Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
As “asas” arrancadas
Eu estava feliz no meu chão
Foi quando eu pude voar
Foi ele quem me deu as asas
E disse que eu poderia voar
Aliás, foi ele quem me ensinou a voar
No começo eu tinha receio
Mas em certo momento eu deixe o medo para lá
Foi tão surreal aquele voo
Que meus olhos chegaram a brilhar
Era tudo tão lindo
Mas algo estava prestes a acabar
Foi inevitável [...]
A queda chegou sem avisar
Enquanto no alto eu estava a me alegrar
As asas que me fizeram voar, arrancaram sem nem me avisar
O chão que eu tinha foi me tirado também
Pois como pode a alegria que antes eu tinha não ter mais¿
Eu não pedi aquelas asas nem ao menos implorei por elas
Até que você chegou
E me deu o “amor”
Foi você que me deu e foi você mesmo que arrancou
Depois de tempos eu escrevo esse poema
Não para lembrar da dor
Mas para te dizer que as asas que você me arrancou
Não me fazem mais falta
Pois agora eu encontrei minhas asas
Não um novo amor
Mas o meu próprio amor
Passarinho cai de voar, mas bate suas asinhas no chão.
Eu quero voar bem alto, quero ser teu céu, e ao mesmo tempo teu chão
Quero ser teu amor, teu amigo, teu pai, teu filho, irmão
O passado nos cega, nos amarga, nos destrói
Deixe eu te contemplar no futuro
Ser teu apoio, teu mundo
Esqueça as mágoas para trás
Seja livre para o presente,
me deixe ser teu presente
Estou de braços abertos pra você,
mirando o fundo de teus olhos, com o sorriso mais esperançoso na face
As lagrimas contidas, o coração apertado, o corpo trêmulo,
e os pensamentos somente em você,
em quem eu sou quando estou com você,
pois ao teu lado me sinto vivo, honesto e amado
Por favor, não despreze o amor de quem lhe quer bem
Sem você não sou ninguem
Nao sou nada além de um pequeno homem com medo da vida e de si mesmo
Medo este que some
e se transforma em coragem quando teu nome, teu corpo, teu espírito vêm a minha mente
Se eu pudesse voar, estaria ao chão, pois o medo de cair me faria esquecer que o céu sempre foi meu porto seguro. Porém, hoje me vejo como um animal terrestre sem liberdade alguma para seguir, pois atolado nessa área movediça, nada mais me resta que não seja o sucumbir inevitável do meu ser, pelo simples fato de achar que estava em terra firme ao me imaginar voando sobre o céu que me cercava enquanto caminhava sem medo.
Há abraços que são asas
e nos fazem voar,
quando perdemos o chão.
Há abraços que são abrigos
nos acolhendo
das tempestades da vida.
Há abraços que são caminho
nos dando direção,
quando estamos num beco sem saída.
Há abraços que são espelhos
e faz refletir o outro em nós.
O que o outro sente, eu sinto.
Há abraços que não precisam
de braços para sentir,
mas de coração para se ouvir.
Há abraços que não precisam
de palavras, só o silêncio basta.
O amor e a paixão, faz você sair do chão, sair do seu mundo mesmismo e voar nas asas do romantismo.
