Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
"Há certas coisas que não devem ser ditas, e quando são ditas, o preço que se paga é muito mais alto que se pagariam estando em silêncio."
“Princípios não se negociam. É melhor morrer com honra do que viver como um covarde. Não há mérito nem orgulho em viver uma vida que não lhe pertence.”
Há desejos que não encontram voz.
Não por vergonha,
mas porque algumas vontades
são grandes demais
para caberem em qualquer palavra.
É estranho como a ausência
é capaz de aproximar.
Quanto mais distante você está,
mais perto mora dos meus pensamentos.
Talvez o mais perigoso
não seja imaginar um encontro,
mas perceber que, antes mesmo dele acontecer,
você já mudou a forma
como o meu coração aprende a sentir.
E sigo assim:
entre a coragem de confessar
e o silêncio de guardar.
Porque existem desejos
que não precisam ser vividos
para deixarem marcas.
Cartografia do Teu Universo
Há qualquer coisa no teu olhar
que eu ainda não sei nomear,
como se o céu, distraído,
tivesse escolhido em ti morar.
Teus olhos guardam constelações
que não aparecem em nenhum mapa,
e eu, sem perceber,
me perco onde a tua luz escapa.
Há um silêncio na tua voz
que diz mais do que qualquer palavra,
um jeito de sorrir de canto
que desarma aquilo que eu guardava.
E o teu cheiro...
não sei se é perfume ou lembrança,
mas fica no ar depois que partes,
como uma promessa que não cansa.
Talvez seja isso que me encanta:
não saber exatamente o que acontece,
só sentir que, quando você chega,
alguma coisa em mim floresce.
Teu toque não precisa permanecer
para deixar seu caminho em mim;
há gestos que duram segundos
e, ainda assim, parecem não ter fim.
Se o universo tem seus mistérios,
talvez você seja um deles.
Porque quanto mais tento te entender,
mais bonito fica não saber.
E se algum dia me perguntarem
onde encontrei o meu lugar,
não direi teu nome.
Apenas apontarei para o céu
e deixarei o silêncio explicar.
Cor de Marte
Há uma cor que não existe
nas paletas que conheço,
um vermelho antigo, quase secreto,
que parece guardar o avesso
de tudo aquilo que não confesso.
É a cor de Marte,
distante, silenciosa,
que atravessa milhões de quilômetros
sem jamais pedir passagem,
como uma lembrança teimosa
perdida na imensidão da paisagem.
Não é vermelho de rosas,
nem de fogo, nem de paixão.
É vermelho de poeira,
de tempo, de solidão,
de um planeta que aprendeu
a carregar cicatrizes
sem perder a própria direção.
Talvez por isso eu goste tanto dela.
Porque há beleza
naquilo que o tempo transforma,
naquilo que um dia foi diferente
e hoje carrega outra forma.
Marte não precisa ser azul
para ser bonito.
Não precisa de oceanos
para esconder seus abismos.
Basta existir,
vermelho e distante,
guardando em seu silêncio
mil histórias que ninguém ouviu.
E talvez seja essa
a verdadeira cor de Marte:
a cor de tudo aquilo
que sobreviveu ao tempo
e, mesmo depois de perder tanto,
ainda consegue iluminar o céu.
Uma cor que não pede para ser entendida.
Só para ser contemplada.
Qual é o sentido disso tudo? Não faz o menor sentido. Há pessoas por todos os lados, mas, ainda assim, eu me sinto sozinho. Talvez essa seja a maior ironia de estar vivo.
Não há tormento maior do que envelhecer temendo os anos que passam, esquecendo que o relógio mede apenas momentos, não o valor do que fizemos com eles — e assim transformar o tempo em carcereiro da própria existência.
Eu finalmente entendi que não adianta insistir onde não há espaço para mim. Amar por dois é um esforço solitário que só traz cansaço. Estou parando de lutar contra a realidade: você não sente o mesmo, e tudo bem. Dói aceitar, mas dói ainda mais continuar esperando algo que nunca vai voltar. Sigo em frente agora, levando comigo a certeza de que fui verdadeiro do início ao fim.
Não há nada menos cristão do que usar a Bíblia como um espelho para admirar a própria 'santidade' enquanto se diminui o próximo.
Sua dor é a minha dor. Mesmo longe de você, eu sinto você. Não estou te vendo, mas há coisas que você está passando que eu sinto... porque o nosso laço não depende dos olhos para ver, ele já aprendeu a respirar no escuro do silêncio.
Há amores que não se anunciam, mas se reconhecem no olhar que se encontra. O meu não pediu licença, apenas se fez presente, como a certeza que não precisa de provas. Em você, descobri que o infinito não é uma distância, mas um instante compartilhado. E é nessa simplicidade, no ato cotidiano de escolher você de novo a cada manhã, que mora a mais profunda das declarações. Não prometo eternidades, prometo presença. E que a nossa história seja escrita na calmaria de um sentimento que não precisa de testemunhas para ser verdadeiro.
Não há vitória no confronto com quem um dia foi seu abrigo; a única vitória real é a paz da distância.
A viúva não tinha filhos. Sua fidelidade parecia moldada em ferro. Sem o marido há dez anos, trazia a bíblia gasta como única herança. O dízimo era sua prioridade absoluta. Apertava o orçamento da pensão mínima. Pulava refeições cotidianas. Mesmo assim, a igrejinha do bairro recebia suas notas amassadas pontualmente. Todo início de mês era igual.
Até que o corpo cansou. Uma pneumonia severa a acamou. Roubou-lhe as forças e a voz. Sem conseguir andar, a idosa olhou ao redor. Só encontrou o deserto absoluto. Nenhuma mulher do círculo de oração bateu à porta.
O único que estendeu a mão foi o vizinho ao lado. O jovem usava roupas coloridas. Tinha trejeitos que o líder usava como exemplo de erro no altar. Era alvo de sussurros maldosos na calçada do templo.
Nas primeiras semanas de cama, a senhora preocupou-se com a obrigação religiosa. Apontou com o dedo trêmulo para a caixinha de madeira. Ali guardava o dinheiro suado. Sem julgar, o rapaz pegou o envelope. Sabia da escassez da idosa. Tirou do próprio bolso o triplo daquele valor. Colocou tudo dentro do papel.
Ele foi até a igreja. Suportou os olhares de nojo da liderança no fundo do salão. Entregou a contribuição dela e saiu. Fez isso três vezes seguidas.
No quarto mês, o estado de saúde agravou-se. A mulher já não falava. Comunicava-se apenas pelo brilho marejado dos olhos. O rapaz percebeu a realidade. Notou que o sagrado não morava no gazofilácio daquele templo. Parou de enviar as notas.
Usou cada centavo para comprar os remédios caros. Comprou fraldas geriátricas e sopas batidas. O jovem limpava o suor da testa da senhora. Trocava seus lençóis com paciência. Segurava sua mão nas noites de febre alta.
Enquanto isso, o banco dela na igreja permanecia vazio. O silêncio da liderança era ensurdecedor. Nenhum clamor aconteceu. Nenhuma visita foi feita. Nenhum telefonema ocorreu. A ausência do envelope cancelara a existência daquela ovelha.
Meses depois, a viúva estava em lenta recuperação. O rapaz cruzou com o líder em uma avenida movimentada. O homem caminhava em seu terno bem cortado. Carregava uma pasta de couro luxuosa. Ao avistar o jovem, o religioso tentou desviar o caminho. O rapaz postou-se à sua frente.
O homem engoliu em seco. Tentou manter a pose formal. Disparou o jargão conhecido:
— A paz, rapaz. Como vai a nossa irmã? Estamos orando por ela. Ela sumiu. Até a tesouraria sentiu a falta dela.
O jovem não gritou. O tom de voz foi baixo e cortante. Parou o tempo ao redor:
— O senhor sentiu falta da contribuição. Nunca da mulher que a entregava. Há meses ela perdeu a voz. Há meses o prato dela é garantido por quem o senhor condena no altar. Enquanto o senhor preparava sermões sobre o amor, eu limpava a urina dela.
Ele respirou fundo e continuou:
— Enquanto suas ovelhas puras se afastavam com medo da doença, o rejeitado aqui alimentou a viúva que sua teologia descartou. O dízimo dela não foi cortado. Ele só mudou de endereço. Deus cansou de financiar o seu teto de gesso. Ele desceu para comprar remédios. Passe bem.
O homem permaneceu estático na calçada. Ficou com a boca semiaberta. Foi engolido pelo peso da própria insignificância. O rapaz deu as costas. Voltou para a casa simples. Ali o verdadeiro culto acontecia. No silêncio de um quarto que cheirava a desinfetante e amor puro.
Não há nem sequer
algema de flores,
chave, cadeado ou senha,
não há gaiola no coração,
e coleira de veludo
é totalmente dispensável;
porque a intenção aprazível
é torná-lo meu e imparável,
e jamais vir a te deter.
O que tenho a oferecer
é a real liberdade pura
de escolher o que vai ser,
é perfume de chuva
após encontrar a mata,
é colheita de Jabuticabas,
é amar sem se perder,
é fazer do seu e do meu querer,
o nosso bem querer;
sem nada requerer - apenas viver.
(É você morar dentro de mim
e eu morar inteira dentro de você).
Que não há alma?
Existe a nossa - que é única.
Insensatos! Eu a vi: é de luz...
Nos teus olhos - inequívoca.
Com relação à minha luz:
(Assoma às tuas pupilas
quando me olhas tu.)
Quem me disse foi
o poeta Rubén Darío, e não tu!
(As "Rimas XII" são dele e minhas.)
Não existe o momento errado,
apenas o endereço errado.
No coração há o sentimento certo,
nos amamos e ainda nos amamos:
só ainda não não nos encontramos.
Escutando o canto da Jacutinga,
lentamente a aurora vespertina
beija docemente a Mata Atlântica,
o vento com leveza balança
a Juçara-de-espinho e a esperança.
Para recebê-lo, tenho preparado,
certamente a mais doce festança;
O que quero para nós é o que há
de mais raro e pleno de temperança
para viver do amor que jamais se cansa.
Do mesmo jeito dos místicos,
quebrando os arcos e flechas dos cupidos
e rasgando os manuais contemporâneos
de sedução que dizem ser estabelecidos
com o orgulho de ser os últimos românticos.
O amor não exige
de nós hierarquia.
Onde há encaixe,
serei o seu tijolo;
se fores o tijolo,
serei o seu encaixe.
Se for de verdade,
construção e sintaxe:
entre nós tudo vale.
Não sou contra a cooperação com os EUA no combate ao crime. Cooperação com Brasil já existe há anos e pode vir a ser aprofundada.
Cooperação é diferente de intervenção, mas depois da última reunião que o Secretário da Guerra teve com o Escudo das Américas, ele pediu para que os países deixem o Tribunal Penal Internacional (TPI) que sei que não é perfeito e carece de muito aperfeiçoamento.
O TPI é um tribunal que não serve só para crimes de guerra, mas também crimes de genocídio que governos podem praticar contra os próprios cidadãos.
O que o Secretário da Guerra pediu pode custar muito caro para todos os povos das Américas.
Que os EUA não queiram continuar sem entrar é uma escolha que atende aos anseios da administração deles, e penso que cada um no seu quadrado.
