Segredo Nao Dito
"Sê tu, oh Hadit, meu segredo, o Mistério Rosa-Cruz de meu Ser, o ponto cêntrico de minha conexão, meu próprio coração, e floresce em meus lábios fecundos feito verbo."
Segredo na Ponta da Língua
Guardo um segredo na ponta da língua,
quente, doce veneno em calda.
Quem prova, jura que esquece,
mas volta com sede, sempre mais nada.
É beijo sussurrado em orelha alheia,
é riso que escapa sem ser permitido.
Segredo não é pra ser guardado,
é pra dançar pelado, escondido.
Fiz promessa de não contar,
mas sou boca que ama o perigo.
Um deslize, um copo a mais,
e lá vai o coitado, perdido.
Ele jura que é só entre nós,
mas segredos têm pernas e ouvidos.
Deslizam em lençóis e travesseiros,
deixando os lençóis... entretidos.
Então me conte, mas bem baixinho,
não que eu vá espalhar, imagina!
Só deixo escapar, sem querer,
em forma de rima... maldita menina.
O Amanhecer do Orvalho
Desperto antes do Sol, quando o mundo ainda respira em segredo. Levanto-me com o silêncio de Oxalá, aquele que traz a paz e a pureza das manhãs. Me alongo como se estendesse meu corpo até os troncos mais altos de Iroko, pedindo força e equilíbrio.
Respiro fundo. O ar da madrugada ainda carrega o hálito de Nanã — o mistério antigo das águas paradas, do tempo que não corre, mas mergulha. Ouço músicas como se fossem orikis, louvores antigos aos que me guardam. E quando entro no ônibus, sei: não é apenas um transporte. É um navio de tempo, conduzido por Ogum, senhor dos caminhos e das encruzilhadas.
As montanhas de Minas me acolhem com braços de Xangô — firmes, justos, cheios de presença. O Sol começa a romper o céu como a machadinha que corta o véu entre mundos. A garoa se dissolve nas folhas, e cada gota do orvalho é um axé que Exu espalha pelo chão: movimento, transformação, recado.
O céu avermelhado anuncia Iansã, que dança com o vento e sacode as nuvens com sua energia tempestuosa. Ela não pede licença: ela liberta. Sinto sua força nos fios do cabelo, no arrepio da pele, na velocidade do mundo que desperta.
As folhas pingam em silêncio, e Oxóssi, o caçador que conhece os segredos da floresta, caminha ao meu lado. Ensina-me a observar. A natureza me fala em símbolos, em aromas, em pequenos gestos. O cheiro da terra molhada é saudação a Omolu, senhor da cura e da renovação.
Na luz que esquenta devagar, vejo o sorriso de Obá, guerreira discreta, força que é ternura. E quando o calor toca a pele, é Xangô de novo, com sua justiça luminosa dizendo: “É hora de viver com coragem.”
Estou dentro do ônibus, sentado, vendo tudo passar depressa, mas dentro de mim tudo é lento, ancestral. O tempo gira em círculos, como os giros de Oxum nas águas doces, como os passos de Iemanjá nas espumas do mar. Tudo passa, mas tudo permanece.
Sou parte do mundo. Sou feito de terra, de água, de fogo, de ar. Sou filho do tempo, guardado pelos Orixás. O amanhecer não é só um momento do dia. É um rito. Um reencontro com aquilo que nunca dorme: a força sagrada da vida.
Sangue em Silêncio
Quero rasgar a pele,
abrir fendas onde a alma sangra em segredo.
Cada corte é um grito mudo,
um pacto silencioso com a escuridão que me habita.
Não é só dor física
é o vazio que corrói,
o peso da ausência que não cabe no peito,
é o eco das palavras que nunca chegaram,
das mãos que não seguraram.
Sou terra partida,
fragmentos que caem,
cacos de um ser que não sabe como se recompor.
Na lâmina, encontro a agulha que fura a névoa,
a única verdade tangível neste mundo insano.
O sangue escorre
vermelho, quente, real.
É o meu grito sem voz,
a minha resistência à anestesia da dor sem nome.
Mas mesmo nesse abismo,
há um fio frágil, quase invisível,
que prende o caos ao desejo de existir
uma luta sangrenta, feroz,
entre o desespero e a esperança que insiste.
O mundo é um transe caótico sem beira, um segredo que o Universo teima em esconder por vergonha sintática
O Segredo Roubado
Desde crianças, a Sorriso confiava na Estrelinha como a única capaz de guardar seus medos. Dividiam confissões e promessas no mesmo travesseiro. Anos depois, foi a Estrelinha quem revelou seu maior segredo na roda de colegas, com a voz fingindo inocência. A humilhação da Sorriso teve gosto de fel. E, ali, ela entendeu que nem toda amizade nasce para durar — algumas florescem só para depois envenenar.
Agradecer é a chave, é o enredo.
Em cada momento, um novo segredo.
Tenho riquezas no viver, incontáveis,
desfruto, amo nos quereres invariáveis.
Livro: O Respiro da Inspiração
Uns escondem suas histórias, em segredo. Eu as compartilho, sem medo.
Erros e acertos, na jornada, são sinais.
Não importa a origem, destinos ou fins.
Como tratamos os outros revela quem somos, afinal.
Livro: O Respiro da Inspiração
Verso no Papel
(por Marcos, o escritor)
Verso no papel,
como vento que revela
o segredo do céu
em silêncio e aquarela.
Palavra pousa leve,
feito pena de passarinho,
na folha que recebe
cada traço do caminho.
Vermoso sentimento,
feito flor que desabrocha,
brotando em pensamento
onde a alma se encrocha.
Assina o poeta, sereno,
com tinta de coração,
Marcos — nome pequeno
guardando um vulcão.
E assim nasce o poema,
em verso sobre papel,
só quem sente o dilema
entende o toque do pincel.
Aprendi o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar
Inexplicável Amor
Quero lhe revelar
um segredo;Eu te amo,
E gritar Para o mundo
inteiro que você foi,
e Sempre será o meu
grande amor, E a vontade
de tê-la em meus braços
Sempre Foi o meu grande
desejo, E o amor Que eu
sinto por ti, é algo tão
forte, Que Nem eu sei
como explicar.
Quero gritar para o mundo
inteiro que Não Sou um
louco, E que apenas grito
Para libertar este amor
oculto Em meu coração,
Podem me chamar de louco,
eu não me importo, E agora
que este Segredo foi revelado,
não existe mais A rasão para
me calar, E faço questão de
confessar-te..Eu te amo.
Declaração de amor
Quero lhe revelar
um segredo, princesa!
E dizer ao mundo inteiro
que você foi e sempre
será o meu grande amor,
e a vontade de tê-la em
meus braços sempre foi
o meu grande desejo,
e o amor que eu sinto por ti
é algo tão forte que nem eu
sei como explicar. Quero
gritar para o mundo
inteiro que não sou
um louco, e que apenas grito
para libertar este amor
oculto em meu coração.
Podem me chamar de louco,
eu não me importo, e agora
que este segredo foi revelado
não existe mais a razão para
me calar, e faço questão de
confessar-te: eu te amo!
