Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

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Tropeço

Há tanto tempo não usado, encontrei o amor, sem querer. Ontem. Jogado debaixo da cama. Empoeirado. Sem caixa, bula ou manual. Um amor, assim, abandonado. Sujo. Rasgado. Fóssil soterrado. Navio afundado há anos. Casarão com tábuas pregadas nas janelas. Lençóis brancos sobre os móveis. Um amor acostumado com o escuro. Com o frio do quarto fechado. Com a passagem rápida de um inseto no meio da madrugada. Um velho amor largado. Pronto pra ser reciclado. Um amor procurado por toda casa nos lugares errados. Nos armários limpos. Entre taças. Louças. Dentro de caixas fechadas com laços. Sob tapetes varridos. Cantos desinfetados. Um amor chamado no grito. No gemido da febre. No cochicho da oração. Um amor sumido. Necessitado. Um amor que apareceu quando quis. De repente. Em um lugar inesperado. Há tanto tempo não usado, eu, ontem, tropecei no amor. Empoeirado. Sujo. Rasgado. Abandonado debaixo da cama. Um amor que talvez nem funcione mais.

Para mim, há uma diferença clara entre alguém que não tem medo e alguém que toma atitudes, apesar do medo, como ele.
(Divergente)

Veronica Roth
Divergente

Um filósofo é, portanto, alguém que reconhece que há muitas coisas que não entende. E isso aflige-o. Deste ponto de vista, é porém mais sábio que todos os que se gabam do seu pretenso saber.

Se você não fica rico ao lidar com políticos, há algo de errado com você.

14 de junho de 2026


Há escolhas que o mundo não compreende porque foram feitas em silêncio.


Ninguém vê as conversas que tivemos com nós mesmos. Ninguém presencia as renúncias que acontecem longe dos olhos alheios. As pessoas enxergam apenas o resultado e, muitas vezes, o confundem com ausência, quando na verdade é presença.


Eu não me afastei daquilo que desejo.
Eu apenas aprendi a honrá-lo.
Porque existem encontros que não cabem na pressa. Existem entregas que não suportam superficialidades. E existe uma parte de mim que acredita que algumas experiências da vida carregam peso demais para serem vividas sem significado.


Talvez por isso eu tenha escolhido caminhar devagar.
Não por medo de sentir, mas porque sinto profundamente.


Não por falta de coragem, mas porque compreendi o valor daquilo que ofereço quando permito que alguém se aproxime.
O tempo me ensinou que afinidades não são raras. O que é raro é encontrar alguém disposto a permanecer depois que os encantos imediatos passam. Alguém interessado em conhecer os territórios que existem para além da aparência, para além das conveniências, para além das expectativas que costumamos projetar uns nos outros.


É isso que espero.
Não uma pessoa para ocupar espaços vazios.
Mas uma presença capaz de compartilhar espaços já preenchidos.


Alguém que compreenda que intimidade não começa quando as distâncias físicas desaparecem. Ela começa muito antes, quando duas pessoas deixam de se esconder atrás das versões que mostram ao mundo e se apresentam como realmente são.


Eu poderia viver muitas histórias.
Mas escolhi preservar a possibilidade de viver uma que faça sentido.


E essa escolha nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário. Quanto mais consciente me tornei de quem sou, mais compreendi a profundidade dos meus anseios. Eles não desapareceram. Apenas deixaram de conduzir minhas decisões.


Hoje, aquilo que busco não pode ser medido pela intensidade de um instante, mas pela capacidade de sustentar o que vem depois dele.


Porque existem conexões que passam.
E existem conexões que transformam.
São essas que espero reconhecer quando chegarem.


E até lá, sigo cuidando daquilo que um dia pretendo entregar: minha verdade, minha inteireza e a capacidade de amar sem me abandonar no caminho.

Há tempos carrego uma espera.


Não uma espera vazia, dessas que apenas contam os dias. É uma espera que me transformou. Que me ensinou a olhar para dentro, a compreender meus desejos, meus limites e os propósitos que Deus foi revelando ao longo do caminho.
Durante esse tempo, aprendi que esperar não é ficar parada. É preparar o coração para aquilo que se deseja viver. É cuidar da alma enquanto o tempo faz o seu trabalho silencioso. É permanecer fiel ao que acredito, mesmo quando a saudade de algo que ainda não aconteceu insiste em visitar meus pensamentos.
Tenho anseios. Tenho sonhos. Tenho o desejo de construir uma história bonita, de encontrar alguém com quem eu possa compartilhar a vida, os silêncios, os risos, os desafios e as conquistas. Alguém que compreenda que o amor verdadeiro não se sustenta apenas no encanto dos encontros, mas na decisão diária de permanecer.
Também tenho desejos que habitam meu corpo e minha alma. Sou humana. Sinto. Espero. Mas aprendi a não permitir que a pressa seja maior que o propósito. Porque algumas promessas florescem melhor quando respeitamos o tempo necessário para que criem raízes profundas.


Por isso sigo.
Nem sempre com a mesma força. Nem sempre sem questionamentos. Mas sigo. Acreditando que aquilo que Deus prepara não chega para preencher vazios, mas para somar caminhos, fortalecer propósitos e multiplicar alegrias.
Enquanto esse dia não chega, continuo cultivando quem sou. Continuo aprendendo, amadurecendo e me tornando a mulher que desejo ser quando o encontro acontecer.


Porque a minha espera não é ausência.


É preparação.


E cada dia vivido com propósito me aproxima não apenas de alguém, mas da versão de mim mesma que estará pronta para viver, com verdade e inteireza, tudo aquilo que hoje entrego em oração. 🌷




24 de janeiro 2024

“Não há nem felicidade nem infelicidade neste mundo, há apenas a comparação de um estado com outro. Apenas um homem que se sentiu o desespero final é capaz de sentir a felicidade suprema. É necessário ter desejado a morte a fim de saber como é bom viver. A soma de toda a sabedoria humana será contida nestas duas palavras: esperar e ter esperança.”

Não hã nada mais emocionante do que a aventura de viver.

Não me julgue pelo que aparento ser, pois as aparências enganam, de verdadeiro só o que há dentro de mim.

"Cometemos erros e para concerta-los muitas vezes é preciso nos humilhar, não há vergonha e nem arrependimento nisso, há crescimento e sabedoria".

Não há nenhum dever na arte porque a arte é livre.

Não há sucesso permanente sem compromisso.

Há dias em que a saudade chega sem aviso.


Não faz barulho. Não bate à porta. Apenas ocupa os espaços, senta-se ao meu lado e me acompanha em silêncio.


Nesses dias, tudo continua igual por fora. O mundo segue seu ritmo, as pessoas seguem seus caminhos, os compromissos continuam existindo. Mas por dentro, algo caminha mais devagar.


Sinto falta de presenças que nem sempre estiveram perto, mas que encontraram morada em mim.


E é estranho como algumas pessoas conseguem permanecer mesmo quando estão ausentes.


Talvez a solidão não seja a falta de companhia. Talvez seja a distância entre aquilo que sentimos e aquilo que conseguimos dizer.


Por isso me recolho.


Não porque queira me afastar do mundo, mas porque existem sentimentos que precisam ser ouvidos antes de serem explicados.


E enquanto escuto o que meu coração tenta me contar, sigo.


Com saudade, com esperança, com dúvidas às vezes.


Mas sigo.


Porque algumas ausências doem, é verdade.


Mas também revelam o tamanho daquilo que um dia tocou a alma e decidiu permanecer.

Não há cura na religião. A cura ocorre quando você encontra Jesus na sua Cabana.

A cidade não esconde mais sua miséria
O sol que esquenta o centro também está na favela
Há muitos sonhos e alguns perdidos nesse momento
O povo grita, chora ou apenas fica em silêncio

Não há caminhos retos no mundo.

Lá vem o fenômeno consumismo
Origem de toda a ganância
Pois para ele não há importância
O que é que vai com o mundo ocorrer
Para ele basta apenas seduzir
Fazer do planeta um mar de dinheiro
Flutuando às margens dos mais ricos
E acabando com o futuro do pobre guerreiro
Ouçam os gemidos da natureza,
Vejam as consequências, a avareza
Que envolvem o mundo atual,
Ganância tão grande nunca se viu igual
Pois ela está destruindo não só a natureza,
Mas todo o sentimento de pureza
Que o mundo um dia teve,
Em que a vida já esteve

Não há tempo para a monotonia do previsível. Há tempo para o trabalho. E tempo para o amor. Isso nos toma todo o tempo.

OS DIAS PARA NÃO SER AMADO.
Há dias em que o amor não nos visita.
Não porque tenha morrido, mas porque se recolheu à sua disciplina invisível.
São os dias em que o olhar atravessa o espelho e não se reconhece digno de ternura.
Dias em que a memória pesa mais que o corpo e a consciência se torna tribunal.
Dias em que a alma, fatigada de esperar, aprende a silenciar-se para não implorar.
Não ser amado, nesses instantes, não significa ausência absoluta de afeto.
Significa estar submetido à uma intimidade severa do próprio espírito.
É a experiência crua de depender menos do aplauso e mais da retidão interior.
O amor humano, quando condicionado, afasta-se diante da fraqueza.
Mas o amor verdadeiro, aquele que participa da ordem moral do universo, não abandona. Apenas observa.
Ele aguarda que nos tornemos novamente habitáveis para ele.
Há dias para ser celebrado.
E há dias para ser provado.
Os dias para não ser amado são provas silenciosas.
São o crisol onde o caráter se depura.
São o deserto onde a dignidade aprende a caminhar sem plateia.
Neles, o coração compreende que o amor não pode ser mendigado.
Ele deve ser merecido pela integridade, sustentado pela coerência, mantido pela nobreza.
Se ninguém nos ama hoje, resta-nos amar.
Amar com discrição. Amar com honra. Amar sem espetáculo.
Porque, no rigor da existência, o homem que continua amando quando não é amado torna-se maior que a própria ausência que o cerca.
E é nesse silêncio austero que se forja a verdadeira grandeza para esses dias para não ser amado.

Sombras:

Esta escuridão novamente esta me perseguindo,

Em meus olhos não há luz não há caminhos,

Ando em meio às sombras, sozinha cabisbaixa,

Com lágrimas já quase secas, após tanto chorar,

Com meus olhos fechados imagino que tudo é possível,

Mas quando os abro, a triste realidade me consome,

Faz-me novamente as sombras andar.