Sede
A Bíblia não é um livro-texto a ser debatido. É uma fonte que satisfaz a sede espiritual e a fome da alma.
Tem horas que me contento com tão pouco...
Noutras, tudo, não é o bastante.
Tenho fome, sede, pressa, sonhos...
Todos multiplicados por um milhão.
Quero colo, cafuné e atenção...
Quero nada, quero tudo, quero agora!
Ele quem te aquece no inverno
E mata tua sede no verão
Amargo feito no porongo
Gostoso, é o nosso chimarrão
Símbolo da cultura
E da fraternização
Gera novas amizades
Passando de mão em mão
É servido com pipoca
Rapadura, mel, ou suco de limão
Consolando ou fazendo rir
Trazendo paz, amor e união
Com água na chaleira
E o verde na mão
Meu amigo eu te digo
Venha provar com carinho
O doce amargo Chimarrão!
Surge Deslumbrante,
entranha-me os poros.
Me aquece e me deixa
Cansada, com sede.
Acho graça quando ele
faz corar outras mulheres.
Contudo o sinto meu,
mesmo quando não vem.
Penso logo que está
incendiando outro coração.
O seu efeito abrasivo,
por vezes tão malfeitor,
pode curar um aflito
E a bela flor definhar.
Presa à esses encantos
O espero pelas manhãs
Ao findar o dia parte...
Vai o oriente dourar!
Nunca diga: "Desta água não beberei", pois um dia sua sede será tanta que a única água que terá será aquela que você sempre negou.
Costuma-se exaltar a cabeça como fonte da razão e denunciar o coração como sede da insensatez, como músculo incapaz de ter autocrítica e de ser original. Que seja assim. E daí? Nada pior do que uma idéia feita, mas nada melhor do que um sentimento usado. A cabeça pode gostar de novidade, mas o coração adora repetir o já provado. Se as idéias vivem da originalidade os sentimentos gostam da redundância. Não é por acaso que o prazer procura repetição!
Era sede de muitos anos retida em nosso corpo. Palavras encadeadas que não pudemos dizer a não ser nos lábios do sonho. Tudo rodeava o milagre vegetal da paisagem de teu corpo. Sobre tua forma, ao meu tato, responderam as pestanas das flores, os rumores dos rios. Todas as frutas no sumo de teus lábios, o sangue da granada, o que se oculta no sapoti e a integridade do abacaxi. Apertei você contra meu peito e o prodígio de tua forma penetrou em todo meu sangue pela gema de meus dedos. Olor à essência de carvalho, à lembrança de nogueira, a verde alento de freixo. Horizontes e paisagens que percorri com o beijo. Um esquecimento de palavras formará o idioma exato para entender a mirada de nossos olhos fechados. Estás presente, intangível e és todo o universo que formo no espaço de meu quarto. Tua ausência brota tremulando no ruído do relógio, no pulsar da luz; respiras através do espelho. Daí até minhas mãos, percorro todo teu corpo, e estou contigo um minuto e estou comigo um momento. E meu sangue é o milagre que vai pelas veias do ar de meu coração ao teu.
"Alimentar o ego é como tentar saciar a sede bebendo água do mar: quanto mais você bebe, mais a sede te consome."
Deus e a fonte de todas as verdades quem dessa fonte agua beber jamais sera atormentado pela sede da duvida
