Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

Cerca de 630902 frases e pensamentos: Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

Há um romance sonâmbulo
sob os teus olhos de Lorca...


Palavras pretensiosas arremessadas,
e um arranque automático
entre algo épico
e o pesadelo lírico,
na alta madrugada.


Com o peso da alma
cheia de poesia intensa,
onde o mundo olha
para as personagens
que não podem corresponder
devido à profundidade,
à leveza e à liberdade
de ser o que sou — escolhi.


Diante da lua cigana,
num estado de êxtase,
sob os teus olhos de Lorca,
ainda talvez acordada
todavia desejo o real,
pois a essência segue intacta.


Firme vivendo o suspense
de um romance sonâmbulo:
"Ver-te que te quero ver-te",
nos teus braços que também
querem ver-me em meio ao verde.


Onde não sei como, quem dará
e qual será o passo primordial,
ao se se conseguirá alcançar o pleno final.

Nasci para ser o seu ponto fora da curva,
por isso elegi cultivar o amor e a delícia.
enquanto há quem opte pela queda livre;
Para preservar o elevado e a real direção,
para que nada distraia do que de fato importa.


Em preparação tenho afinado o coração
como um maestro afina um coral,
para receber com gala a sua existência,
para que haja o espaço para a melodia
da Via Láctea, e na garganta seja mantida.


Para o encontro das nossas polaridades
encontrem os encaixes sob os ipês floridos,
E nada seja maior do que nossas liberdades
com pertencimento, elegância e intensidade.


Da forma mais luxuosa e cheia de serenidade
para ser e desfrutar da tua entrega com os pés
descalços na beira de um rio permitindo sentir
a ternura a tocar até mergulhar e nos submergir.

Há uma coincidência histórica entre Egito e Argentina: o Egito também sofreu a ocupação britânica, contudo, logrou expulsar o Império Britânico, ao passo que a Argentina ainda vive as sombras dessa hegemonia.


A parcela da elite argentina que exporta a má educação em eventos esportivos — protagonizando episódios deploráveis que conhecemos bem — representa um extrato social que, de certa forma, foi quebrado. Contudo, essa elite não representa a totalidade do povo argentino; aquele 'povão' que não dispõe da oportunidade de viajar e que, muitas vezes, é o alvo primário da própria crise que essa elite ignora.


O futebol não deve ser ponte para a desumanidade, nem gatilho para a hostilidade regional. Que a paixão esportiva não sirva de pretexto para o retrocesso civilizatório.

Carrego o Cinturão de Gould,
nas tuas mãos o Universo,
No nosso espaço subliminar
há muita vontade de levitar.

No céu surge a Aurora austral
quando os deuses dançam,
Há uma pulsão transcendental
que nossos corações cantam
no mesmo ritmo e idioma:
As urgências não amainam
o sonho na imensidão universal.


[Não é apenas querer, é sem igual.]

Um círculo parasita
pousou neste lugar,
Nunca teve história
e nem convívio,
Há mais de um iludido
capaz do próprio futuro
nas mãos dele confiar.

As mãos vão esticadas
na altura dos olhos,
há sombras e jogos;
Recordo o gesto da Lua,
quando decidi ser tua,
a potência dos desafios
e a audácia dos sonhos.

As nuvens insurgentes
encobrem o azul
profundo do Universo,
A brisa da noite
balançando o arvoredo
me faz sentir viva,
e esbanjo expectativa.

O silêncio companheiro
inseparável mima
a previsão com sabres
do Sol rompendo sutis
a escuridão no trajeto,
é para os teus braços
quentes que me projeto.

O barulho dos motores
dos carros na vizinhança
desconcentram o transe
e a luz ainda não voltou;
por você o meu peito agita,
és a minha história bonita
e desta orquestra a melodia.

Posfácio Filosófico


O ponto em que o ser basta


Há um instante em que o caminhar cessa,
não por desistência,
mas por compreensão.


O buscador compreende que o caminho não leva a lugar algum,
porque o caminho é ele mesmo.
A ascensão, tão almejada, não é um lugar acima —
é o desvelar de um estado interior onde nada mais é necessário.


O filósofo desperto não se ocupa em provar verdades,
nem em convencer consciências.
Ele sabe que a verdade não precisa de defensores,
apenas de presença.


Quando o ser alcança a quietude que outrora buscava no mundo,
tudo se aquieta em torno dele.
Não há mais pressa, nem promessa.
O tempo perde o domínio sobre o que é pleno.


E se, em algum momento, suas palavras tocarem outros corações,
que assim seja —
mas mesmo que não toquem,
a semente já cumpriu seu propósito,
pois floresceu dentro de quem a trazia.


O verdadeiro mestre é aquele que não ensina —
é aquele que é.
E a filosofia, enfim, revela-se não como um campo de estudo,
mas como o estado natural de um espírito que reconheceu sua própria origem.


Assim, o ser se basta.
E o silêncio se faz verbo.

A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe


Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.


Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.


Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.


Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.




---


A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível


Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.


O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.


Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.


Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.


Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.


Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.


E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.

A Melodia do Agora
Há uma beleza sagrada no silêncio de um fim de tarde, quando o barulho do mundo do lado de fora finalmente se cala.
É o cheiro do café fresco que abraça a cozinha, a luz suave que entra pela janela e a certeza de que não preciso provar nada para ninguém.
Viver de verdade é encontrar o equilíbrio na simplicidade dos dias, sem pressa, sem personagens, apenas respirando fundo e sabendo que o coração encontrou o seu porto seguro. A vida se acomoda quando a alma aquieta.

A vida é tão cheia de nuances que há quem ouse, mesmo metaforicamente, brincar de viver.

⁠Há algo mágico no sorriso que provoca aquele frio na barriga, uma mistura de encanto e nervosismo que só o coração entende. É como se cada curva dos lábios desencadeasse uma dança sutil de borboletas no estômago, um arrepio suave que percorre a espinha e desperta emoções adormecidas. Esse sorriso lindo transcende o simples ato de sorrir; ele é um convite para um universo de possibilidades, um gesto que revela a beleza interna e a luz que irradia de dentro para fora. É o tipo de sorriso que aquece a alma e faz o tempo parar, transformando momentos comuns em memórias preciosas. Quando esse sorriso surge, não há como resistir à sensação de ser envolvido por algo maior, algo que redefine o significado de felicidade e amor.

“Há uma espécie de solidão que acontece mesmo quando estamos cercados, quando ninguém percebe que estamos presentes apenas pela metade.”

“Há coisas que eu só compreendi depois de deixá-las para trás, porque certas verdades fazem barulho demais quando ainda estamos vivendo dentro delas.”

Há muitos de mim escondidos em meu ser,
tantos caminhos que ainda quero viver.

Sou força e ternura, sou noite e sou dia,
sou medo, coragem, desejo e poesia.

Tenho um que se esconde, outro quer se mostrar,
um fecha os seus olhos, outro prefere encarar.
Um carrega mistérios, outro busca a verdade,
mas ambos caminham na mesma vontade.

Às vezes sou homem, às vezes sou flor,
às vezes sou fogo, às vezes amor.

Não cabe em palavras aquilo que sou,
sou muitos caminhos dentro de um só.

Tenho tantas faces, mas uma só essência,
tantas diferenças na mesma existência.

E quanto mais busco saber quem eu sou,
mais vejo quantos vivem dentro de um só.

Não quero escolher o que devo parecer,
nem qual das versões o mundo vai conhecer.

Quero ser inteiro, sem medo ou prisão,
mistura de alma, desejo e razão.

E se alguém perguntar: “Afinal, quem você é?”
Eu sorrio e respondo: “Sou tudo o que eu puder ser.”

Sou ontem, sou hoje, sou sonho e sou pó,
sou muitos, muitos mesmo,
vivendo dentro de um só.

Sandro Paschoal Nogueira

Há primaveras que
abrem portas para jardins
que só existiam em nós.

Há ideias e sentidos notáveis em um caminho que flui mais forte que a própria vida.
​Depois que a órbita elíptica sugeriu o fluxo abrangente dos desenhos nas cavernas, as horas passaram a ser parte da história. Os segundos são meros atributos da defasagem do tempo — uma pausa necessária para que tudo faça sentido. É o tempo gerado pelo sistema operacional do planeta, ainda que ele fosse apenas uma engrenagem desse mecanismo, e a verdade, algo bem mais complexo de apreender.
​As memórias são frágeis e superficiais: fragmentos de sensações das fases pelas quais passamos. Ainda assim, essas experiências ajudam a preencher a defasagem do tempo. A cada pôr do sol, somos exatamente iguais — até que a escuridão se dissipe em um novo dia. Estranhamente, o dia começa na madrugada, quando tudo ainda é escuridão.
​Compreender os mistérios do tempo, as estações e as temperaturas é um desafio constante. Mesmo em um pesadelo, sentimos frio ou calor; no frio extremo, passamos a encarar o extraordinário como algo comum. Nas ondas dos mares, em verdes sintonias, encontramos o horizonte como se olhássemos para um holograma, celebrando o fluxo temporal que envolve o nosso planeta. Os ventos gelados do Ártico revelam a aurora boreal e as pareidolias mentais do gelo — as mesmas que surgem no calor seco do Saara. A luz e a escuridão se encontram em um ponto qualquer: ao redor da fogueira, observamos as luzes dos céus em uma dança cósmica infinita.
​Olhos atentos esperam que o fluxo do tempo seja apenas um ponto no firmamento, enquanto lágrimas dão origem a vozes que ecoam no espaço contínuo, expressando um sentimento pragmático. Na velocidade do ônibus ou do metrô, o tempo parece ansioso, somado a cada parada até o destino final. No vidro, o reflexo do passageiro é consumido e reconstruído — uma natureza devastada por várias versões do mesmo ser, copiado pela imagem refletida.
​O vento da tempestade e as chuvas parecem flutuar de repente sobre a realidade. Às vezes a terra treme, mas é apenas o movimento da crosta. A percepção cotidiana do amanhecer contrasta com o peso do meio-dia no ambiente de trabalho; a paz serena se envolve em calor, frio ou na sensação de um tempo fechado. Essa ilusão se revela quando olhamos para as nuvens ou sentimos as distorções temporais.
​As corredeiras da cachoeira trazem uma sensação de calma em sua corrente bruta e absurda. Nelas, o fluxo temporal passa depressa, pois a mente relaxa e se contenta ao fazer parte da natureza. A vida aquática e a noção do ser transcende a própria sensatez: o que existe sempre existiu, mas continua a nos encantar. É o encantamento das sombras projetadas pelo cérebro, que busca incansavelmente sentido em pareidolias, paradigmas e paradoxos.
​O calor sufocante transforma a mente, deixando o homem mais desperto e ligado, como em um horário de verão. O deslizamento das regras que usamos para entender a compaixão inata torna-se o pano de fundo que evoca processos psicológicos internos. No fim das contas, o reflexo psicológico nos últimos parâmetros do dia nada mais é do que a mudança climática da nossa própria percepção intelectual.

Onde há certas crenças limitantes parecem erradas a matemática, a racionalidade e a lógica.

CICATRIZES
Valéria Leão

Em meu coração há cicatrizes,
feridas e ausências.
Há lembranças de momentos de dor.

Nem tudo foi sempre alegria.
Nem tudo é sempre alegria!
Não seria normal que fosse.

Em meu coração,
por vezes, triste,
há, também, recordações que o aquecem
Lembranças repletas de amor.

Alguns daqueles com quem me importei, hoje pouco ou nada se importam comigo.
Mesmo assim, eu fiz valer a pena.
É, é isso que me importa.

"Há quem prefere te julgar e te condenar por um ou dois erros cometidos do quê reconhecer seus 8 acertos "