Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Não doem os meus
ouvidos os gritos
dos excluídos,
A cada dia fazem
mais vivo
o meu coração
rendido aos ecos
do meu apego
ao solo sagrado,
Escrevo mesmo que
não seja escutado:
Convivendo no meio
de um oceano
de presos políticos.
Não há como fingir
e dizer que há
como ver o eclipse,
o ideal era ficar
esperando pela
passagem das nuvens.
Correndo contra
o tempo para
tentar encontrar
os desaparecidos
mesmo sem saber
quem eles são,
Sem ter como
cuidar dos feridos
E ciente de que há
quem anda sendo
processado por
exercer a missão.
Não há como fingir
que há justiça
para uma tropa
e um General,
e contra eles
sobra a covardia.
A paz vem sendo
todo o dia asfixiada
a base de golpes,
Lares retalhados,
A inteligência
vem recebendo
advertência pública
Estamos sitiados
por irregulares
grupos armados,
por mil pensamentos
todos os dias dolarizados
e por muitos que querem
os povos indígenas despojados.
Discutem cifras
de quantos são
os meus irmãos
em imigração,
Não importa se
são um, dezenas
ou quatro milhões;
Quando um filho
deixa a sua Pátria
por qualquer que
seja a carência,
O problema é
de todos que não
estenderam a mão
para ajudar
com benevolência.
Se imigrante este
irmão de continente
em diáspora
aqui se encontrar,
Aqui ele será
bem recebido,
Neste mundo até
quem tem faz idéia
nasceu peregrino;
Por isso comento
e não esqueço
de nenhum povo
que de dor padece:
o egoísmo tornou
La Guajira um
lugar esquecido.
Perguntam onde
está o General,
Pois dele não se
sabe o paradeiro,
Se vivo está e se
encontra inteiro;
Ontem também
e segue sendo
o questionamento
dos membros
do movimento,
E a única coisa
que posso fazer
é rezar em silêncio.
Se você acha
que calar
é melhor,
Não acha
que os meus
versos fazem
sentido,
Não poderá
se queixar
quando
você não for
mais ouvido.
Não são meus filhos,
todo mundo sabe disso,
mas sinto como fossem;
esses tantos filhos
que partiram para
o plano astral,
filhos adoentados,
filhos em diáspora,
filhos que se encontram
presos injustamente
e incomunicáveis,
filhos que são pais,
e filhos distantes dos pais.
A minha especial
preocupação são
com as estrelas,
não aquelas que
se colocam nos ombros,
mas as que nasceram
para viver grudadas
para sempre no coração,
Por saber da vileza
do mundo: por elas não
canso de pedir o diálogo,
a paz e a reconciliação
em nome da merecida
e justa libertação.
Chegou o tempo de olhos
voltados para o céu,
joelhos dobrados,
mãos coladas
em gesto de oração,
corações curados
e plena superação.
Os meus poemas estão
explodindo todos
os dias no seu coração.
Não adianta apagar
os meus poemas porque
as tuas bombas um dia
acabarão e os meus poemas não.
Traidores deixaram escorrer
Kherson pelos dedos
e para nós não há mais segredos.
Você prefere continuar
condenando 30 milhões abaixo
da linha da miséria
para continuar cometendo
os seus crimes de guerra.
Nestes meus poemas tenho
salvo o máximo o quê consigo
de todas as memórias:
Mykolaiv, Kharkhiv e Odesa
foram pelos ares nestes últimos dias.
Você prefere mergulhar
no orgulho e os outros
na comodidade da covardia,
e eu que sou a parte fraca
da corda o quê posso fazer é poesia.
Adoçar com os meus
beijos a sua boca
é a minha mais louca
e maior ambição,
E você não haverá
de querer outra coisa.
Que você está caindo
na minha mão,
Por premonição vejo
que é todo meu
o seu desassossegado
e doido coração.
É fato que não está
escrito em nenhum lugar,
Eu sei que você faminto
há de se lambuzar
com o mel da sedução:
coloquei você em revolução.
Eu não quero pular de alegria, eu quero me quebrantar pelos meus pecados. Eu não quero contar as bênçãos, eu quero testemunhar da Sua misericórdia. Eu não quero dar gargalhadas, eu quero chorar diante da Sua Santidade. Eu não quero decretar nada, eu quero sentir temor diante da Sua presença. Eu não quero festejar crescimento, eu quero me assombrar diante da cruz.
Não me esqueci da belezas
das Piaçavas acenando
no horizonte avistadas,
O quê faço com os meus
versos é praticamente
o mesmo que mãos calejadas
fazem com as fibras delas
que servem para varrer
o mal da tristeza e criar
muita arte de entrelaces
levando poemas por todos os lugares.
Os meus direitos autorais conheço todos, ainda não busquei colocar em prática porque estou adiando me "aborrecer".
Empresas de IA que se atreverem a plagiar os meus poemas responderão internacionalmente pelas suas asneiras.
O Brasil têm leis nacionais e é signatário da Convenção de Berna e o Direito Autoral está previsto na Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Não aprovo que usem os meus pensamentos para trollar as pessoas. Os meus escritos são de natureza poética, literária e relativos as liberdades civis, e não são escritos que defendem correntes políticas. Fico quieta só porque não quero me incompatibilizar.
Irremediavelmente
não tem como
negar que venho
escrevendo os meus
Versos Intimistas
há pouco mais
de uma década e sem
nenhum tipo de segredo
assim poeticamente
tenho feito
à prova de qualquer
tipo de veneno
para ser o seu maior desejo.
Há quanto tempo
a gente não se vê
Trouxe meus
Versos Intimistas
e uma muda de Ipê
lá da amada Bahia
de presente para você.
Meus poemas feitos
de Versos Intimistas,
Não temem subir
nos degraus de pedras
rumo ao desconhecido,
Porque no final
eu sei que sou o seu destino
sob as árvores antigas
do Hemisfério Sul.
