sacrifício, medo, até se perguntar sobre aquilo que realmente quer compreendê-lo e torná-lo livre, desalmado, das coisas que não fazem bem.
Espanto!
Busco imensamente caminhos melhores para mim e para você.
Busco um caminho onde as flores tragam leveza e um cheiro bom de primavera; e você me proporcionou isso tudo, num só abraço.
È espantoso como em tão pouco tempo, houve evolução mútua em você.
È espantoso como em tão pouco tempo a dialogar contigo, tu me mostrou segurança, leveza, doçura, sensatez, inteligência e superioridade de espírito...
Nossa! È um espanto admirável.
Lembranças do tempo vagamente penetram minha mente há ameaçar minha paz.
Lembrança de quando parávamos incansavelmente há trocar diálogos sutis, amáveis, alguns até com contrariedades aceitáveis, pois, os amores e amigos discordam-se para no fim concordarem ou simplesmente respeitar um ao outro...
Tua evolução me espanta e me acalma.
Menina, tu me fez por um instante confusão.
O quanto te via menina, agora te vejo mulher.
O quanto te queria menina, agora te quero mulher.
Tua maturidade, sem idade, é admiravelmente espantoso!
Tua leveza nas palavras que já conhecia, agora é leveza na alma que já pressentia...
Teu olhar e teu cheiro me encantam, como teu sinal, escondido no pescoço...
Eu te esperaria à noite toda, só para vê teu desfile, tua caminhada, tua sensacional liberdade, exclusividade, teus olhos, nem que fossem por dez segundos...
Não fazes idéias do quanto eu lembro perfeitamente de tudo que conversamos. De uma noite que, talvez, você esqueceu, mas que fiz eternidade... Lembras?
Pena que nós nos perdemos por ai... Eu com minhas chatices. Você com suas meiguices... Nós com nossos sonhos, ideais, loucuras, desejos, vontades, nossos medos.
Eu me achei nos livros. Você se encontrou em outros amores, ou no amor.
Sou grato por te ter. Sou feliz por em tão pouco tempo parece que viajei (O que não deixa de ser verdade, quando se tem um livro por perto...) e na minha volta houve você, tão simples, meiga, eterna. Como esses encontros que não sabemos nem hora, nem lugar, mas deixam rastros iluminavelmente eternos...
Tua leveza trocou ideia com a minha através do teu olhar...
Tua pureza fincou vontades em mim...
Tua presença semeou amor... De novo...
Edcarlos
A TRILHA EXTINTA
.
Certa vez um passarinho
Ficou reparando o caminho
Que via de cima da encosta
Mas ele não entendia
Por que o mato sumia
Deixando a terra exposta.
.
Indagou um pássaro adulto
Que conhecia o mundo oculto
Dos humanos e de outras feras:
Sr. pássaro sábio e nobre
Por que o mato não cobre
Aquele caminho de terra?
.
Lá embaixo os seres sem asas
Constroem as suas casas
Distantes umas das outras
E quando sentem saudade
E querem rever suas amizades
Caminham pela planície toda.
.
Durante as caminhadas
A terra vai sendo amassada
Impedindo que o mato cresça
E as flores que crescem
Nas margens agradecem
Pois querem que o amor prevaleça.
.
Então o pássaro pequenino
Entendeu por que via um menino
Chorando sentado numa trilha
Que agora estava todinha
Cheia de capim e ervas daninhas
Que cobriam suas panturrilhas.
.
Provavelmente aquela criança
Tinha alguém na vizinhança
Que costumava fazer-lhe visitas
Mas aquele mato comprido
Indicava que o seu amigo
Deixou de pisar na trilha extinta.
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