Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
Amor Só
Sempre estive só
Nunca quis enxergar
Todo amor que existe
Só em meu peito há.
Sempre estive cego
Ouvi à todos e deixei
De querer e passei à aceitar
Logo consequentemente implorar.
O amor se tornou veneno
Que foi me servido dia após dia
Perdi o paladar, qualquer esmola
Era considerado uma sina.
Sempre estive só
Mas nunca podia dizer
Ou aceitava o sistema
Ou a porta estava aberta.
Era proibido discordar
Desejar, querer ou até implorar
A maior lei sempre foi
Que eu sempre tinha que aceitar.
O amor me fez refém
E hoje foi o resgate
Talvez eu não me recupere
Desse imenso desgaste.
O que há demais em uma poça d'água?
Uma menenice que retorna
Uma fase esplendorosa
Algo que que cheira como rosa
Algo que te faz sorrir ao lembrar
De chuvas de verão, abraços afagos
Saudade de alguém, amor sem talvez
É o que há demais em uma poça d'água?
Poça d'água
Hoje eu admirava uma poça d'água
O que há demais em uma poça?
O que há demais na água?
Nada, apenas uma poça d'água.
Era sim uma poça d'água, simples
Mas que me mostrava algo maravilhoso
Algo que realmente nunca antes havia percebido
Algo que eu nunca havia compreendido.
Por ela eu via o céu e suas imponentes nuvens
Via pessoas que eu nunca tinha visto, e que moravam na minha rua
Eu sentia junto com ela, o vento e seu sereno
Por ela eu via o que meus olhos não podiam antes ver
O que há demais em uma poça d'água?
Uma menenice que retorna
Uma fase esplendorosa
Algo que que cheira como rosa
Algo que te faz sorrir ao lembrar
De chuvas de verão, abraços afagos
Saudade de alguém, amor sem talvez
É o que há demais em uma poça d'água
"Basta ter um tempo para olhar para dentro de si mesmo"
Desejoso
Queria um tempo nesta vida
Em que me fosse eu a te entregar
Com todo amor em que me há.
Deixai o tempo conhecer
Que dele sou imune
Por eu muito te amar...
O que o amor não te me deu
O tempo nunca pode apagar,
Serei sempre seu
Se quiseres me amar.
Todo tempo que eu tivesse
Dele eu te daria o meu amor,
É assim que neste tempo eu vivo
Desejoso por te amar...
Edney Valentim Araújo
1994...
De Maria
.
Há! Quanta alegria
Eu nos braços de Maria,
Esse amarelo pôr do sol
Que me brilha a cada dia
.
Vejo aos olhos seus segredos
Que me ocultas por inteiro,
Falo dela o dia inteiro
Até que me cale com seus beijos.
.
Há! Quanta alegria
Eu sou todo de Maria...
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Cartas e flores
Ah! Minha amada,
Se pudesse eu diria hoje mesmo ao teu coração
O que há tanto tempo já lhe falei com cartas e flores.
O quanto eu te amo... o quanto eu te adoro... o quanto eu te desejo,
Só não diria da tristeza e da solidão a que estou recluso há tanto tempo longe de você.
Mas a minha timidez fez das cartas e flores embaixador dos meus dizeres a você,
Palavras que hoje ecoam no eco do vazio da minha alma longe do seu amor,
Porque me privei por capricho da timidez de entrega-las quando pessoalmente lhe dei meu coração.
E nesse pranto de tristeza em que se faz meu coração,
Preso nas tuas mãos, mas longe dos teus sentimentos,
Não há um alento se quer que aplaque a imensidão da minha dor na solidão.
Vejo os meus dias passarem diante de mim
Preso ao passado do dia em que eu te conheci.
Olho para frente tentando seguir,
Mas não encontro outro caminho que não passe por ti.
Edney Valentim Araújo
Há alguma vontade diferente do que o Desejo de Provisão para si mesmo? Se até o bebê olha amorosamente para mãe como a fonte de cuidados únicos, quanto mais nós, humanos com muitos dias nos passos, não olharíamos para tudo e todos com o nosso especial interesse!
Alegre-se! Já pensou que há fotografias encantadoras que só existem porque você existe, mesmo que não esteja nelas?
Em matemática aplicada a estratégia utilizando Jogos de Soma Zero, sempre há quem ganhe e quem perca, até que o vencedor, ao olhar os escombros deixados para trás, perceba que parte de si também foi destruída.
Há muitas existências incapacitadas, despreparadas, desqualificadas para exercerem tais cargos, mas exercem. Aonde estão os problemas mundiais?!
Aos reveses há revezes, semblantes opiladas. Claudicantes almas, grotas com maleitas naturais da espécie humana.
