Sede
Era sede de muitos anos retida em nosso corpo. Palavras encadeadas que não pudemos dizer a não ser nos lábios do sonho. Tudo rodeava o milagre vegetal da paisagem de teu corpo. Sobre tua forma, ao meu tato, responderam as pestanas das flores, os rumores dos rios. Todas as frutas no sumo de teus lábios, o sangue da granada, o que se oculta no sapoti e a integridade do abacaxi. Apertei você contra meu peito e o prodígio de tua forma penetrou em todo meu sangue pela gema de meus dedos. Olor à essência de carvalho, à lembrança de nogueira, a verde alento de freixo. Horizontes e paisagens que percorri com o beijo. Um esquecimento de palavras formará o idioma exato para entender a mirada de nossos olhos fechados. Estás presente, intangível e és todo o universo que formo no espaço de meu quarto. Tua ausência brota tremulando no ruído do relógio, no pulsar da luz; respiras através do espelho. Daí até minhas mãos, percorro todo teu corpo, e estou contigo um minuto e estou comigo um momento. E meu sangue é o milagre que vai pelas veias do ar de meu coração ao teu.
Há certas águas que não matam a sede,
você já notou?
Como a saudade que não nos conduz a
Nenhuma epifania.
Saudade deveria sempre render um verso
Perfeito, visto que para nada serve.
Acordamos cansados por
Sentí-la.
Se é que dormimos.
Ela nos rouba o presente,
Nos nega o futuro.
Estou assim agora: presa
Ao passado quando
Estive com você.
O que seria então aquela sensação de força contida, pronta para rebentar em violência, aquela sede de empregá-la de olhos fechados, inteira, com a segurança irrefletida de uma fera? Não era o mal apenas que alguém podia respirar sem medo, aceitando o ar e os pulmões? Nem o prazer me daria tanto prazer quanto o mal, pensava ela surpreendida. Sentia dentro de si um animal perfeito, cheio de inconsequências, de egoísmo e vitalidade.
Sede, meus caros amiguinhos, tais quais o verdor florescente de vossos anos o exige: afervorados, entusiastas, intrépidos, cheios das aspirações do futuro e inimigos dos abusos do presente. Mas não vos reputeis o sal da terra”. (Palavras à Juventude)
Em todo grande homem ás de se ver um espírito livre e indomável. Uma sede incomensurável por liberdade e liderança. Nas alturas encontrar o seu verdadeiro eu interior. A supremacia sobre si mesmo. Vencer a si próprio para se tornar-se vencedor do próprio ego.
Cada um dá do que tem...
Lembre-se não se pode saciar a sede com um jarro vazio, assim são as pessoas.
Sede humildes! Sempre que estiverdes convencidos de que tendes toda a razão, é porque não tendes nenhuma.
Acordar de um bom sonho é como estar no deserto sem água para beber. Antes que venha a sede é melhor encontrar a fonte.
Ácidos.
E obtive sede de sangue. Parada em degraus gastos arrepiei-me ao sentir a loucura escorrendo em minhas veias. Olhei aquela carcaça imunda que exalava inveja por todos os poros e percebi minhas garras alongarem-se em direção àquela jugular. Eu a mataria, juro que mataria, apenas por despeito.
Um beijo bem dado pela pessoa certa no momento certo, na hora da sua sede vc nem lembra q água existe!!!
Gosto de quem tem sede nos olhos, paixão nos lábios, intensidade nas ações... Gosto de quem tem senso de humor, palavras amenas, sabedoria incompleta... Gosto de quem tem dívidas com o destino, juízo adquirido, sonhos não realizados... Gosto de quem sabe o que quer, olhar no futuro, cabeça no presente... porque quem gosta do passado, anda pra trás e quem vive do ontem, não me alcança...
