Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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Eu VEJO VOCÊ...
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Vejo você mesmo quando se mantém distante dos meus olhos.
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Vejo você por de trás só sorriso que insiste em mostrar para o mundo.
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Vejo você, quando mesmo em silêncio seus olhos me dizem tudo que seu coração tem transbordado.
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Vejo você em cada grito abafado.
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Vejo você, em seu modo natural, real, como nem mesmo você mesmo se perceba.
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Eu VEJO VOCÊ, em sua mais translúcida essência. -
Eu VEJO VOCÊ, com todo carinho, respeito, ternura e cuidado que há tempos você anseia.
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E por que te quero bem é que te enxergo tão além. É por isso que te sinto, é por isso que, a todos os momentos, EU VEJO VOCÊ!

É na imensidão infinita desse céu azul que meus olhos se fixam, que meus pensamentos se perdem e que, toda desordem aqui dentro, cria uma estranha e alinhada ordem, que faz tudo ter sentido, ser sentido e que faz o desejo de vencer reacender.

"Respeito sua opinião, mas meus resultados e a satisfação dos meus clientes contam uma história bem diferente."

"Se as suas críticas tivessem o poder de pagar os meus boletos ou construir o meu futuro, eu até daria ouvidos. Mas só servem de combustível."

Sou escritora ...amo as palavras e os livros... escrever mantém meus sonhos vivos... sou um mistério para mim mesma..

Ainda que me amordace ..pararei apenas de falar porém meus pensamentos serão eternos

⁠naquele silêncio
ao fundo
escutava tua voz
cochichando
nos meus ouvidos,
o amor!

Escrevo meus lamentos no papel,
Finjo que é poesia,
Ou algo parecido.
Vou mastigando meus sentimentos a contragosto,
Reprimindo as dores que apertam o peito
Por amar e não ser amado.
Tá aí o motivo de eu não gostar de matemática:
A soma do amor,
Em certas ocasiões, é injusta
E nunca resulta no que desejamos.

Escrevi teu nome
No poema,
Na pele, na alma
E no coração.
Desenhei você nos meus sonhos
E te busquei na imensidão do amor.
O sorriso mais lindo,
O abraço mais caloroso,
Guardo para a eternidade.

Os meus botões jamais irão me delatar, é cada um nas suas casas e de camisa fechada.

Um belo dia avistei o horizonte e vi a vida passar diante dos meus olhos.
Percebi o quanto a vida passa tão rápido que nem sempre conseguimos acompanhar o tempo.

Choro


Choro pela vergonha que passo.
Com minhas mãos sobre meu olho,
pisco e sinto meus cílios a tocar-las.


Sentir algo ameniza o desgosto.
Conscientizo a existência da carne e do osso.


E no fim não respiro, eu sufoco.
Mesmo sentindo, eu duvido.
Mesmo chorando, eu questiono.


Percebo que a pele é a prisão.
Que prende o coração de querer,
de poder ser o alguém que deseja ser.

Minha pequena,
tão leve em meus braços,
ao mesmo tempo gigante em um abraço.
Como pode um coração
todinho preenchido
no simples laço de um abraço.


21/07/26

Dono dos meus dias


Sob o horizonte infinito do Morro do Gavião, contemplo sua beleza e sinto o peito transbordar gratidão.


Entre o brilho das águas da Represa de Chavantes e o calor dos teus braços, meu Alexandre, eu floresço: sinto-me gigante, elegante, radiante.


No silêncio sagrado da Pedra do Índio, encontro-me amada e renovada por você — o dono da minha vida, a quem amo sem medidas.


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.

Minha carne veste a essência dos meus ancestrais.
Minha cor é armadura forjada na travessia dos tempos: alvo da violência, mas também instrumento de enfrentamento.
Carrego na pele a memória de quem nunca se rendeu.
Porque preta não é ausência de cor; preta é presença, é nobreza, é raiz, é resistência.

Eli Odara Theodoro

10:34 11 de setembro de 2024


"Sonhei que estava na antiga casa onde eu morava com meus pais, quando adolescente. Na verdade, a antiga casa com meus pais, era um lugar de muitas torturas e violência, por parte do meu pai, aos 16 anos, tive que fugir de casa, porque não aguentava mais tantas torturas
Eles não estavam mais lá, porém estava eu e meu esposo.
Eu sentia uma sensação muito estranha, de medo!
Quando olhei para a cerca que rodeava o terreno, enxerguei pelo lado de fora dela, 4 pessoas vestidas de branco, muito assustadoras, elas usavam capuz, seus olhares eram sinistros e ameaçadores, nos observavam, como se á qualquer momento fossem invadir o nosso espaço e nos fazer maldades.
Eu não esperei para ver, pedi para o meu esposo, para que saíssemos escondidos deles e fugíssemos. Pois, eles iriam entrar á qualquer momento, eram como guardiões do mal, á espreita!
Nós saímos por trás da casa e corremos muito! O caminho era bem diferente da realidade e a gente passava por baixo de uma construção que mais parecia um túnel, mas na verdade era uma casa, que tomava a rua inteira por onde passávamos.
Enquanto eu corria embaixo dela, eu olhava o teto, era uma laje pintada de verde e havia uma lâmpada que iluminava o caminho, porque havia escuridão.
Entramos pela rua lateral, correndo o tempo todo, com muito medo deles já terem percebido a nossa fuga.
Porém, quando entramos por essa rua, não havia casas, somente pequenos Lagos, em cada terreno baldio. Eram muito bonitos, passei observando, mesmo correndo muito rápido, pelo primeiro lago, com água cristalina, com dois peixes lindos nadando, o segundo laguinho também já havia mais peixes nadando e a água era bem cristalina, no terceiro lago, eu fiquei horrorizada, observei que não havia lago, somente um monte de peixes mortos, já em estado de decomposição, era como se o lago desse terreno tivesse secado e havia tantos peixes, que todos morreram sufocados, enquanto se abrigavam um . cima do outro, era uma pequena montanha de peixes o formato de como estavam.
Senti uma imensa tristeza, por ver aquela cena, o sorriso mesmo amedrontado, por medo daquelas pessoas, quando eu passei pelos 2 primeiros lagos, senti imensa alegria. Mas, a tristeza veio logo em seguida!
Ao observar tantos peixes mortos.
No quarto lago, não lembro ao certo mais havia peixes nadando e a água já não era tão cristalina, como as duas primeiras..."

11:07 da manhã - 22 de maio de 2024 - Sonhei com falta de comida...

Estava eu, minha mãe e meus dois irmãos, Awkaerck e Alcadones. Minha mãe segurava eles de um lado e outro e eu estava guiando eles! Pois, ainda eram bebês de mais ou menos, uns 2 ou 3 aninhos e eles estavam pulando e muito felizes, enquanto segurava nas mãos da minha mãe.
Fomos todos á um lugar, onde capinamos um lote e todo o pagamento foi somente, algumas frutas, que seriam descartadas no lixo, saindo desse lote. A gente recolheu e eu levei conosco, em um saco quadrado, não tão grande, pois dava mais ou menos, o tamanho de 2 mãos e ele também estava quase seco, só dava pra ver depois como se tivesse dois pequenos molhos de cheiro verde dentro deles.
No caminho, minha mãe ia atrás, eu ia seguindo e conversando com ela.
Olhava meus irmãos e sentia falta de outro.
Pois, lá éramos 3 e nós somos 4.
Eu olhava e tentava lembrar, se não faltava mais um de nós.
Então, lembrei que nossa primeira irmã morreu e achei bem estranho, não conseguir lembrar do meu terceiro irmão dentro do sonho. Não comentei com a minha mãe, só segui! Eu via no caminho, pés de quiabos gigantes, na frente de uma escola ou uma casa enorme, que ficava meio escondido. Pensei em pegar alguns, mas sabia que primeiro tinha que pedir, até porque parecia que estavam ali para ornamentação. Eram quiabos gigantes, de uma espécie que eu nunca tinha visto. Mas, eram quiabos, pois eu conhecia bem! Uma mulher estava passando e eu perguntei para ela, de quem era aqueles quiabos, se eu podia pegar alguns, ela não deu muita atenção, mas respondeu que se eu fosse no mercado que estava na rua escondida lá atrás, eles me dariam algumas frutas e legumes, pois sempre davam pra ela. Eu olhei e vi que os quiabos pertenciam á aquele lugar enorme, e não era uma escola, nem uma casa grande, era um mercado, que eu nunca tinha visto, que ficava escondido em uma ruazinha. Eu observei somente, enquanto via a mulher virando as costas e achando ela um pouco mal educada, enquanto estava muito suada, o suor descia pelo meu pescoço e eu não soltava o saquinho que eu carregava, virei para a minha mãe e disse, que a gente não iria não, eles não dariam nada pra nós, só íamos passar vergonha. Então, seguimos e de repente como se eu, estivesse distraída, acabei guiando a minha mãe, até um lugar, parei na frente e observei, muitas frutas de diferentea regiões ali no chão, na minha frente, mas, muitas mesmo. Achei que era um pomar ou um lugar que vendia elas, então enchi os olhos, mas não me alegrei, pois sabia que não as podia comprar! Elas eram lindas e brilhantes, frutas cheias de vida, estavam todas no chão, prontas para serem comidas, o chão era de cimento, um lugar gigante e com frutas que dariam para muitos meses, para muitas pessoas comerem. Eu olhava e sentia o desejo de pegar e levar para casa, até eu perguntar á mulher que estava lá, o que era aquilo, que lugar era aquele. Porque ela me observava, tipo perguntando, o que eu estava fazendo ali. Ela então, respondeu que era a casa do governador! Eu, surpresa falei, governador? Ela disse, sim, a casa do governador. Eu simplesmente fiquei pensativa, só podia ser, eles têm tudo, enquanto nós, não temos nada, mas mesmo sem saber quem era ele, vi um homem saindo lá da lateral desse lugar, onde era a sua casa, e perguntei pra ela, se era ele, ela disse que sim. Não perguntei o nome, eu não o conhecia, então deixei ele se aproximar, enquanto ele me olhava seriamente e com ar de desprezo, a minha mãe estava na porta observando, com meus dois irmãozinhos. Ele era um velho magrelo, alto, cabelo liso, vestia uma camisa cinza e uma calça jeans desbotada, mas eram boas roupas. Não observei os sapatos, eu só conseguia olhar nos olhos dele e ver desprezo por nós! Mesmo assim, suada e com o suor descendo pelo pescoço todo sujo de lama, porque antes a gente estava capinando um lote, e estava de volta para casa, e no caminho tendo essas aventuras e encontros, eu pensei em pedir para ele somente uns 20,00 mas ele era rico demais, então, resolvi pedir 200,00 para comprar uma cesta básica. Ele me olhou, desviando o olhar e meio desnorteado, dizendo que não tinha dinheiro. Que havia dado para alguém antes. Eu continuava persuadindo e contando de onde estávamos vindo e ele não quis ouvir, de repente, o lugar estava cheio de pessoas que eu conhecia, desde assistentes sociais e um homem que gostava de ajudar os pobres aqui na cidade, o Raimundo Absalão, ele já morreu. Ele apareceu no sonho e disse para anotarem meu endereço, que ele iria comprar a cesta básica e mandaria levar até lá. Eles não quiseram saber, as assistentes sociais, fingiram que estava anotando o endereço, mas na verdade só anotaram meu primeiro nome, e nenhum deles olhava para mim. Eu, me senti desprezada ali e ninguém estava nem aí, para a minha falta de comida em casa ou preocupados com a fome dos meus irmãos bebês. Eu continuei insistindo e dizendo que morava perto da casa do coelho, o vereador, eles diziam, tá, tá... Afirmando que sabiam, mas pouco se importavam. Eu fiquei envergonhada, diante das pessoas que ali eu conhecia, agora, elas sabiam da minha situação e iriam espalhar que estou passando fome, sendo que não resolveram nada. Nada fizeram por mim, eu saí muito triste e preocupada, então passou para outro sonho...

Pensei ter perdido a minha inspiração, após revelar meus mais sublimes segredos.


Passei um tempo para entender que fui corajosa o bastante.


Foi por causa disso, que eu agora renasci.

Ele, me disse para escrever sobre meus sentimentos...


Estou fazendo isso agora, faz parte da minha história.

Mas, observei meus pequenos irmãos, todos ali, acoados e acordados naquele horário.


Eu, tomei uma decisão por eles.


Eu não fugiria sozinha, eu não chegaria muito longe.


Logo, como eu era menor, eu seria mandada de volta.


Eu mesmo sabendo que ela voltaria, como trocentos outras vezes, eu falei meu plano para ela.


Na manhã seguinte fugimos.


Para outro Estado, com a grana que eu havia recebido.