Sentada
“Os dias se passaram e mais uma vez, aqui estou eu, sentada em meu banheiro, segurando mais uma vez um pedaço tosco de vidro, e com ele me cortando. Isso dói, dói ver o sangue escorrer em meu corpo mais uma vez. As pessoas parecem me olhar como se fosse uma estranha, ou até uma assassina. Até posso ser uma, pois estou em matando a cada segundo, a cada corte, com um único objetivo acabar com a minha dor que parece nunca mais passar. É estou morrendo, e continuo me sentindo tão sozinha, em um lugar onde ninguém é realmente confiável, são poucos os que estão ao seu lado. Ah, mundo nojento, cheio de hipocrisia, és um dos motivos de eu estar me matando, você e seus preconceitos, suas falsidades.”
Meu Quarto
Sentada em meu quarto
Pensando no que escrever
Usando meus neuronios
Tentando enobrecer
Um poema por fazer
Da janela do meu quarto
Vejo o sol e vejo a lua
Vejo os passaros a cantar
Vejo o homem vejo a mulher
Pelo parque a passar
Vejo a menina jogando amarelinha
Vendo os passaros a antar
Com a pedra em sua mao
Fazendo do jogo uma diversão
A mesma música, a mesma cadeira e o mesmo cheiro. Tenho passado assim as minhas férias: sentada em frente ao computador, escrevendo, desabafando. Eu até queria que fosse mais emocionamente, mas por enquanto não tenho escolha. Parei de esperar tanto, de querer tanto que as coisas aconteçam do jeito que eu quero. Se for pra ser, que seja!
Mas só um pouco.
Estou sentada no banco da praça; tirei as botas, sentei com as pernas cruzadas.
Sentindo uma brisa gelada enquanto os raios de Sol passam entre os galhos e me esquentam um pouco... Mas só um pouco.
O dia está lindo. O que estraga é que me lembro que vou ter que voltar para o escritório e deixar essa natureza linda do lado de fora.
Borboletas, cheiro de mato, as folhas dançando com o vento, as sombras formando lindos desenhos no chão de terra.
Vejo algumas pessoas circulando; sendo o que devem ser, vivendo como querem viver. E eu estou aqui sem saber que direção tomar.
Mas estar aqui me alegra...
O Sol me dá um pouco de energia, sinto um pouco de paz...
Mas só um pouco.
Daqui a pouco a angústia volta.
Sentada, cabisbaixa, fecho os olhos e materializo tudo que um existiu, amor, sentimentos, alegria, pessoas. Mas a realidade parece gostar de me fazer sofrer, lembrando-me amargamente que lembranças nunca mais serão o meu presente, com o coração na mão, o inevitável acontece, uma lágrima escorre pelo o meu rosto, dando lugar a muitas outras que virão incessantemente.
No meio da noite
Sentada no banco
O banco que se esconde atrás do jardim
A madeira é aconchegante
Ela entende como a solidão é má
A madeira e a menina
A menina é má ou a menina entende?
Não importa
A lua não precisa de detalhes para consolar
A menina percebe que não está sozinha
Ela tem o gelo do banco e o rosto da lua
O rosto que a menina aprendeu a notar cedo
Via nele um rosto triste
Onde a mãe via um coelho
"Decida: Ou vai pegar seu amor no edifício mais alto que seja, ou espera por ele sentada na praça e comendo maçã do amor."
Vontade de estar sentada na areia,com essa chuva,exatamente agora,observando o mar e deixando a brisa suave tocar minha pele.
Linda como a aurora da manha, e em nuvem, carregada de encantos, virtudes, e lá estava, você sentada nela, desceu em uma escada de ouro, degraus de cristais, refletino aquele anjo que desceu na minha janela pela manhã, era realmente você com tua voz harmônica, clara como o sol.
“Pude ver naquele céu rosado de fim de tarde, sentada nas pedras à beira do lago, o quanto tenho que ser grata a Deus pelas maravilhas que me tem feito. Quanta beleza havia naquele céu. Sim, o mesmo céu que vejo todos os dias. Em todos os lugares. Mas nem todos os dias o enxergo como naquela tarde. Estava concentrada. Com meus olhos fixos naquelas nuvens bagunçadas. E vendo aquelas aves sobrevoarem tão livremente. Deus. Como és perfeito. E como sou imperfeita. Que tenho todos os dias esse mesmo céu ao meu dispor, e quase nunca o exergo. Quase nunca tenho tempo pra isso. Perdoa-me. Eu te amo.”
Estava sentada perto da escrivaninha, na parte mais escura do meu quarto. Onde só uma pequena parte das minhas pernas conseguiam sentir o calor do sol. Fazia um dia tipico de verão na cidade. E era naqueles momentos que me batiam uma enorme saudade do tempo em que morava no Sul. Era uma sexta-feira em si comum, tirando a parte que você estava chegando mais cedo em casa. Descontando sua raiva em tudo que via pela frente, era claro no seu olhar , ver o quanto você estava nervoso. Já estava acostumava a servi como ”saco de pancadas” mas dessa vez ia ser diferente. Estava cansada, e não iria aceitar seus insultos.
Como de costume você começo a falar palavras absurdas, a me jogar coisas na cara, a me criticar e por fim , como sempre conseguiu finalmente me magoar. Você nunca fez o tipo de pessoa em que se preocupava com o peso das palavras. Mas essa iria ser a ultima vez que iria chorar por sua causa, por causa de suas palavras. Ia ser o ultimo dia que ia guarda tudo para mim e fingir que não tinha escutando nada. Descarreguei todas as palavras presas aqui dentro, desatei aquele nó na garganta que a tempos me incomodava toda hora que ia pronunciar seu nome. Mostrei pra você como as palavras tinham força, fiz você provar do seu próprio veneno. É amargo não é mesmo? Mas um dia ia terminando, e como sempre iria ser um pra cada canto, de cara emburrada e magoados.. Mas depois de meia hora já estamos em cima da cama, um dando prazer pro outro. Somos assim. Brigamos, batemos a porta e saimos dizendo que só voltaremos para pegar as nossas coisas, mas sempre ficamos. Somos assim e quem é que pode nos mudar se por vontade própria não conseguimos? Talvez seja você o meu problema, ou seria eu o teu? A verdade é que somos complicados, e não tem quem nos mude, somos o inverso, o contra, o errado, o avesso. Somos tudo de ruim, mas somos melhores juntos, lembra? Somos assim. Dizemos que acabou, que não voltaremos nunca mais, mas você sabe… sempre voltamos. Somos assim.
- Querendo ou não a gente sempre se reconcilia.
Certa vez, sentada a beira de um rio eu e outra menina, conversamos e riamos livremente quando ela tirou dos cabelos um prendedor de cabelos e disse: “Esse é o que mais gosto”, lançando-o ao rio. Eu olhei surpresa e perguntei o porquê daquilo. Ela sorriu serenamente e disse que mais adiante alguém acharia e ficaria feliz por encontrar algo tão belo.
Um café
Para escrever poesia um café vai tomar menina sentada à mesa com uma caneta vamos citar e verso dará, porque poesias para amiga unir e pintar o gostoso deste lar.
Um café quentinho em forma de poesia vai contar-te amigo, meu eterno esplendor no entardecer, compartilhar este dia de fervor, brindar com uma xícara de café amargo, pois só ele é mais pretinho e gostoso, igual a outro não há.
Amigo eu nunca te vi mais me deste este refrão, com belos versos te brindo, e poesia escrevo como você está, para ti lhe darei o por do sol, adeus amigo que vieste de tão longe para mim foste um irmão.
Sol amigo a Deus te pede proteja sempre os irmãos com saúde, e saudade.
Equilibra a estrela em forma de coração para ti ofereço a mais pura prece, em rosas, árvores e plena composição, que a virtude do homem Deus deixou a paixão, com versos e solidão.
TRECHO DO CONTO: UM ADEUS A LUA
.. Com os olhos nublados, engoli o sussurro. Por enquanto sentada na areia, ainda a olho pensativa, olho atentamente aos desenhos que crio dentro dela. Conto os passos devagar e aos poucos se retiro. Adeus lua amada, adeus ao colostro que encontrava em meus sonhos guardados por ti. Adeus ao que eu sentia quando tu me mostravas o reflexo do amor. Porém, te falo adeus por esse momento. Pois, mais tarde me renovarei e contarei novos segredos a ti, quanto estiver bela e novamente faceira. Mas agora, digo apenas.
“Adeus lua amada.”
Não olho mais a lua. Não espero os raios do sol. Mas estou construindo, um novo caminho cercado de estrelas. Construindo um dia feliz, uma noite feliz. Construindo um novo mar, um mar que certamente encontrará o rio.
Lene Dantas —
www.lene-dantas.blogspot.com
Primavera
Uma garota sentada em um velho balanço, de roupas de frio, pois o inverno castiga sua doce pele suave como um pêssego que ainda está a crescer naquele frio que assola o coração dela enquanto flocos de neve caem sobre seus cabelos.
Ela espera algo lindo, talvez espera que venha o clima que tanto ama e a luz que faltava nos dias dela, que se ausentava durante toda aquela terra branca e arvores quase seca.
Seu balanço de cordas, sussurram em seu ouvido com o vento o som do seu maior desejo escondido no seu coração, ela quer que nasçam flores em seus pés, ela quer ver pétalas voando por entre seus cabelos se emaranhando entre seus cachos dourados, ela precisa sentir o calor do sol aquecendo desde suas pálpebras fechadas enquanto estiver deitada sobre aquele gramado que tanto ama sentir o cheiro. Ela espera o frio ir embora, ela quase não agüenta mais, mas ela não o odeia, ela acredita nele, pois sabe que sem ele as flores jamais nasceriam.
Ela ama toda essa ordem, toda essa dança de sóis e luas nos céus onde as estrelas são a platéia dessa valsa, onde os dois bailam separados com a mesma musica chamada ‘’O tempo’’, essa dança jamais com um par.
Mas mesmo assim ela ama essa ambigüidade, ela agradece o sacrifício desse casal celeste, que nunca se juntarão pois sabe que essa garota jamais iria ver de novo o que tanto aguarda,o que tanto deseja sua doce e delicada primavera pois, com ela vem os pêssegos, e com eles aquele que ela tanto espera, esse fruto que ela tanto aguardou na verdade era um presente para alguém que viria com o tempo apenas pois, não tinha melhor presente para dar do que todo o tempo que ela esperou naquele balanço, apenas a prova de amor que ela tanto desejara demonstrar.
Mas ela sabe que aquilo um dia vai embora, o seu amor precisará partir, e com ele a primavera, como as flores que também irão, mas ela não chora, ela sorri, pois o que ela mais ama não é tudo que a primavera trás, mas sim tudo que a primavera deixa, as boas lembranças de abraços sob o sol erguido.Ela agradece a ultima lua da estação florida a nascer, e cumprimenta o novo sol do verão, que um dia depois de muito tempo se tornará outono seu irmão, e depois finalmente o mesmo inverno, onde na verdade começa tudo que ela mais ama, esperar e ver a primavera novamente a nascer.
Ela estava sentada pensando naquele homem, como era bom tê-lo em seus braços e entre suas pernas, como era intensa e bonita e grandiosa a dança dos amantes entre eles. Ela disse a si mesma que não era apenas isso e não se tratava de danças ou de gozos, mas se tratava de algo maior e mais vital. O mundo particular que era constituído apenas de duas pessoas: ela e ele, era quase como respirar.
Princesa, acorda pra vida... se você não consegue ser feliz sozinha, não fique sentada esperando que um namoro faça isso por você…
