Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
A VERDADEIRA FACE DOS MEUS GENITORES QUE NINGUÉM CONHECE
Alinny de Mello
Sejam muito bem-vindos a este espaço de anatomia comportamental. Antes de darmos início à dissecação das memórias que dão corpo a este texto, convido todos vocês a conhecerem a minha página no Pinterest, o espaço onde organizo meticulosamente os meus e-books e centralizo as nossas reflexões estruturais. Recomendo que acompanhem os lançamentos semanalmente, pois cada nova obra busca clarear os padrões que a sociedade insiste em camuflar.
A verdade oculta nas fendas de uma dinâmica familiar disfuncional raramente emerge de forma linear. Costuma-se fantasiar a maternidade e a paternidade como instintos absolutos de preservação, mas a realidade factual frequentemente nos esfregar na cara o oposto, revelando que os laços de sangue podem ser o cenário perfeito para o exercício da tirania mais refinada e, simultaneamente, mais grotesca.
Antes mesmo que a minha existência física fosse consolidada, o ambiente já estava saturado por uma violência que cobrava o seu preço em vidas. Cresci ouvindo a narrativa fantasiosa de que a filha que minha mãe carregou antes de mim havia nascido morta e em decomposição devido a um desejo não realizado de comer manga. A mitologia popular adora criar bodes expiatórios biológicos para mascarar a barbárie humana. Aos quatorze anos, aproveitando a ausência da minha mãe, confrontei a minha avó paterna sobre a impossibilidade anatômica daquela história. A resposta foi o desabamento da mentira, a revelação de que a minha irmã passara três dias sem vida no útero materno após uma sessão de espancamento que culminou com um chute violento no ventre da minha mãe. O silêncio que se seguiu àquela revelação foi o meu primeiro aprendizado sobre o poder das verdades sufocadas.
Quando finalmente nasci, a recepção do meu genitor não foi a da celebração, mas a da rejeição simbólica. Ele verbalizou que eu não era sua descendente e me entregou ritualisticamente ao demônio, determinando que a entidade me levasse. Essa rejeição precoce ecoou na minha infância através de pesadelos recorrentes de perseguição, um reflexo psicológico previsível do terror que habitava o mundo desperto. Anos mais tarde, ao questioná-lo sobre essa afirmação, recebi a negação automática que todo opressor utiliza quando confrontado com a própria baixeza. Ele negava tudo, enquanto mantinha a engrenagem do controle absoluto funcionando vinte e quatro horas por dia.
O controle exercido naquele lar não conhecia limites banais. Se o meu irmão do meio ousava quebrar a barreira do isolamento para brincar com os vizinhos e não escutava o chamado de retorno, o preço era o espancamento com cabos de vassoura ou qualquer objeto ao alcance da mão. Aos meus treze anos, assisti do quarto ao horror do meu genitor quebrando um pedaço de madeira de um berço na cabeça do meu irmão, prometendo mandá-lo para o inferno, enquanto minha mãe assistia em absoluta inércia. A tragédia fatal só foi evitada porque o meu irmão mais velho teve a presença de espírito de gritar pelos vizinhos. O comportamento do agressor seguia um padrão clássico de oscilação neurótica, minutos depois do quase homicídio, ele chorava pedindo desculpas, apenas para reiniciar o ciclo logo em seguida.
A vida sob aquela tutela era um exercício de vigilância constante. Fomos privados do direito de conversar, de assistir à televisão e até de brincar. Arrastar os chinelos pela casa era motivo para agressão física. Instituiu-se a obrigação de bater palmas ao entrar na residência para que ele soubesse da nossa aproximação, sob pena de punição imediata. O olfato também era regulado, o uso de sabonetes perfumados ou perfumes era terminantemente proibido. Paralelamente à tirania, o homem manifestava um comportamento de acumulação compulsiva, transformando a casa em um depósito de detritos que ele recolhia pelas ruas.
A opressão estética também se direcionou a mim na adolescência. Ele exigia que eu me vestisse com trajes longos que ocultassem completamente o meu corpo, embora nunca tenha investido um único centavo para me comprar uma peça de roupa ou um calçado. Eu sobrevivia de doações. Quando a minha tia me presenteou com uma saia branca na altura dos joelhos, a reação dele foi a promessa de retalhar o tecido com um facão caso eu não a tirasse imediatamente. O ambiente doméstico era uma vitrine de humilhações, onde ele exibia comportamentos asquerosos, forçando a intimidade conjugal diante dos filhos como forma de demarcação de poder sobre a minha mãe.
O sadismo do meu genitor alimentava-se de memórias de morte. Ele se vangloriava de ter assassinado um primo aos quatorze anos na beira de uma lagoa, utilizando um estilingue para derrubar o garoto por trás de uma árvore sem que a vítima soubesse o que a atingira, um crime que permaneceu impune e oculto da sociedade. O terror habitacional atingiu o ápice quando ele cavou um buraco monumental que ocupava toda a extensão da nossa sala, verbalizando que o propósito daquela cratera era nos queimar ali dentro.
As tentativas de fuga eram tratadas como alta traição. Em uma madrugada, às três horas da manhã, após termos escapado para a casa da tia dele, ele nos localizou. Fui arrancada de debaixo da cama pelos cabelos enquanto ele empunhava um facão de dois gumes no pescoço. A ameaça era explícita, se eu emitisse um único som, ele me decapitaria ali mesmo. De volta ao cativeiro, trancada no quarto após horas de jejum forçado, ouvi as promessas de que ele cortaria as orelhas, os lábios, os cabelos e as pernas da minha mãe, estendendo o mesmo destino a mim. Naquela noite, a lâmina do facão deixou uma marca física profunda, uma ferida em carne viva que se estendia das minhas nádegas aos joelhos, complementada por uma lapada violenta na cabeça que fez o meu crânio vibrar.
O aspecto mais intrigante e definitivo dessa equação destrutiva reside na figura da minha mãe. Nem mesmo o infanticídio da primeira filha ou as décadas de suplício físico a fizeram romper o cordão umbilical com o agressor. A mente humana possui limites de elasticidade e, após mais de trinta anos de abuso contínuo, ela adoeceu mentalmente, transitando por diversas instituições psiquiátricas. Quando assumimos a responsabilidade de cuidar dela na velhice, o retorno foi a perfídia. Acolhida na casa do meu irmão, ela formulou uma conspiração financeira junto ao meu genitor, movida pela crença delirante de que ele possuía grandes somas de dinheiro guardadas. Ela registrou um boletim de ocorrência falso por roubo e chegou a acionar criminosos de aluguel para executá-lo. A trama só não se concretizou porque consegui interceptar e descobrir a fraude antes que o pior acontecesse.
A decisão de romper definitivamente o contato com ambos não foi um ato de crueldade, mas o exercício final da legítima defesa e da autonomia racional. O ciclo de cumplicidade entre a vítima histórica e o seu carrasco transformou-os em um organismo único, onde ambos se alimentam do mesmo veneno e se merecem na mesma medida.
Como podemos compreender a mente que escolhe a lealdade ao próprio opressor em detrimento da segurança dos próprios filhos? Até que ponto a loucura serve de justificativa para a deliberate maldade e a traição de quem recebeu apenas cuidado?
RASTAFARI
O Promotor soltou o verbo; grave, sua voz soou aos meus ouvidos ao som de todos os idiomas e todos os dialetos, como uma declaração a humanidade, sobre quem era o mais espúrios dos seres sobre a face da terra: eu. O juiz que me lembrava um camarão, pela cor da sua pele e pelo seu bigode aparado e sua toga irrepreensível, apenas assentia. Imaginei atrás daquele birô, uma guilhotina com lâmina tão afiada, que certamente faria minha cabeça saltitar como uma bola de basquete nas mão de Magic... ou talvez fosse uma corda preparada num cadafalso; e eu morreria dando língua, deboche à burguesia e seus valores fajutos... quiçá uma fogueira queimasse todas as minhas máculas. Talvez. O promotor continuaria horas a fio com os ‘’elogios’’a ponto de eu imaginar acentuando-se os meus pés-de-galinha, aliás, toda a minha face estaria traçada por aquela angústia, não fosse a providencial e majestosa presença da princesa, que adentrara o tribunal.
Seus impetuosos seios pareciam uma oferenda. Até então, eu não sabia qual era o meu crime, até reparar em toda a sensualidade da boca da princesa. Eu fora sempre alguém torpe assim, ou era a presença da princesa que me tornava um cafajeste? Seus quadris também não me passaram despercebidos; centenas de adjetivos fervilhavam na minha cabeça, todos lidos e entendidos pela majestade a ponto de fazê-la enrubescer. O promotor também parecia conseguir essa proeza, pois no seu lero-lero, palavras como torpe e sadismo, passaram a serem ouvidas com freqüência.
A sentença parecia implacável, irremediável, mas depois de conhecer toda aquela graça, morrer seria um grande azar; restava-me a esperança da defesa; era um negro, cabelos tipo rastafári, estatura mediana numa França burguesa, loira e de olhos claros, onde já havia perecido dentre outros, Joana D’arc a guerreira; contudo se a defesa tivesse metade do “queixo” da promotoria, eu seria absolvido.
O martelo do meritíssimo soara trazendo-me a realidade, quando eu quase sentira o sabor sexy da burguesinha; a palavra foi dada à defesa: Serafim, parecia escárnio, mas não, era a graça do nosso herói, que mais parecia um representante do reggae da memorável Jamaica do Bob Marley. Ou seria um macumbeiro da periferia soteropolitana, ou dos confins maranhense... em que ele se basearia, além do baseado?
O negro começou com um linguajar de fazer inveja a qualquer jurista, deixando todos boquiabertos inclusive o jurista Cid Carvalho emtão famoso pela sua inigualável oratória, mas depois introduziu uma enxurrada de gírias, fazendo aparecer nos lábios da princesinha o mais belo dos sorrisos e nos seus olhos um ar de cumplicidade. O rastafári estava conquistando aquele reinado, e, provavelmente eu seria absolvido para testemunhar a majestade viciada e sodomizada, não, preferível a guilhotina!
Senti o corpo todo estremecer, depois percebi a leiteira ainda pingando nas mãos de Isabel. Eu estava todo molhado entre lençóis e travesseiros deitado na cama, tudo não passara de um pesadelo, e, provavelmente, indignada com alguma reação minha durante o sonho, Isabel tomou essa atitude de me acordar assim. Um negão rastafári abotoava o vestido de Isabel, no que pude perceber, era uma fantasia de princesa. Era desfile da escola de samba e o enredo era o império.
Será que o meu sonho tornar-se-ia realidade? Isso me assustaria, se eu não percebesse que esse rastafári era um fiel representante de uma comunidade gay...
ABSTRAÇÕES
Os meus olhos sustentam a lua
A rosa controla o beija flor
E os insetos fazem seu trabalho
As colunas que sustentam
a terra teu seus imãs
A terra fecunda germina a hortelã,
E a rebeldia dos anjos
Cria a harmonia entre o bem e o mal...
Daí surge a paixão
Que tinge de rubro mercúrio,
E o amor que tinge de opala a lua
A saudade que preenche os oceanos
e o que somos além de Abstrações???
A admiração que sempre tive pelos meus professores me deu alegria, dobrou a motivação e facilitou o meu aprendizado.
Convicções que Guiam os Meus Passos
Continuo conduzindo minha nau com firmeza, guiado pelas minhas convicções.
O mar, muitas vezes, está revolto pelas opiniões que cruzam o meu caminho. Ainda assim, com vontade, discernimento e uma boa dose de sabedoria, sei que chegarei a águas mais tranquilas.
Partir, mudar, pensar diferente, rever conceitos, seguir novos rumos, escolher outras trilhas, enxergar o mundo por uma nova perspectiva, vivenciar o desconhecido e descobrir novos pontos de vista fazem parte da caminhada de quem deseja crescer.
Muitas pessoas chamam isso de egoísmo ou de ingratidão. Eu penso diferente. Foi quando comecei a caminhar sozinho e a conversar mais comigo mesmo que passei a me conhecer melhor. Aprendi a reconhecer meus erros, a corrigi-los e a deixar de valorizar aquilo que pouco, ou nada, acrescenta à minha vida.
As convicções são raízes profundas. São certezas construídas pela experiência, pela reflexão e pela fé, muito além de opiniões passageiras.
São elas que impulsionam nossas atitudes diárias e orientam os caminhos que escolhemos seguir. Também influenciam as pessoas com quem decidimos caminhar, pois ninguém percorre uma longa estrada sem escolher bem suas companhias.
Ao mesmo tempo, convicções verdadeiras não nos tornam inflexíveis. Precisamos fortalecer a mente e o coração para permanecermos abertos ao aprendizado, reconhecendo que nossas convicções não representam a única verdade existente.
Pessoas verdadeiramente confiantes não se incomodam com opiniões diferentes das suas. Elas sabem ouvir, refletir e, quando necessário, aprender, sem abrir mão daquilo que consideram essencial.
A vida nos coloca à prova todos os dias. Cada desafio é uma oportunidade de confirmar, fortalecer ou amadurecer nossas convicções.
No fim das contas, caminhar não é apenas avançar quilômetros. É permitir que cada passo fortaleça a fé, aperfeiçoe o caráter e nos aproxime da pessoa que Deus espera que sejamos.
Peregrino Nino Carneiro
Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim
Olhos de Girassol
Dizem que meus olhos se arregalam, que minha mente sempre se preocupa,
Mas poucos veem o sol que guarda, a luz que em silêncio se descobre.
Meus olhos são girassóis que buscam a luz, que seguem o dia. Não há medo, há cuidado profundo, há coração atento, há poesia.
E se eu me volto para o mundo, épara sentir, para cuidar, para ver.
Não é fraqueza, não é inquietude, é vida que floresce, ésol que queima barreiras e revela minha verdade.
Olhos arregalados, coração atento: vejo o mundo em cores que ninguém mais percebe.
Nesse te amo silencioso eu te abraço em segredo, te sonho em minhas noites e te vejo em meus dias. Assim esse amor se torna possível!
O que passou, ensinou.
O que perdi, me despertou.
Minhas mãos hoje estão limpas, meus olhos hoje estão atentos.
Eu não busco a perfeição, busco a evolução.
Quando a oportunidade bater, meu sim será absoluto: foco no que importa, força no que faço e a coragem de quem aprendeu com a perda.
Patty Couceiro
GUIADA POR DEUS, PROTEGIDA PELA LUZ, ABENÇOADA POR YEMANJÁ E ÍSIS.
EU SOU LUZ. EU SOU FORÇA. EU SOU PROPÓSITO.
Ah, os teus olhos...
Têm um brilho que nenhuma estrela consegue copiar, e quando encontram os meus, parecem fazer o tempo desacelerar.
Ah, o teu cabelo...
Tão bonito ao vento, como se cada fio soubesse exatamente o lugar onde deve estar. E eu poderia passar horas te admirando sem me cansar.
Você é linda minha amada
— Patrick Wallace
O meu mundo sem forma
Cada dia
meus desejos crescem
como raízes que racham a própria pedra
onde eu tento me firmar.
Ver o belo
e não poder tocá-lo
é aceitar, em silêncio,
uma ferida que ninguém pediu.
Não persigo o futuro.
Todo sonho que antecipo
parece roubar
o gosto do agora.
Então eu me abro.
Deixo o fluxo me atravessar
como o mar atravessa a areia
sem pedir licença.
Quero apenas isto:
ver.
Ser o olho que não prende,
o instante que não exige,
o homem que observa
e não se perde.
O mau tradutor
Com o coração renovado, busquei expressar a verdade através de meus lábios.
Mas minhas palavras soaram como desculpas vulgares, erguidas apenas para esconder a chaga que trago no peito.
Andei manco por estradas escuras, anunciando aquilo que meu coração sussurrava. Pelo visto, jamais fui um bom tradutor.
Acreditei que minha luz fosse como a da vela que eu carregava: capaz de acender milhares de outras sem perder o próprio brilho.
Mas a vela foi afogada num mar de mentiras.
Agora caminho sem sua chama. Tropeço entre os destroços de um palácio outrora belo, que hoje abriga apenas o silêncio dos funerais.
Suas paredes são feitas das cinzas de um incêndio que insiste em morrer, embora seu calor já não seja suficiente para iluminar o caminho de ninguém.
**H**ernandes, desde que você entrou na minha vida, meus dias ganharam um brilho diferente e meu coração encontrou novos motivos para sorrir.
**E**m você, eu encontrei carinho, acolhimento e uma presença que faz tudo parecer mais leve e bonito.
**R**aramente alguém consegue tocar tão profundamente a nossa alma, mas você chegou e conquistou um lugar muito especial dentro de mim.
**N**ão sei explicar exatamente como aconteceu, só sei que, a cada dia, meu sentimento por você cresce de uma forma sincera e verdadeira.
**A**mar você é descobrir que o amor também pode ser cuidado, amizade, cumplicidade e vontade de construir momentos inesquecíveis juntos.
**N**os seus gestos, no seu sorriso e na maneira como você faz parte da minha vida, encontro razões para agradecer por ter você comigo.
**D**esejo que a nossa história seja guiada pelo respeito, pela confiança, pela parceria e por um amor que se fortaleça mesmo diante das dificuldades.
**E**u quero estar ao seu lado para celebrar suas alegrias, apoiar seus sonhos e segurar sua mão nos dias em que tudo parecer mais difícil.
**S**e existe algo que desejo que você nunca esqueça, é que você é muito amado e ocupa um lugar único, profundo e precioso no meu coração. ❤️
Que o sentimento flua
Que seja para a vida
Que meus olhos nunca
Se percam dos teus
Que eu possa sentir o bater
Do coração sempre
Que te ver chegar
Desde o primeiro dia
Eu senti que estava destinado
Unirmos nossas vidas
Senti que já te conhecia
Que a minha alma já te pertencia…
Que seja sim para a vida
Sem medos, sem atropelos
Aqui pensado em ti.
Eu te sinto, sinto o calor do teu abraço
O fogo do teu beijo...
Não é um sentir
De querer acreditar..
É um forte sentir uma voz que me diz
Que nosso Amor veio para ficar!
Luto pelo amanhecer
No crepúsculo de minhas dores,
encaro os meus adversários.
Eles são um:
eu mesmo,
fragmentado
em inúmeras faces.
Cada uma
me põe à prova
diante de minhas escolhas.
Vejo a taça
verter seu conteúdo,
enquanto murmúrios
vestidos de certeza
ecoam verdades
que jamais foram absolutas.
Na contagem
de novos dias,
cada batalha
renasce com o sol.
Há lutas
que perco.
Há guerras
das quais saio
vitorioso
de mim mesmo.
Um guerreiro
não precisa
empunhar a espada
todos os dias.
Quando o brilho
do sol nascente
não alcança meus olhos,
resta-me enfrentar
o único inimigo
que verdadeiramente persiste:
a falta de clareza
que meu coração
teima em revelar.
"Se me perguntarem hoje o que se passa em meus pensamentos, terei uma resposta somente, seu cheiro, seu jeito, sua voz, seu carisma, o brilho dos seus olhos, seu andar, seu abraço, ahhhh! Seu abraço, como queria está dentro dele agora, entraria e não sairia mais, você me fez tão bem com apenas um sorriso, você mim ganhou de uma forma suave, hummmmm como estou bem, enfim! Pensar em você é o que agora sei de melhor, desejar você é o que mais faço e querer te ver de novo é a única coisa que sonho até mesmo acordado"
