Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

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Deus, hoje eu só preciso que o Senhor me enxergue.

Não vim fazer uma oração bonita. Não vim repetir palavras que já não conseguem traduzir o que existe dentro de mim. Hoje eu só vim porque já não consigo carregar sozinha o peso que tenho sentido.

O Senhor conhece cada renúncia que fiz. Conhece cada desejo que calei, cada lágrima que escondi, cada vez que escolhi obedecer mesmo quando tudo em mim queria desistir. Eu tentei ser fiel. Tentei acreditar que toda espera teria um propósito e que nenhuma entrega feita ao Senhor seria em vão.

Mas existe um lado da espera sobre o qual quase ninguém fala.

Ninguém fala da angústia de um corpo que também sente. Da mulher que também deseja ser acolhida, amada, escolhida, desejada e cuidada. Ninguém fala da solidão que visita o quarto quando a noite chega, nem da batalha silenciosa entre a carne e o espírito. Como se viver um propósito anulasse aquilo que também fomos criados para sentir.

E eu sinto, Deus.

Sinto falta de um abraço que permaneça. De um olhar que me encontre. De alguém que faça o meu coração descansar sem que eu precise lutar tanto para acreditar que vale a pena continuar esperando.

Há dias em que me pergunto se não estou apenas assistindo à vida passar pela janela. Enquanto tantos vivem, constroem histórias e encontram companhia, eu permaneço aqui, presa entre crenças, renúncias e promessas que ainda não consigo tocar. Às vezes, tudo parece distante demais. Até a esperança.

Perdoa-me por dizer isso, mas hoje a espera pesa.

Pesa porque eu também sou carne. Sou mulher. Tenho emoções, tenho desejos, tenho medos. E, por mais que o meu espírito queira Te honrar, há dias em que meu corpo se cansa de esperar por respostas que nunca chegam.

Então eu Te pergunto, com toda a sinceridade que ainda me resta: o que o Senhor quer de mim que eu ainda não consegui compreender? Onde estou falhando? O que ainda preciso aprender? Porque eu tenho tentado. Tenho obedecido dentro das minhas limitações. Tenho permanecido quando tudo em mim queria correr para qualquer lugar onde a dor parecesse menor.

Se for para continuar esperando, faz com que essa espera se torne leve. Se ainda não chegou o tempo da resposta, sustenta-me até ela. Mas, por favor, não permita que eu me perca de mim enquanto caminho em direção à Tua vontade.

Olha para mim, Deus.

Não para a mulher que tenta parecer forte diante dos outros, mas para a filha que hoje se sente cansada, confusa e profundamente aflita. Acolhe aquilo que nem eu consigo nomear. Abraça o que em mim está ferido. E, se eu estiver caminhando na direção certa, dá-me apenas a graça de continuar.

Porque hoje eu não preciso de explicações.

Hoje eu só preciso sentir que o Senhor continua aqui.

Deus, livra-me de mim mesmo.


Porque, às vezes, o maior inimigo não está do lado de fora, mas dentro de mim. Está nos medos que alimento, nas feridas que conduzem minhas escolhas, no orgulho que me impede de pedir ajuda, nas lembranças que me aprisionam e nas versões de mim que já não cabem no caminho que o Senhor preparou.


Livra-me de tudo aquilo que me afasta da paz que só Tu podes oferecer. Ensina-me a silenciar o que me destrói para que eu possa ouvir a Tua voz. Que eu tenha coragem de deixar morrer quem eu precisei ser para sobreviver, a fim de me tornar quem fui criado para ser.


Porque a verdadeira liberdade começa quando Deus nos salva, inclusive, de nós mesmos.

Morena linda, de cachinhos na cabeça,
entre passos e remelexo, não para de aticar.
Morena linda, com rostinho de menina,
faz biquinho de deboche, provocando com o olhar.
O sanfoneiro que tocava o xote pouco bom do trote se perdeu do norte,sem poder se encontrar.
E a gorda feia, tipo uma baleia com fogo nas ventas, repetia a todos que aquilo não era dançar.

Orar sem cessar


Aprendi que a oração não é um lugar para onde vou. É um lugar onde permaneço.


Sim, há momentos em que o silêncio de um quarto fechado se faz necessário. Há dias em que tudo o que preciso é parar, respirar e derramar a alma diante de Deus. Jesus nos ensinou o valor desse encontro íntimo. Mas limitar a oração a esses momentos seria esquecer que Deus caminha comigo também do lado de fora.


Oro enquanto estou viva.


Converso com Deus enquanto trabalho, enquanto cuido da casa, enquanto lavo a louça, enquanto caminho, entre uma fotografia e outra, enquanto observo o mundo através da minha lente. Muitas das minhas orações sequer atravessam os meus lábios. São diálogos silenciosos, profundos, que nascem no pensamento e encontram um Deus que conhece cada palavra antes mesmo que ela seja pronunciada.


É isso que entendo quando a Bíblia nos exorta a "orar sem cessar". Não significa viver ajoelhada o tempo todo, mas viver consciente da presença de Deus o tempo todo.


Orar é transformar a rotina em comunhão.


Também descobri que algumas orações precisam ser escritas. Não porque Deus necessite ler aquilo que já conhece, mas porque eu preciso me lembrar do que entreguei. Escrever é um ato de fé. É registrar o que pesa, o que espero, o que temo e aquilo que ainda não compreendo.


Quando Deus responde, essas palavras deixam de ser apenas orações. Tornam-se testemunhos.


Voltar a elas é perceber que Deus já estava trabalhando quando eu imaginava que apenas escrevia. Cada página se transforma em memória da Sua fidelidade, lembrando-me de que nenhuma oração sincera se perde diante d'Ele.


A oração não é uma obrigação religiosa, nem um conjunto de palavras decoradas. É relacionamento. É abrir o coração sem máscaras, sem discursos elaborados, sabendo que Deus não espera uma eloquência perfeita, mas uma sinceridade inteira.


Por isso, não espero o momento ideal para falar com Ele. Eu O encontro em qualquer lugar, porque Ele está em todos eles. Faço da oração uma conversa contínua, um diálogo que atravessa os meus dias e habita os meus silêncios.


Porque a oração não interrompe a vida.


Ela é a maneira como escolho vivê-la, em constante diálogo com Aquele que nunca deixa de me ouvir.

Expressar sentimentos através da música requer repertório. Não apenas musical, mas também emocional. Quem vive, sente. Quem sente, reconhece. E quem reconhece, escolhe canções que dizem o que as palavras, muitas vezes, não conseguem dizer.

Ninguém pode ofertar, dar e prometer o que não tem e muito menos o que não existe.

⁠Durante uma democracia podemos clamar por uma ditadura mas numa ditadura não podemos nem sonhar com uma democracia.

A MULHER DE UM HOMEM Só




Há muitas espécies em extinção na natureza. Desde os ursos Panda até a “mulher de um homem só”.
Se por acaso alguém encontrar alguma por aí encaminhe para o Fantástico, pois se trata de raridade.
A “mulher de um homem só” para quem não sabe, só teve na vida, um único namorado, ainda na adolescência. Muito jovem casou-se com ele. Sua “performance” sexual limitava-se a alguns tímidos beijinhos (os famosos selinhos de hoje) e uma ou outra mão-boba na perna da donzela que, de tão culpada, rezava a noite inteira rosários e rosários em penitência. E de joelhos, para que o pecado fosse mais facilmente perdoado.
O encontro amoroso só podia acontecer no sofá da sala, aos domingos à tarde, sob a vigilância da família inteira que se revezava na guarda do hímen da moça.
Depois de muitas e silenciosas tardes de namoro começava a ficar urgente passar à próxima fase, a do noivado, ante-sala para o casamento. “Os outros” já estão falando , dizia o pai, referindo-se a urgência em casar os pombinhos antes que acontecesse o pior.
E o noivado era festejado com muita comida e muitos doces, familiares presentes na festa e uma bela aliança de ouro na mão direita dos noivos. Tudo isso vinha acompanhado de autorização paterna para andarem de mãos dadas e “de braços”. Podiam passear, mas sem dispensar o “doce- de- pera “.
A núpcias da “mulher de um homem só” eram rigorosamente preparadas e implicava em muita festa , despesas enormes, quase sempre maiores que o poder econômico de muitas famílias.
A festa durava o dia inteiro, tudo isso depois de semanas de exaustos preparativos. O vestido da noiva, obrigatoriamente branco, acompanhado de véu e grinalda de flores de laranjeira, só podia ser usado pelas moças-donzelas, virgens, de comportamento comprovadamente casto, avalizadas pelo pároco da igreja local, inclusive.
A preparação da vida futura da “mulher de um homem só” parava por aí. Ela sabia através de conversinhas com casadas recentes que teria que passar por grandes apuros na noite de núpcias, mesmo assim, munida de muita coragem, encarava o fálico marido com toda coragem de que dispunha. Traumaticamente chegava até o matadouro, vestida em camisola de sedas e rendas, de preferência branca para combinar com sua pureza. Curiosidade havia, mas o medo era maior. A possibilidade da dor superava qualquer possibilidade de esperar por algo que pudesse ser bom.
Era um ritual de passagem doloroso, sofrido, onde dor e alegria se confundiam. Muitas se separavam das famílias e iam viver em lugares distantes e como aves migratórias chegavam tristes acompanhadas daquele quase desconhecido que iria fazer gato e sapato da pobrezinha.
Mas era assim que tinha de ser e todas as moças queriam casar. Ficar solteira era uma vergonha. Solteironas, nem pensar. Seria a condenação de “ficar para titia” ou cuidar dos irmãos mais novos e arcar com os pais quando envelhecessem. Melhor o matadouro, morder o travesseiro e tornar-se mulher (como se já não o fossem). Tornar-se, para sempre, “mulher de um homem só”.
Ensinadas na lei do sacrifício e da doação acolheriam os filhos que deus mandasse, uma dúzia deles e nunca esqueceria nem o nome nem o aniversário de nenhum, afinal seu título era de nobreza- rainha do lar – quase uma santa.Dava até a impressão que os filhos foram concebidos sem sexo, como Jesus. Essa mulher não podia ter a visão de seu marido despido. Sexo só santificado, diziam os padres. Tinha que passar pela água-benta, pelo confessionário e era preciso zelar a vida inteira pela reputação, abdicar de enfeites e perfumes.
Quem ouve uma história dessas nos dias de hoje pensa que é pura lenda. Mas ainda existem algumas dessas mulheres vagando por aí. Não conseguem entender muito bem quem são as extravagantes e voluptuosas” mulheres de muitos homens” que desfilam pelas ruas enfiadas em “jeans” apertados, barriguinhas à mostra, seios empinados, bundas arrebitadas, equilibrando-se em saltos muito altos e finos. Não se falando que exalam perfumes libidinosos que provocam paixões avassaladoras. Todas sem donos, livres pensam as “mulheres de um homem só” ou será que o mundo mudou tanto que agora são eles que têm de obedecer, comportar-se e se submeterem ao desejo delas?
Será que eles é que viraram “homens de uma mulher só?”

É o argumento [dos críticos] de que há prostitutas e strippers em um jogo sobre criminosos, capangas e vida nas ruas – que isso é inapropriado? Eu não acho que nos divertimos nos maus-tratos infligidos às mulheres de forma alguma. Só acho que, no mundo em que estamos representando, em Grand Theft Auto, é apropriado.

Dan Houser
SUELLENTROP, Chris. Americana at Its Most Felonious. The New York Times, 9 nov. 2012.
Inserida por frases123

Anatomia do Reconhecimento


Há lábios que se reconhecem pelo beijo.
Há línguas que se reconhecem pelo bailado.
Há corpos que se reconhecem pela colisão dos poros.
Há orgasmos que se reconhecem pela simultânea intensidade.

Inserida por JoniBaltar

Deus certamente não estava fazendo uma experiência com minha fé nem com meu amor para provar sua qualidade. Ele já os conhecia muito bem. Eu é que não. Nesse julgamento, ele nos faz ocupar o banco dos réus, o banco das testemunhas e o assento do juiz de uma só vez. Ele sempre soube que meu templo era um castelo de cartas. A única forma de fazer-me compreender o fato foi colocá-lo abaixo.

"Me entenda como quiser, mas não me julgue pelo que você entender."

Eu acredito que a poesia tenha sido uma vocação, embora não tenha sido uma vocação desenvolvida conscientemente ou intencionalmente. Minha motivação foi esta: tentar resolver, através de versos, problemas existenciais internos. São problemas de angústia, incompreensão e inadaptação ao mundo.

Sou o tipo de pessoa que não guardo mágoa, mas também não sofro de amnésia.

Ontem você me fazia esquecer o mundo; hoje, o mundo não me faz esquecer você.

O amor é...
Um lugar onde o coração descansa e vive em paz.
Um ponto onde a tempestade não alcança.
Um lugar onde existe o conforto em épocas de dificuldade.
Um espaço onde aquele sonho solitário vira uma realidade a dois.
Um sentimento que tem delicadeza, e dá saudade.
Um cantinho onde o coração se abriga por um tempo e mesmo que este abrigo deixe de existir, só a lembrança desse amor que aconteceu viverá para sempre no coração dos que dele provaram.

Para alguns, o amor pode ser leve, alegre, gentil e representa toda a felicidade que existe na face da terra, colocando o riso nos olhos e a esperança na alma.
Para outros o amor pode ser duro, doído e cruel.
O amor pode ser um oceano, um céu ou um devaneio...
O amor é estar, é sentir, é crescer, é pensar...
O amor é viver...

Simplesmente não dá para a gente ir confiando assim em qualquer um, as pessoas andam muito corruptas ultimamente.

Não tenho permissão para apostar, mas se pudesse, apostaria em você.

(Cinna em Jogos Vorazes)

"Não sei amar pela metade, nunca soube. Aliás, não se trata só de amor, mas de qualquer tipo de sentimento. Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, e se não for assim, prefiro que não seja"

Quero acreditar que é verdade. Não, mude isso - eu sei que é verdade. Antes de nos conhecermos, eu não poderia estar mais perdido, e mesmo assim você viu em mim alguma coisa que me fez encontrar o rumo de novo.(…) Mas era você, eu acho, que eu estava procurando todo esse tempo. E é você que está comigo agora.

Nicholas Sparks
SPARKS, N. Noites de Tormenta. São Paulo: Novo Conceito Editora, 2008.